Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for Janeiro 2008

FITEI distinguido com o Prémio “Max Hispanoamericano de las Artes Escénicas”

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O FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica – foi distinguido com o Prémio “Max Hispanoamericano de las Artes Escénicas”, decorrendo a  cerimónia de entrega do Prémio a 4 de Fevereiro, no Teatro Lope de Vega de Sevilla, Espanha.

O Prémio “Max Hispanoamericano de las Artes Escénicas” é concedido, por designação directa, ao “espectáculo, entidade, companhia ou profissional hispano-americano que mais se destaque pela sua contribuição ao mundos das artes cénicas”, tendo já premiado Alicia Alonso (1998), Héctor Alterio (1999), o Festival Iberoamericano de Cádiz (2000), Les Luthiers (2001), o Teatro General de San Martín (2002), Marco Antonio de la Parra (2003), o Festival Internacional Cervantino de Guanajuato (2004), Fanny Mickey (2005), Víctor Hugo Rascón Banda (2006) e Julio Bocca (2007).

Written by Jorge

Janeiro 24, 2008 at 9:14 am

Publicado em Festival, Instituição

Concurso de Cenografia 4.48 Psicose

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As Boas Raparigas… lançam este ano um Concurso de Cenografia, com o objectivo de galardoar um Projecto Cenográfico, com a integração numa das suas produções.

Esta iniciativa destina-se a estimular os cenógrafos, artistas plásticos e aderecistas para teatro, com experiência inferior a 3 anos ou que ainda se encontrem em fase de aprendizagem, assim como a revelar a existência de novos/as autores/as, através da apresentação de trabalhos criativos.

O regulamento do concurso está disponível online.

Written by Jorge

Janeiro 23, 2008 at 8:02 pm

Publicado em Companhia, Evento

Workshop 4.48 Psicose, de Sarah Kane

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As Boas Raparigas organizam um workshop de interpretação de 26 a 28 de Fevereiro de 2008  (20h30 às 23h30)

O workshop abordará o teatro de Sarah Kane, em particular a peça 4.48 Psicose, utilizando alguns excertos para o levantamento de situações características da escrita desta autora contemporânea. Procurar-se-á desenvolver um trabalho de interpretação, explorando as temáticas propostas pelo texto, sendo dada grande relevância à inter-relação entre a emoção e a palavra, na perspectiva do actor.

Nota: O trabalho efectuado durante o workshop poderá resultar na selecção de um dos participantes, para integrar como actor o elenco de 4.48 Psicose, produção das Boas Raparigas, com encenação de Luís Mestre.

Orientação do workshop: Luís Mestre
Destinatários: Alunos de teatro finalistas e  recém-formados, actores em princípio de carreira.
Datas: 26 a 28  Fevereiro (20h30 às 23h30)
Admissão: gratuita
Envio de CV + Foto : asboasraparigas@gmail.com
Informações: estudio0.blogspot.com /225 373 265

Written by Jorge

Janeiro 23, 2008 at 8:00 pm

Publicado em Companhia, Formação

Oficina de Teatro na Maia

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Até 11 de Fevereiro estão abertas as inscrições para a frequência, durante o ano de 2008, da Oficina de Teatro da Maia, uma iniciativa conjunta do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia e do Teatro Art’Imagem.

As inscrições destinam-se a todas as pessoas com mais de 14 anos e a formação decorrerá na Quinta da Caverneira, Avenida do Pastor Joaquim Eduardo Machado, Águas Santas, às segundas e quartas feiras das 21h às 23h, com início em 11 de Fevereiro de 2008.

A Oficina de Teatro da Maia está vocacionada para a sensibilização,       aprendizagem, formação de novos públicos e actualização de conhecimento no domínio das artes cénicas e performativas, apresentando anualmente, em sessões públicas, o resultado do seu trabalho

Durante o ano, para além da formação, os alunos terão a       possibilidade de assistir a vários espectáculos de companhias       profissionais de teatro.

Informações e inscrições:
Fórum da Maia
Tel: 22 940 86 43
E-mail:  cultura@cm-maia.pt
Teatro Art’Imagem
Tel: 22 208 40 14
E-mail: producao@teatroartimagem.org

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Janeiro 23, 2008 at 7:57 pm

Adúlteros Desorientados, a partir de Juan José Millás

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A verdade é que agora mesmo se estão a cometer no mundo milhões de adultérios nos lugares mais convencionais que se possa imaginar, mas também nos mais estranhos. Há adúlteros da tarde e da manhã e da noite e da madrugada, do fim de semana e dos dias úteis. Há adúlteros de apartamentos com cheiro a cebola, de hotéis de terceira, de sótãos, de automóveis, de salinhas de fotocopiadoras e de palácios. Os adúlteros fornicam, conversam, discutem ou choram no interior de um compartimento estanque em que a única coisa que chega da realidade exterior é o oxigénio.
Juan José Millás in “Cuentos de Adúlteros Desorientados”
O Visões Úteis começa o ano com uma estreia absoluta: Adúlteros Desorientados, a partir de Juan José Millás.

Estreia a 15 de Janeiro no Espaço Serv’artes no Porto, onde ficará em cena até
25 de Março, sempre à terça-feira, sempre às 22h.
Em Aveiro nos dias 18 e 19 de Janeiro, no Auditório do Mercado Negro (Rua João Mendonça, 17). Em Vila Real no dia 25 de Janeiro, no Teatro de Vila Real.
Sempre às 22h.

