Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Feito para o palco

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(…)O primeiro, de natureza mais ampla, refere-se ao esclarecimento em universidades, escolas de teatro e cursos técnicos de dramaturgia sobre a finalidade do texto dramatúrgico: é preciso ter em mente que ele é escrito para o palco. O aspirante a autor teatral deveria ter, concomitantemente ao estudo de seu ofício, a oportunidade de encenar suas obras, para verificar, na prática, o abismo que há entre o texto literário e o texto teatral.

O fato é que o Teatro, por ser uma arte coletiva, sempre exigiu do dramaturgo uma ampla vivência de sua atividade, daí ser muito mais comum do que parece o fato de terem existido — e ainda existirem — inúmeros autores que acumularam mais de uma função (ator, diretor, produtor etc.) para realizar a sua obra.

Além disso, os textos que nos chegam, de gregos a Brecht e Beckett, passando por Shakespeare, Molière e tantos outros, nunca foram fruto do trabalho de artistas isolados, alheios ao específico da dramaturgia, mas o resultado de um complexo processo de decantação, determinado pela inteireza do fenômeno teatral.(…)

(Samir Yazbek, http://oglobo.globo.com/cultura/feito-para-palco-10353869)

Written by Jorge

Outubro 14, 2013 at 12:31 pm

Publicado em Recortes

Roberto Alvim e o ensino da dramaturgia

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Um dos mais famosos dramaturgos brasileiros da atualidade, Roberto Alvim, discute como ensinar dramaturgia.

Written by Jorge

Agosto 8, 2013 at 10:14 am

Publicado em Dramaturgia, Lá fora

Dramaturgia vs Criação

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Afonso Becerra:

«(…)Igual que la “metalurgia” es el trabajo con los metales, la “dramaturgia” es el trabajo con las acciones y presupone un oficio, un artesanato e, incluso, cuando se hace con vocación, pasión y valores, puede elevarse a un “arte”.

Además, como otras disciplinas profesionales y artísticas, la dramaturgia (texto, tejido o composición de acciones escénicas), presupone unos conocimientos técnicos y metodológicos que han ido evolucionando a lo largo de la historia de las artes escénicas. Esas técnicas y metodologías que cada dramaturga/o rehace, actualiza y personaliza, suelen ser el resultado de una “tradición” de maestras/os, de artesanas/os y de artistas, que nos han servido de guía, para orientar la brújula de nuestras inquietudes teatrales. Así Gordon Craig, Tadeusz Kantor, Kurt Joss, Mary Wigman, Pina Bausch etc. han marcado tendencias y nos han servido para reorientar nuestro labor con las acciones escénicas. Lo mismo que en los textos (tejidos, partituras) escritos de Heiner Müller, Séneca, o en las reflexiones de Antonin Artaud, Sarah Kane encontró algunos de sus maestros a partir de los cuales evolucionar y refinar su poética dramatúrgica.

(…)Es bien cierto que el manejo y el conocimiento técnico, metodológico y teórico no son garantía para realizar una “obra de arte” escénica, si no existe una vocación, una pasión, algo que decir o algo sobre lo que interrogar(nos). Pero sin esas condiciones artesanales y de oficio y artificio teatral, que han ido evolucionando a lo largo de la historia, no hay posibilidad, tampoco, de realizar una “obra de arte”.» Fonte

Written by Jorge

Março 27, 2013 at 11:04 am

Publicado em Dramaturgia, Recortes

Para que serve a dramaturgia?

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 «¿la dramaturgia y los estrenos actuales están reflejando la realidad de la calle y las preocupaciones de la gente?

-José Sanchis Sinisterra (J. S. S.): yo creo que el concepto de reflejar pertenece a otros planteamientos estéticos; en el fondo, el teatro nunca refleja, sino que, en todo caso, responde, reacciona a la realidad. (…)

-Ignacio García May (I. G. M.): la identificación de la dramaturgia con el periodismo es peligrosa. A veces, parece que para ser contemporáneo tienes que escribir de lo que hablan los telediarios. Esto es absurdo.»

La Razón

 

Written by Jorge

Fevereiro 1, 2013 at 7:34 pm

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Curso de escrita de teatro, com Jorge Palinhos e Luís Mestre

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O teatro é a mentira mais verdadeira do mundo, pois deixa-nos olhar para nós próprios através de nós próprios, deixa-nos construir pilares seguros para a fragilidade e insegurança da vida através da argamassa diáfana dos sonhos. É talvez a forma mais viva e total de inventar a realidade. Uma das artes mais universais e intemporais vive da palavra colocada no corpo humano para lhe dar a força da respiração e a urgência das emoções.

 
 

 

Descrição

Neste curso iremos transmitir a forma como a ordem das palavras, a ordem dos corpos e a ordem da cena ajudam a criar uma estrutura com a qual se pode dar sentido às ideias que sobressaltam todo aquele que tem fome de escrever.

