Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Teatro de Verão

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13/07-23/07 – A Espera, a partir de Gabriel Garcia Marquéz – TUP

13/07-31/07 – Dom Quixote, a partir de Miguel de Cervantes – Pinguim Café

14/07-06/08 – O Poço, de José Carretas – CACE

15/07-31/07 – O Avarento, de Moliére – Teatro Carlos Alberto

15/07-31/07 – Hedda Gabler, de H. Ibsen – Espaço Bruto, Fábrica Social

20/07-24/07 – Credo, de Enzo Cormann – Fábrica da Rua da Alegria

21/07-30/07 – Diário de um Louco, de N. Gógol – Mosteiro de Tibães

21/07-31/07 – Punk Rock, de Simon Stephens – ACE

21/07-06/08 – Marat/Sade, de Peter Weiss – Estúdio Zero

22/07-30/07 – Mata-me! Chuta-me! Vamos embora!, a partir de Copi – ACE

Escrito por Jorge

Julho 16, 2011 em 10:13 am

Na categoria Anúncio, Companhia

Estão abertas as candidaturas para o Mestrado em Estudos de Teatro

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Este mestrado da Faculdade de Letras do Porto oferece um seminário sobre uma ampla variedade de realidades dramatúrgicas e culturais, contemplando uma perspetiva histórica (como o Teatro Clássico, Teatro Moderno e Contemporâneo, Teatro em Portugal 1 e 2), mas também contemporânea (exs. Estética Dramatúrgica, Dramaturgia Contemporânea, Práticas Cénicas e Análise de Espetáculos, Teatro e Teatralidade), numa perspetiva que se pretende sempre capaz, em variações adequadas, de considerar tanto a realidade especificamente textual como o seu percurso e a sua potencialidade mais alargadamente cénica.

Seminários:

- Estética Dramatúrgica      
- Práticas Cénicas e Análises de Espetáculo
- Teatro Clássico      
- Teatro em Portugal I e II      
- Teatro Moderno e Contemporâneo
- Dramaturgia Contemporânea     
- Estética Comparada
- Teatro e Teatralidade
- Opção
- Dissertação

Para mais informações contactar:
- Diretor do Curso – Professor Doutor Gonçalo Vilas-Boas (goncalovb@letras.up.pt)
- Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (ilc@letras.up.pt)

Escrito por Jorge

Julho 7, 2011 em 7:00 pm

Na categoria Anúncio

Apresentação do projeto do "CENA" – Sindicato dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual – no Porto

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A apresentação do projeto do "CENA" – Sindicato dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual, terá lugar no Porto, segunda-feira, dia 4 de Julho, pelas 18h na ACE – Academia Contemporânea do Espetáculo, na Praceta Coronel Pacheco

Em Lisboa haverá uma reunião de trabalho para a organização do CENA e para dividir tarefas no domingo, 3 de Julho, pelas 18h, no Sindicato dos Músicos, na Av. D.Carlos I, n.º 72-2.º

Mais informação e preenchimento da ficha de pré-inscrição: www.intermitentes.org

Escrito por Jorge

Junho 29, 2011 em 8:34 am

Na categoria Anúncio, Associação

Algumas medidas culturais do novo governo comentadas

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Note-se, primeiro, que o Programa do Novo Governo dá grande relevo às políticas do livro e da leitura, apresentando no geral boas medidas, como o fomento das traduções e da promoção da leitura, o que não surpreende tendo em conta a pessoa que dirige a secretaria de Estado. Já o resto é mais problemático:

«- O Governo assume o objectivo de aprofundar a ligação do sector do cinema ao serviço público e privado de televisão. Ao mesmo tempo, o Governo reavaliará a execução e gestão do Fundo de Investimento para o Cinema e o Audiovisual.»

E como coadunar inovação artística com o desejo das televisões em obterem conteúdos baratos e popularuchos? Alguém já reparou na qualidade da maioria das produções de ficção para a TV?

