Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for the ‘Homenagem’ Category

Faleceu João Paulo Seara Cardoso

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O Porto perdeu um grande criador de teatro.

Mais informações na Plateia.

Written by Jorge

Outubro 30, 2010 at 8:45 am

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António Pedro – Um experimentador compulsivo

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É um exemplo quase único de polivalência criativa na cultura portuguesa do século XX. Foi encenador, poeta, ficcionista, cronista, crítico de arte, pintor, escultor, ceramista… Uma dispersão que ajuda a explicar a escassez de abordagens globais da sua obra. Se escolhermos a publicação do livro de poemas “Os Meus 7 Pecados Capitais”, em 1926, como o momento que marca o início da actividade criativa de António Pedro (1909-1966), ela estende-se por umas escassas quatro décadas. Nesses 40 anos tiveram de caber o encenador teorizador e divulgador do teatro, cujo trabalho, só por si, bastaria para preencher uma vida, mas também o poeta de “Máquina de Vidro” (1931) e “Protopoema da Serra d’Arga” (1948), que cultivou sucessivos estilos, desde o lirismo tradicionalista, passando por experiências pioneiras de poesia visual, até àquilo a que Jorge de Sena chamou “um surrealismo regionalista”, o prosador de “Apenas Uma Narrativa”, porventura o primeiro romance surrealista da literatura portuguesa, o pintor vanguardista dos anos 30, que assinou manifestos ao lado de Picabia, Kandinsky e Duchamp, ou ainda o efémero escultor de inspiração dadaísta. E seria preciso acrescentar-lhes o dramaturgo, o tradutor, o ceramista, o crítico de arte, o galerista, o jornalista, o cronista da BBC e, cruzando-se com todos eles, o cosmopolita que passou largos períodos no estrangeiro, vivendo em três continentes. Esta deambulação vertiginosa pelas mais diversas disciplinas artísticas ajuda a explicar a falta de abordagens globais da sua obra, ainda que se verifique hoje um renovado interesse pela sua dimensão de encenador e teatrólogo. Fernando Matos de Oliveira compilou em 2001 os seus escritos sobre teatro e Teresa André publicou já este ano o livro “António Pedro e o Teatro em Portugal”, no qual destaca o “Pequeno Tratado de Encenação” (1962), ainda hoje uma obra de referência. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Setembro 26, 2010 at 7:25 am

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Paulo Eduardo Carvalho (1965-2010)

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Perdeu-se um tradutor e investigador incansável de teatro.

Written by Jorge

Maio 23, 2010 at 8:43 am

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Morreu o poeta e dramaturgo Jaime Salazar Sampaio

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Morreu o poeta e dramaturgo Jaime Salazar Sampaio

O poeta e dramaturgo Jaime Salazar Sampaio morreu na terça-feira em Lisboa aos 84 anos, informou a Sociedade Portuguesa de Autores.

O corpo do escritor está hoje em câmara ardente no edifício 2 da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), de onde seguirá o funeral na quinta-feira de manhã para o cemitério do alto de São João, em Lisboa.

Jaime Salazar Sampaio nasceu em Lisboa a 05 de maio de 1925. Formado em engenharia, foi nas artes de palco que se distinguiu, tanto na criação como na tradução de dramaturgias estrangeiras, de autores como Samuel Beckett e Harold Pinter.

De acordo com o Centro de Estudos de Teatro, Jaime Salazar Sampaio estreou-se no Teatro Nacional em 1961 com a peça “Pescador à linha”.

Em 1969 viu encenada a peça “Os Visigodos”, também pelo Teatro Nacional, e em 1970 “A batalha naval”, pela Casa da Comédia.

Só com a mudança de regime, em 1974, é que as suas peças regressam aos palcos.

No total, mais de 60 espectáculos foram produzidos a partir de textos seus, como “Fernando talvez Pessoa” (1983), pelo Teatro Nacional D. Maria II, “O pescador à linha (sem deus nem chefe)” (1998), pelos Artistas Unidos, e “Árvores, verdes árvores” (2008), pelo Teatro Independente de Loures.

Num estudo publicado em 2003, a investigadora Maria João Brilhante refere que Jaime Salazar Sampaio foi influenciado pelo teatro do absurdo e que a sua dramaturgia “constituiu um ato de resistência contra a censura, o que justifica em parte a ambiguidade e o hermetismo dos seus textos de antes da revolução”.

“O seu projecto não era menos político ao denunciar o desconcerto dos valores humanos no seio de uma sociedade burguesa que pactuava com o fascismo, por temer a desordem e a diferença”, defendeu a investigadora do Centro de Estudos de Teatro.

Em 1999 Jaime Salazar Sampaio recebeu o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores pela obra “Um homem dividido”, em 2005 foi distinguido com a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

Colaborou durante duas décadas com a SPA, organizando dezenas de sessões do ciclo “Dramaturgia e Prática Teatral”.

Além de teatro, publicou poesia como “Poemas Propostos” (1954) e “Silêncio de um Homem” (1960).

JN

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Abril 14, 2010 at 10:21 am

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Jaime Salazar Sampaio(1925-2010)

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Written by Jorge

Abril 14, 2010 at 10:12 am

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Funeral de Jorge Vasques

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O corpo de Jorge Vasques encontra-se em câmara ardente na capela mortuária da Igreja de Cedofeita.

Na quarta-feira, às 11h30, haverá missa de corpo presente, que depois seguirá para o Cemitério Prado do Repouso, onde terá lugar a cremação.

Written by Jorge

Setembro 29, 2009 at 12:48 pm

Publicado em Anúncio, Homenagem

Jorge Vasques (1958-2009)

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Written by Jorge

Setembro 27, 2009 at 5:50 pm

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