Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for Julho 2010

Albergue Nocturno, de Maximo Gorki

with 4 comments

Uma cave escura. A luta diária por um copo de vinho e um punhado de moedas, onde a fraqueza de uns é o proveito dos outros. A vida esmagou-os bem. Medo, morte, indiferença, cansaço e uma réstia de esperança, são palavras de um retrato social que pretendem confrontar o olhar desatento da nossa realidade.

 

Texto: Máximo Gorki
Encenação: Nuno Cardoso
Interpretação: Alunos do 3.º ano da Academia Contemporânea do Espectáculo

16-30 de Julho – 21h30

Produção: Academia Contemporânea do Espectáculo
Praça Coronel Pacheco n.º 1

Written by Jorge

Julho 16, 2010 at 1:14 pm

Publicado em Evento

Ementa do Dia – no La Marmita

leave a comment »

A Ementa do Dia é um evento de performances que oferece diferentes pratos performativos a serem degustados pelo espectador.

Todos os Sábados de Julho, as portas da “La Marmita” abrem às 17h e fecham às 19h. Durante este período, as pessoas podem entrar e sair variadas vezes, podendo encomendar uma ou varias cenas; uma fatia de bolo acompanhada de uma taça de vinho ou ainda falar com os artistas.

A entrada é de 2€ como contribuição para tornar-se sócio – durante o período do espectáculo – dando direito a utilização total do bar. Portanto há duas ementas paralelas.

 

As cenas performativas só são pagas pela pessoa que as encomenda assim, por exemplo, se uma pessoa deseja ver a cena x, só ela paga e os outros espectadores tem direito a assistir sem pagar. Por outro lado, não é obrigatório encomendar cenas, talvez um grupo de pessoas só desejem beber um chá, falar connosco e conhecer o espaço.

 

A entrada do recinto pode ser a qualquer altura dentro do horário marcado, sendo que as 19h a porta fecha não deixando entrar mais espectadores. Dentro do recinto o horário da última performance é às 20h e o bar fecha às 20h30.

 

Ementa do Dia não é portanto um espectáculo formal. As cenas têm de entre 5 a 10 minutos e variam entre elas já que os pratos, a serem oferecidos durante o mês de JuLho, estão compostos por estudos, sketches, cenas de antigos trabalhos e performances. Este projecto é um work in progress onde pretendemos adicionar a nossa ementa performances de outros criadores.

 

 

Ementa do Dia Cenas Performativas 

1- Lagosta Poética (dança) – Cena da coreografia “A Voz de Melpómene”
2- Shot Dúvida com Cabernet Sauvignon (performance)
3- Salada com Tudo (performance). Molho: Português, Inglês ou Espanhol
4- Enchilada a Portuguesa (sketch)
5- Pink Milk (sketch)
6- International Tea (teatro físico) – Cenas misturadas da coreografia “Telenovela”.
7- Postmodern Stroganoff (dança/performance)
8- Consomé Sonoro com Galinha (dança-dança)
9- Natas a Duchamps (teatro físico)
10- Bolo dos Quinze Anos (dança/performance)
11- Entradas varias a Anderson (estúdio)
12- Filet Mignon a Parmesan
E muito mais.

 

http://www.lamarmita.blogspot.com/ 

Written by Jorge

Julho 16, 2010 at 12:44 pm

Publicado em Evento

Jorge Barreto Xavier demite-se da Direcção-Geral das Artes

leave a comment »

«Venho comunicar que, por razões relativas à minha divergência sobre o modo de desenvolvimento das políticas de apoio às artes do Ministério da Cultura, nos termos actualmente prosseguidos, apresentei a minha demissão à Senhora Ministra da Cultura, esta sexta-feira, dia 9 de Julho de 2010.
Com os melhores cumprimentos,
Jorge Barreto Xavier
Director-Geral»

Written by Jorge

Julho 10, 2010 at 6:49 am

Publicado em Anúncio

Não é bem um país…

leave a comment »

«… Não deveria ter de escrever que um País sem cultura nem criadores não é bem um País. Mas vou para outro argumento que talvez, neste tempo, pegue melhor: a cultura e o entretenimento são uma das áreas de maior crescimento em todo o Mundo. Segundo o “Creative Economy Report 2008″ das Nações Unidas, o sector cultural e criativo representava, em 2005, 3,4% do comércio mundial.

Mais recentemente, Augusto Mateus coordenou um estudo onde se concluía que o sector cultural e criativo representava 2,8% da riqueza gerada em Portugal (3,691 milhões de euros) e que dava emprego a 126 mil pessoas. Neste sector estão incluídas as actividades culturais nucleares (património, artes visuais, criação literária e artes performativas); as indústrias culturais (música, edição, software educativo e de lazer, cinema e vídeo e rádio e televisão); e as actividades criativas (serviços de software, arquitectura, publicidade, design e componentes criativas noutras actividades). O combustível desta gigantesca indústria são as actividades culturais nucleares. Sem elas, o motor pára. Não perceber isto é o mesmo que achar que é possível ter uma indústria de ponta sem investir em educação.