«A fim de criar uma exigência de comunicação com o público e uma preocupação com a distribuição e exibição das obras cinematográficas, o Governo, através do Instituto do Cinema  e  do  Audiovisual,  irá  ter  em  conta  os  resultados  de  bilheteira  e  número  de espectadores obtidos pelos filmes anteriores dos produtores e realizadores candidatos a apoios.»

Aparentemente os produtores de “O Crime do Padre Amaro” têm financiamento garantido para o resto da vida. Já os mais internacionalmente reputados realizadores portugueses, como o Manoel de Oliveira e o Pedro Costa, talvez devam ponderar emigrar.

«Consciente  de  um  desajustamento  entre  a  quantidade  de  equipamentos  culturais disponíveis  e  a  sua  sustentabilidade,  a  Secretaria  de  Estado  da  Cultura  promoverá  a elaboração de um Livro Branco da Cultura para as cinco Regiões-Plano do continente. Esse  documento,  em  permanente  construção,  tem  como  objectivo  reunir  toda  a informação disponível sobre a agenda cultural nacional.»

Aparentemente, a nova secretaria de Estado não faz ideia do que se passa no país em termos culturais. E provavelmente vai precisar de contratar mais funcionários para a cultura para o descobrir.

«O  Governo  vai  restaurar a identidade cultural  e  o  prestígio artístico dos Teatros Nacionais, debilitados por políticas erráticas, e definindo, com clareza e objectividade, contratos-programa para estas entidades.»

Aparentemente são os únicos teatros que existem em Portugal e também os únicos que são vítimas de políticas erráticas. That’s all folks. Não existem mais artes performativas e visuais em Portugal. Passemos agora ao património e às indústrias criativas, com que o novo executivo parece estar mais à vontade.

«Em  coordenação  entre  vários  sectores  da  Administração,  e  em  colaboração  com instituições  internacionais,  o  Governo  promoverá  a  classificação  e  preservação  do património Português espalhado pelo mundo.»

Uma medida bondosa, à partida, mas de onde virá o dinheiro para preservar o infindável património português no mundo? E, já agora, como é que se vai lidar com as autoridades que têm hoje direitos sobre esse património?

«-  Redação, com os  restantes sectores envolvidos (Economia, Finanças, Segurança Social,  Emprego,  Educação  e  Ciência),  de  um  Estatuto dos Profissionais das Artes, a completar no prazo de 270 dias;»

Uma boa medida, embora a noção de “Profissional das Artes” Seja tão ampla que me parece de difícil aplicação. Qual é a semelhança, em termos pragmáticos, da atividade profissional de um ator e um escultor?

«-  Promover  a  proximidade  e  articulação  entre  os  criadores  e  as  indústrias  de modo a potenciar o valor económico de projetos e talentos;»

Aparentemente uma boa medida, mas que me levanta a questão: concretamente, que indústrias criativas sólidas é que existem em Portugal?

«-  Apoiar  a  criação  de  gabinetes  empresariais  vocacionados  para  a  gestão  de entidades culturais independentes;»

Uma medida alarmante e contraditória. Se as entidades culturais são “independentes”, como é que podem continuar a sê-lo sob a gestão de um “gabinete empresarial”? Sabendo que as entidades culturais portuguesas, regra geral, têm margens de lucro mínimas, como é que podem sustentar “gabinetes empresariais” para as gerirem? E, finalmente, que tipo de “cultura independente” é que se pretende promover, para a colocar sob a alçada de “gabinetes empresariais”?

De notar ainda, que não há qualquer menção ao aumento, ou mesmo manutenção do orçamento para a secretaria de Estado da Cultura, e muito menos ao programa Guimarães 2012.

Escrito por Jorge

Junho 28, 2011 em 4:45 pm

Na categoria Comentário, Publicações

Mostra Anual de Dramaturgia 2011

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Terminada a Evocação do 30º aniversário do “Fazer a Festa”, em que as ruas da cidade se transformaram num grande palco, o Teatro Art’ Imagem organiza, nos próximos dias 18 e 19 de Junho (sábado e domingo), a MAD ’11 – “Mostra Anual de Dramaturgia- Leituras Encenadas” que decorrerá no bar Galerias de Paris, à Rua da Galeria de Paris, n.º 56, com os seguintes horários:

Sábado, dia 18 de Junho, com início às 23h59 e Domingo, dia 19 Junho, com início às 17:59. A entrada é livre.

