O lado mais íntimo da cruel Medeia
A companhia As Boas Raparigas leva à cena, a partir de hoje, sexta-feira, mais um texto clássico. Partindo do original de Eurípides, "Medeia" é uma encenação de Luís Mestre para ver no Estúdio Zero, no Porto, quando forem 21.45 horas.
A peça centra-se numa figura sem dimensão mitológica mas com toda a carga de crueldade que Eurípides quis dar-lhe, ao criar um novo tipo de personagem na tragédia grega: uma mulher repudiada pelo marido, uma estrangeira perseguida e expulsa, uma mãe que mata os próprios filhos. Numa só expressão, "Medeia é uma mulher cruel", atira Luís Mestre, que dirige um conjunto de actores "muito ecléctico e com respirações muito diferentes". São eles Maria do Céu Ribeiro, Daniel Pinto, Nuno Cardoso e Carla Miranda.
Medeia, a partir de Eurípides

Sei que crimes vou cometer, mas a cólera é mais forte que minha vontade.
Medeia
Medeia, princesa da distante Cólquida, (hoje Geórgia) descendente do Sol, apaixonada por Jasão, traiu a sua família e abandonou a terra natal, auxiliando o seu amado e a expedição dos argonautas a conquistarem o velo (pêlo de carneiro) de ouro. Quando, anos mais tarde, depois de terem constituído família e se terem instalado na Grécia, Jasão anuncia que pretende desposar uma princesa local para aumentar o seu prestígio e influência, Medeia, para vingar o ultraje de Jasão, serve-se da astúcia e de conhecimentos mágicos, e arquitecta o assassinato da noiva e de seus próprios filhos.
Com o poeta Eurípides, a tragédia grega ganhou novos elementos. Eurípides soube pintar as paixões humanas como nenhum dos dramaturgos gregos anteriores. Em Medeia (431 a.C.), apresentou o retrato psicológico de uma mulher carregada de amor e ódio. Medeia representa um novo tipo de personagem na tragédia grega: esposa repudiada e estrangeira perseguida, ela revolta-se contra o mundo que a rodeia, rejeitando o conformismo tradicional. Tomada de uma fúria terrível, mata os filhos que teve com o marido, para se vingar dele. É uma das figuras femininas mais impressionantes da dramaturgia universal.
De 18 a 30 de Setembro no Estúdio Zero
Domingo às 16h
M/12
Encenação: Luís Mestre
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
Cenografia: As Boas Raparigas e Luís Mestre
Design de Luz: Joana Oliveira
Sonoplastia: Luís Aly
Figurinos: As Boas Raparigas
Elenco: Carla Miranda, Daniel Pinto, Maria do Céu Ribeiro, Nuno Cardoso
Estúdio Zero – Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)
225 373 265
asboasraparigas@gmail.com
estudio0.blogspot.com
Peça de sete actos e sete pratos para ver à mesa no Porto
Um restaurante, uma companhia de teatro e um chefe juntam-se todas as sextas-feiras, até Setembro, na Praia da Luz, no Porto, para levar à cena Os Sete Actos do Pecado da Gula. Esta fusão entre cozinha científica e teatro resulta num jantar em que o cliente pode saborear um menu de degustação enquanto assiste a uma peça que conta a história de um concurso entre três chefes, um francês, um italiano e um português.
A ideia do chefe Luís Américo partiu do conceito de um jantar como evento gerador de emoções e sensações, em que os protagonistas da história são os pratos, mas que pretende ser mais do que uma refeição. Para isso contou com a criatividade do Teatro da Palmilha Dentada, que escreveu e encenou a peça a partir do menu seleccionado pelo chefe.
Dos sete pratos do menu, embora todos mereçam notas positivas dos espectadores, é o primeiro, A gema do ovo de ouro, aquele que mais reacção provoca na sala. "Parece uma coisa, mas depois é outra. Foi o meu preferido por isso", diz Maria José, que considera a experiência divertida. Presunto com caviar de melão, bacalhau com puré de feijão-preto e vieiras cozinhadas em balão de café são os pratos que se seguem.
Jorge Neto, o actor que desempenha os quatro papéis da peça – mais conhecido por ser o "Rato" na saga de filmes Balas e Bolinhos -, teve que aprender a confeccionar alguns dos pratos. O actor interessou-se pela ideia quando foi contactado pela companhia de teatro, da qual se assume como admirador, e porque gosta destes desafios mais "experimentais". "É uma peça só com um actor, mas acaba por ser uma grande produção porque cerca de 15 pessoas estão envolvidas no processo." O espectáculo-refeição custa 40 euros.
La Marmita no Fringe Festival
A companhia de Vila Nova de Gaia La Marmita, dirigida por Andrea Gabilondo, vai estar presente no Fringe Festival de Edimburgo com o espectáculo “Telenovela: Afternoon Soap“.
O Fringe Festival é o maior festival de artes performativas do mundo, decorre entre 7 e 31 de Agosto e abrange quase 1000 espectáculos na sua edição de 2009.
A Asa e A Casa, de Teresa Rita Lopes