 

     

Objetivos

  • Apresentar os princípios e técnicas da escrita para teatro
  • Permitir que os participantes escrevam uma breve peça completa que reflita a eternidade do momento presente.

 

 

 

 

 

Conteúdos programáticos

  • Princípios de estrutura dramática, elementos do drama e da ação dramática.
  • Apresentação de alguns autores contemporâneos fundamentais.
  • Princípios do texto, diálogo e monólogo.
  • Especificidades da escrita dramática.
  • Confronto da palavra oral com a palavra escrita.
  • Exercícios práticos de escrita.
  • Formas de conflito e enredo.
  • Criação de personagens.
  • Estrutura da peça.
  • A primeira cena.
  • Revisão da peça.
  • Diagnóstico dos problemas da peça.
  • Sessão prática de escrita e reescrita.
  • Leitura da cena em voz alta.

Mais informações: Escrever Escrever

 

 Destinatários:

Público em geral que tenham projectos de escrita de peças de teatro ou   apenas espectadores atentos à escrita no seu todo.

Written by Jorge

Janeiro 28, 2013 at 10:09 am

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Entrevista a Joseph Danan

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Fernando Mora Ramos entrevistou Joseph Danan, entrevista essa publicada no Facebook.

Aqui fica essa entrevista reproduzida, com a devida vénia:

«Entrevista a Joseph Danan por Fernando Mora Ramos

por Teatro da Rainha a Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013 às 17:51 ·

Quatro perguntas a Joseph Danan – professor, ex director dos Estudos Teatrais da Sorbonne Nouvelle, ensaista e dramaturgo – de Fernando Mora Ramos.

1. O teatro dos papás é uma peça-espectáculo. A tua escrita é a de um autor cénico mais do que do dramaturgo ?

Eu não acredito no «teatro das palavras ». Para mim é falhar a complexidade da escrita cénica a sua redução ao verbal. Tudo o resto existe: os corpos, a imagem cénica ou projectada, todos os meios da cena actual.

Escrevi O teatro dos papás como um seguimento de Jojo, o reincidente, uma peça puramente didascálica. Não é o caso de O teatro dos papás, mas permanecem certas coisas : é o didascálico que toma a dianteira e o dialogal que complementa quando é necessário.

Apesar disso não me considero um « autor cénico », pois delego o acto cénico num encenador. Isso talvez venha um dia a acontecer mas não é o caso desta peça que, além do mais, não saberia bem como montar… Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Janeiro 25, 2013 at 11:31 am

Publicado em Dramaturgia, Entrevista

O teatro português e o 25 de abril

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Um bom texto de David Antunes:

«(…) O teatro português contemporâneo é essencialmente o resultado directo ou indirecto da Revolução de Abril de 1974, mesmo que a motivação ideológica, ou a reacção a ela, já há muito tenha deixado de fazer sentido, tanto para as companhias que então se formaram, como para os praticantes de teatro que entretanto se lhe seguiram. Seguindo muito de perto, nesta categorização e caracterização, Eugénia Vasques no seu texto 9 Considerations autour du Thêatre des années 90, datado de 1998, o teatro português contemporâneo é, por isso, aquele que é realizado por companhias que, nascidas nesse momento, ainda aí encontram um alento identitário forte, mesmo que a sua busca já seja outra, as companhias de teatro independente; por alguns freelancers de talento, que se afirmaram na década de 80 e que recusaram esse enquadramento para o qual as circunstâncias políticas e artísticas orientavam; por grupos ou companhias de
teatro alternativo, que foram criadas nos anos 90 com um cariz de vanguarda e diferença, mas nas quais se verifica agora uma espécie de utopia da ideologia, que se manifesta em temas relacionados com Portugal, o teatro e a sua missão, a ideia de companhia; por alguns novos para quem a questão nem se coloca, mas que herdaram esse contexto e tentam encontrar outro modo de expressão teatral, cada vez mais performativo, inclusivo e dialogante, em que as questões de género, identidade, dramaturgia, interrogação e decomposição das disciplinas artísticas são as cruciais. Por conseguinte, este panorama teatral e performativo começa a constituir-se no espírito colectivista e ideológico de uma luta pela liberdade e pela democracia, afirma essa liberdade nos anos que se seguem à Revolução, deve a sua existência e forma a uma realidade social, que teve de aprender a viver em democracia e pela democracia, confronta-se, mais recentemente, com uma espécie de ressaca de uma orientação que pode ser ideológica, num sentido lato, mas é também certamente ética e artística.(…)»
Texto completo: Teatro e Outras Artes Performativas

Written by Jorge

Janeiro 25, 2013 at 11:24 am

Publicado em Reflexão