Esta 3ª edição da MAD – “Mostra Anual de Dramaturgia – Leituras Encenadas”, é subordinada ao tema

“OUTRO PAÍS, OUTRA CIDADE, OUTRO TEMPO”.

Os textos inéditos que compõem a primeira sessão da MAD’11, sábado, 18, às 23h59, são

«Je Ne Sais Quoi», de Pedro Marques; «Portugal Tourism», de Jorge Palinhos; «O Coach», de Sandra Pinheiro; e «À Portuguesa», de Fernando Moreira.

Na segunda sessão da MAD’11, domingo, 19, às 17h59, serão lidos de novo os textos da primeira sessão e apresentados outros das oficinas de escrita teatral da ESMAE e da ESAP, escritos por alunos dos cursos de teatro destas escolas a partir da série de fotografia «Porto Interior», de Inês d’Orey.

A Direcção das Leituras é da responsabilidade de Jorge Louraço Figueira.

Recorde-se que o MAD, que teve o seu início em 2009, pretende ser um fórum teatral, especialmente dedicado à divulgação de novos textos dramáticos portugueses, respondendo, ao interesse do público por obras originais; ao interesse dos criadores em explorar novos textos com vista à sua eventual encenação; e promovendo o encontro e debate entre dramaturgos, encenadores, tradutores, críticos, estudantes, artistas de teatro em geral e públicos interessados. A coordenação desta iniciativa é do dramaturgo e crítico de teatro Jorge Louraço Figueira e do director artístico do Teatro Art’ Imagem, José Leitão.

Escrito por Jorge

Junho 18, 2011 em 10:56 am

Na categoria Dramaturgia, Evento

Começa hoje a Evocação do Fazer a Festa

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Convite_Fazer_a_Festa

Escrito por Jorge

Junho 14, 2011 em 8:35 am

Na categoria Anúncio, Evento, Festival

Leitura: "Terror e miséria no Terceiro Reich" de Bertolt Brecht.

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Tomando como pretexto a estreia de “A Pedra” de Marius von Mayenburg , produção de As Boas Raparigas…, encenada por Cristina Carvalhal, em 6 de Julho, o Novo Grémio do Porto apresenta em Junho um ciclo de dramaturgias teatrais em torno da temática de “A Pedra”; de que forma é que para cada um de nós a identidade se molda e a importância que as raízes culturais e geográficas têm na construção do individuo e ao longo das gerações.

Procuraremos descobrir relações entre diversas peças que abordem este período histórico – a Alemanha Nazi antes da guerra, durante e no pós-guerra – e que tenham na sua reflexão estas questões: as consequências de se ser alemão ou de se ser judeu neste período, a reformulação de uma identidade, a posse, o estatuto social, a memória – a relevância contemporânea de conflitos exemplares na história recente da Alemanha.

Estas dramaturgias serão alvo de leitura e discussão em Junho, todas as terças-feiras às 21h no Estúdio Zero. Na continuação do carácter informal com que o Grémio tem vindo a fazer as suas leituras no Mosteiro, convidam-se todos os interessados a participar quer na discussão quer na própria leitura dos textos, de modo a podermos assim refletir em conjunto sobre estes diversos temas que talvez não se detenham nessa época…

A entrada será de 1 euro e mais uma vez se convida a que tragam comes e bebes

Novo Grémio do Porto

Contactos:

Daniel Macedo Pinto – 917084301

Estudio Zero – 225373265

Estúdio Zero – Rua do Heroísmo nº 86 (Junto ao metro do Heroísmo) – Porto.

Escrito por Jorge

Junho 6, 2011 em 6:18 pm

Na categoria Leituras

Perplexidades da Escrita de Cena

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Algumas reflexões para e a partir do Encontro de Escritas de Cena, promovido pela Escola Superior de Teatro e Cinema.

