Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for Junho 2008

Notas sobre o FITEI – 2

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Últimas Palavras do Gorila Albino, de Juan Mayorga, pelos Artistas Unidos

Um texto interessante, bem conseguido, mas cujo grande peso filosófico não o deixam aspirar a cargas mais elevadas. Curiosamente, a encenação tem uma leveza que contrasta com a dramaturgia mas acaba por lhe dar um certo fôlego. Boa nota para o actores que, em diferentes estilos, acabam por deixar uma forte impressão das suas personagens.

Orésteia, O Canto do Bode, de Ésquilo, pelo Folias d’Arte

Uma excelente combinação de teatro popular e teatro erudito, feito com inteligência, empenho, criatividade e uma fortíssima ideia de encenação. Pena só as condições acústicas que fizeram perder grande parte do entendimento do texto.

Written by Jorge

Junho 17, 2008 at 3:48 pm

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Notas do FITEI

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Peças Vistas:

Hamelin, de Juan Mayorga, dos Artistas Unidos

Um texto de excelente construção fabulística, em que a presença do narrador introduz uma dimensão inquietante na montagem teatral. A encenação é despojada e eficiente, dando lugar à capacidade dos actores criarem a credibilidade emocional da história.

Contos em Viagem – Cabo Verde, pelo Teatro Meridional

Uma compilação de contos e poemas de Cabo Verde numa deslumbrante interpretação de Carla Galvão e um notável acompanhamento musical e sonoro de Fernando Mota.

Peças a ver:

Últimas Palavras do Gorila Albino, de Juan Mayorga, pelos Artistas Unidos

Orésteia, O Canto do Bode, de Ésquilo, pelo Folias d’Arte

Written by Jorge

Junho 6, 2008 at 6:17 pm

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Terminus, de Mark O’Rowe

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Os serial killers também têm alma, no Terminus de Mark O”Rowe

05.06.2008, Inês Nadais

Há um serial killer (Sérgio Praia) que vendeu a alma ao diabo no último texto do dramaturgo irlandês Mark O”Rowe – e a alma-penada desse serial killer salva umas pessoas enquanto o corpo dele mata outras. A vida é assim, sobrenatural e hiper-realista, tudo ao mesmo tempo, no teatro de Mark O”Rowe (estar dentro do teatro dele é tão estranho como estar dentro de Finnegans Wake, a coisa mais difícil que James Joyce escreveu, lê-se numa entrevista do The Guardian), mas a Assédio sente-se bem lá dentro. Depois da experiência que teve há três anos, com Ossário, a companhia regressa agora ao local do crime: Terminus tem estreia hoje, no 31º FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Junho 5, 2008 at 4:14 pm

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