A Asa e a Casa conta a história do encontro entre um bonecreiro saltimbanco que anda de praia em praia e uma vendedeira de bolos que desce da serra até à praia para vender os seus deliciosos doces. Ele leva às costas a barraquinha de fantoches carregada de sonhos, ela leva à cabeça o cesto carregado de guloseimas. Ele percorre o mundo, ela vive no campo; não só não se conhecem, como cada um desconhece a forma de vida do outro.
Preço dos bilhetes: €4,50 crianças e €6,00 adulto. Grupos de 10 pessoas,
€3,40 cada.
O Pé de Vento repõe A Asa e A Casa, de Teresa Rita Lopes, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto (Rua D.Manuel II). O espectáculo, para maiores de 6 anos, é encenado por João Luiz e estará em cena de 26 de Junho a 26 de Julho.
O espectáculo tem encenação de João Luiz, cenografia de João Calvário, figurinos de Susanne Rösler, desenho de luz de Rui Damas e movimento de Ruben Marks.
Rui Spranger e Sónia Correia interpretam o bonecreiro e a vendedeira. Blandino é o músico.
Estará agora em cena com sessões para o público em geral aos sábados e domingos, às 16h00. As sessões para o público escolar terão lugar terças-feiras de tarde, às 15h00, e de quarta a sexta-feira, às 11h00 e 15h00.
Preço dos bilhetes: €4,50 crianças e €6,00 adulto. Grupos de 10 pessoas, €3,40 cada.
Reservas através de contacto para o Teatro da Vilarinha.
Ler em Voz Alta
António Fonseca diz os dois primeiros cantos de Os Lusiadas.
Sexta-Feira , 19 de Junho, às 23h00.
na Garagem da Central do Freixo*
Rua do Freixo, nº1071 Porto
Entrada Livre
Organização: Panmixia
Comunicado do Festival em Campo Benfeito
Companhias de teatro lamentam ausência da DGArtes e recomendam medidas aos decisores políticos
Comunicado:
«Terminou hoje, em Campo Benfeito, o III Festival das Companhias Descentralizadas, organizado pelo Teatro de Montemuro e que contou com a participação das outras cinco companhias de teatro profissional que integram a Plataforma das Companhias: A Escola da Noite (Coimbra), ACTA (Algarve), Centro Dramático de Évora, Companhia de Teatro de Braga e Teatro das Beiras (Covilhã).
(…)
A ideia do Festival das Companhias surgiu em 2005, na sequência dos contactos que vinham sendo estabelecidos entre estas seis companhias, organizadas informalmente numa Plataforma de debate, intercâmbio e colaboração. Para além de potenciar o conhecimento do trabalho que as suas congéneres vão realizando (objectivo a que estas seis companhias continuam a atribuir a maior importância), ele permite, de acordo com a lógica de rotatividade que vem seguindo, que as companhias de cada cidade apresentem aos seus públicos, de uma forma organizada, os espectáculos das estruturas de criação que com elas partilham este projecto.
(…)
Acende a Noite, de José Caldas
Um rapaz não gosta da noite. Ele ama todas as espécies de luzes e o sol amarelo. Seu quarto, no coração da noite, é o único iluminado em toda a cidade. Mas ele vê os outros rapazes que jogam à noite entre claro-escuro dos lampiões. Ele também gostava de jogar mas… Um dia chega a escuridão, uma menina que brinca com ele. Uma história para nos fazer reflectir sobre o nosso medo da sombra, do nosso lado mais escondido e inquietante, mas cheio de maravilhas insuspeitas.
O espectáculo, para maiores de 4 anos, fica em cena até 21 de Junho: sextas às 21h30; sábados às 16h00 e 21h30; e domingos às 16h00. À semana, estão previstos espectáculos para as escolas, sujeitos a marcação.
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Última semana de B., a partir de Samuel Beckett

Para assinalar o seu primeiro anivesrário, o TEatroensaio apresenta a peça “B.” a partir de Samuel Beckett, até 14 de Junho, de quinta-feira a Domingo, às 21h30, no CACE Cultural do Porto.
Encenação: Pedro Estorninho
Tradução: Inês Leite
Interpretação: Ana Vargas, Daniel Pinheiro, Inês Leite, Joana Mesquita, José Topa, Julieta Guimarães e Olinda Favas.
Contactos:
Telemóvel: 918626345 / 937017575
E-mail: teatroensaio@gmail.com
teatroensaio-teatreia.blogspot.com