Adúlteros Desorientados é um monólogo divertido para um público descontraído mas
exigente, concebido para possibilitar a relação directa entre criadores e público.

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Written by Jorge

Janeiro 23, 2008 at 7:37 pm

Publicado em Companhia, Evento

30 por noite

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Alegremente inspirado no desprezo autárquico por espectáculos a que assistem “duas ou três dezenas de pessoas”, a mostra 30 por Noite resgata da sombra um conjunto de cinco projectos teatrais desenvolvidos por jovens criadores do Porto, boa parte dos quais com idades inferiores a 30 anos. A escolha recaiu sobre as companhias Estufa, Primeiro Andar, Teatro do Frio, Teatro Meia Volta e Depois à Esquerda Quando eu Disser e Mau Artista, grupos da cidade que, tendo já nascido no cenário em desagregação do pós-Porto 2001, vêm demonstrando maior (in)consequência artística e uma crescente exigência de profissionalização. Aos espectáculos somem-se ainda a instalação enigmaticamente intitulada Está Cá Alguém?, debates sobre os objectos artísticos gerados por estas estruturas “alternativas” de produção teatral, e um desopilante concerto de encerramento dos Mimicalkix. Evocando ao longo de uma semana intensiva o doce prazer de se ser minoritário, 30 por Noite traz para o palco do TeCA aqueles que trabalham para 30 espectadores com o mesmíssimo empenho daqueles que o fazem para uma plateia de 300 ou 3000. As minorias crescem com os processos de criação. Juventude em marcha!
Programa
4/12
terça-feira a domingo 14:00-19:00 (ou até às 24:00, nos dias em que há espectáculos em exibição)
Está Cá Alguém?
Uma ocupação de >> Catarina Felgueiras, Rodrigo Areias, Susete Rebelo

Estreia Absoluta
8 + 9/12
terça-feira 22:00 quarta-feira 19:00
Sicrano
Uma criação >> Estufa

9 + 10 + 12/12
quarta-feira 15:00 quinta-feira 11:00 sábado 19:00
Diz que Diz
Uma criação >> Teatro do Frio

9 + 10/12
quarta-feira 23:00 quinta-feira 22:00
Vertigem
Uma criação >> Primeiro Andar

10 + 11/12
quinta-feira 19:00 sexta-feira 22:00
Confissões de um Carrasco na Hora de Ir Para a Cama
Uma criação >> Mau Artista

11 + 12/12
sexta-feira 19:00 sábado 22:00
O Nome das Ruas
Uma criação >> Teatro Meia Volta e Depois à Esquerda Quando Eu Disser

12/12
sábado 12:00
Fábricas de Cultura
Uma conferência de >> Joana Oliveira
sábado 15:00
Plenário 30 Por Noite
Uma conversa moderada por >> Tiago Bartolomeu Costa

sábado 24:00
Mimicalkix [Concerto]

Mais informações: TNSJ

Written by Jorge

Janeiro 4, 2008 at 4:58 pm

Publicado em Evento

Catástrofe, de Samuel Beckett

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Teatro Plástico encerra ciclo com “Catástrofe”

Uma peça clara e simples mas ao mesmo tempo irónica, sobretudo pela abordagem crítica que faz ao meio teatral. É esta a essência de “Catástrofe”, texto escrito por Samuel Beckett em 1982 e que o Teatro Plástico mostra agora ao público do Porto, numa encenação de Francisco Alves. Entre hoje e o dia 18, na sala do Helena Sá e Costa.

“Catástrofe” representa também o fechar de um ciclo que a companhia dedica ao dramaturgo irlandês desaparecido em 1989. Depois da apresentação de “Eu não”, trabalha-se agora a penúltima obra teatral de Beckett, escrita em homenagem a Václav Havel, então prisioneiro do regime e também o homem que viria a ser o último presidente da Checoslováquia e o primeiro da República Checa.

Mas nem é por aqui que se esbarra na vertente política. Além de ser “uma peça muito positiva, sobre a indestrutível capacidade de resistência humana”, assim classificada pelo encenador, “Catástrofe” é “uma peça claramente política pala análise que Beckett faz do meio teatral”. O que, pelas palavras de Francisco Alves, encontra paralelo na realidade portuguesa “Portugal é um país muito corrupto. As pessoas têm ideia de que o teatro vive por si só, mas o teatro é uma emanação da vida. E um país corrupto tem forçosamente um teatro corrupto”.

Apontando o dedo aos falsos criadores e à promiscuidade entre a arte e a política, esta peça – ela mesma um ensaio geral – começa por ser uma sátira ao universo beckettiano. “É também um grande ajustar de contas de Beckett consigo próprio e com o facto de nunca ter defendido, para a sua obra, uma função pedagógica. Aqui, dá-se o inverso”, acrescenta Francisco Alves.

Com interpretação de Rute Miranda, José Carretas e António Júlio – a quem se junta António Durães na voz off -, “Catástrofe” estreia logo às 21.30, sendo apresentada nesse horário de terça a domingo.

JN

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Janeiro 4, 2008 at 4:43 pm

Publicado em Evento, Recortes