- Diz Michel Foucault que a palavra é sempre o convocar de uma ausência, e não de uma presença. E por isso escrever para a cena é sempre inventar algo para o que está fora da cena e não pode participar dela.

- Poucos desconfiaram tanto da palavra como Nietzche, que a acusou de ser sempre vazia. De que onde haveria palavra não poderia haver emoção. A natureza da emoção é o silêncio. Só quando o sentimento foge é que o podemos nomear. Mas será que os sentimentos não nomeados existem?

- Magritte apagou um cachimbo, escrevendo debaixo da imagem deste que a imagem não era um cachimbo. Seria impossível para Magritte dizer que era um cachimbo, pois mentiria, se o fizesse. Mas ao dizer que não era o cachimbo, criou a dupla ausência de um cachimbo que não existia: a palavra do cachimbo e a imagem do cachimbo.

- Uma dificuldade: chamar a atenção para uma ausência é criar uma presença. A ser assim, ter a palavra em cena é ter a presença desmesurada do que está ausente dela. Uma ausência que sufoca tudo o que está presente na cena – que apaga a cena. Talvez por isso o dramaturgo seja a figura mais temida e detestada do teatro.

- O Evangelho segundo São João diz-nos que no início era o verbo e o verbo apontava para Deus. A palavra aponta para Deus. O que é Deus, no teatro? Se a cena é movimento, corpo e vida, o que está fora dela é a morte. Por isso a palavra aponta para a morte: a morte que está em curso, na tragédia grega, a morte que se planeia, na tragédia moderna, a morte que nos espera, na tragédia contemporânea.

- O que é escrever para a cena? Será criar puro som, musicalidade da língua? Será o escritor de cena um designer de vozes? Mas como podem as palavras, carregadas de sentidos, etimologias e emoções, ou mesmo o puro som, não remeter sempre para algo que não está lá, na cena?

- Uma explicação para eu não gostar de sons gravados em teatro: chamam-nos sempre a atenção para a ausência na cena daquilo que deveria produzir o som. – Outro problema: o que escrever? O que é que ainda não foi escrito? Que palavras, mesmo dispostas aleatoriamente, não convocam desde logo milhares de referências, interpretações e associações?

- Como limpar toda a tralha referencial e interpretativa da cabeça do espectador, para que ele fique diante do texto como se o texto tivesse vindo do espaço sideral?

- O problema da didascália: o momento em que aquele que escreve o que está fora da cena tenta exprimir o fora de cena através da cena – logo, um momento de nudez e vulnerabilidade do autor.

- Pior do que ignorar uma pessoa nua é tentar violá-la. Pior do que ignorar uma didascália é cumpri-la à risca.

- Numa arte tão efémera como o teatro, num objecto tão fugaz como a cena, como lidar com algo que é passado e perene como o texto? Como viver com a ruína que é o texto? Mas, não vivemos todos entre ruínas? E não é a ruína o objecto mais omnipresente e mais livre do mundo?

Jorge Palinhos

Escrito por Jorge

Maio 23, 2011 em 3:47 pm

Na categoria Reflexão

Perfil do dramaturgo Jez Butterworth

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«…He sought mentors: Harold Pinter, who appeared in the film of Mojo and "gave me a sense of fearlessness. To know that when you close your eyes and jump off the ledge, hands will hold you. Those aren’t Harold’s words. He’d never say anything like that. But that’s what I took from it." In his 2005 Nobel prize acceptance speech, Pinter suggested the way to write a play was to start with one line and see where it went; Butterworth turned off the TV and started his fourth play The Winterling there and then. (…)» (The Guardian)

Escrito por Jorge

Maio 18, 2011 em 11:00 am

Na categoria Dramaturgia, Entrevista

Iremos curar-te pelo excesso, de Mikhaël de Oliveira

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eflyer

 

22 de Abril a 1 de Maio

Estúdio Zero

Teatro Nova Europa

Reservas: 916 031 479

225 373 265

Escrito por Jorge

Abril 19, 2011 em 9:21 am

Na categoria Companhia, Evento

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