Mais do que isso: a criação artística afecta todas as áreas económicas que queiram acrescentar valor ao que produzem. Basta olhar para o sector do calçado ou dos têxteis para perceber quem sobreviveu e conseguiu competir. Que valor ali foi acrescentado ao que se fazia? Ou seja, sem criatividade não há qualidade. E sem arte, não há design, publicidade e por aí adiante. Não há desenvolvimento das telecomunicações, dos novos media e do entretenimento (tudo áreas de negócio com futuro) sem os famosos “conteúdos”. E não há “conteúdos” (como eu odeio esta palavra) sem produção cultural. Não há turismo competitivo sem actividades culturais. Não faltam no Mundo países mais baratos e com melhores praias.(…)

No entanto, a ideia de que num pais da dimensão de Portugal a cultura pode depender exclusivamente do mercado é absurda. Nunca assim foi, nunca assim será. Mesmo potências culturais como a França ou a Alemanha, com mercados internos bem maiores do que o português, investem muito dinheiro público no apoio à produção cultural. E consideram esse investimento uma prioridade. Ele não é um favor a ninguém. Assim como o investimento em Investigação e Desenvolvimento (garantido, em Portugal, quase exclusivamente pelo Estado) não é um favor aos cientistas, não é imediatamente rentável mas é central para o desenvolvimento económico e social de um País.

Um País que desiste dos seus artistas é um País que desiste da sua inteligência. Um País que desiste da sua inteligência é um País que desiste do seu futuro. Tendo em conta os reduzidos montantes de que estamos a falar, estes cortes são um crime. Um crime contra a esperança de sairmos do estado em que estamos. De virmos a ser mais do que uma bolsa de mão de obra barata.»

Daniel Oliveira

Written by Jorge

Julho 7, 2010 at 8:57 am

Publicado em Recortes, Reflexão

Festival SET

leave a comment »

Está em curso a Semana das Escolas de Teatro.

Toda a programação aqui.

Written by Jorge

Julho 6, 2010 at 3:41 pm

Publicado em Festival

Dois Km de Auto-estrada

leave a comment »

«(…)À tragédia na criação e produção artística e cultural, junta-se a tragédia social; os últimos números conhecidos dizem-nos que o sector das artes do espectáculo e do cinema empregam directamente mais de 12 mil pessoas. É este o tamanho da tragédia.

E o que se poupa com estes cortes? Nem mais nem menos que 2 Km de autoestrada. Parece anedota, mas não é. O excesso de zelo do Ministério da Cultura, na aprendizagem dos cortes prescritos pelo bloco central, ditou que se pusesse em causa todo um sector por 3 milhões de euros. O sector cultural tem esta virtualidade tantas vezes esquecida: gera muito emprego e riqueza a partir de muito pouco financiamento estatal. E aqui chegamos à segunda exigência do sector: basta de insultos.

A actual Ministra da Cultura ressuscitou um discurso antigo e de menorização da criação artística assente na ideia de “subsidiodependência”. A Senhora Ministra da Cultura chegou mesmo a afirmar que nunca recebeu um subsídio porque sempre foi contratada. Por estranho que pareça é preciso explicar-lhe que sempre foi contratada por instituições que recebem financiamento, subsídios, do Estado. Como todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras do sector. (…)»

Catarina Martins

Written by Jorge

Julho 6, 2010 at 3:37 pm

Publicado em Recortes, Reflexão

Porque é que os romancistas são maus dramaturgos?

leave a comment »

«(…)Why have so many writers had so much success between paperback covers and so little on stage? Novels, like plays, rely on plotting and character; they often include mounds of dialogue. And yet, though I reread a couple of novels by Graham Greene every year, I’m unlikely to race to see a production of The Great Jowett. While the comic stories of PG Wodehouse remain ever fresh, plays such as The Riviera Girl and Candle-Light have rather staled. (Do feel free to award Sir Pelham a pass for the book to Anything Goes.) As Philip Hensher writes, Henry James’s forays in front of the footlights produced one of the greatest theatrical disasters of the 19th century. And I will freely commiserate with anyone forced to endure Virginia Woolf’s Freshwater; that Woolf never intended it for performance only confirms her great intelligence.
Of course, this cuts both ways. Playwrights have also contributed to our stock of mediocre novels. Tom Stoppard’s Lord Malquist and Mr Moon is certainly not a terrible tome, but it is hardly on the level of even his one-acts. George Bernard Shaw never enjoyed much success with his fiction, and while Luigi Pirandello did, his books have been forgotten while his plays endure. Were it not for university courses, the novels of Jean-Paul Sartre and Jean Genet might remain unread, even as their plays are widely produced. (Although I should say it is only thanks to such a course that I bothered with the novels of Samuel Beckett, and I am heartily glad I did.)

Why have so many writers had so much success between paperback covers and so little on stage? Novels, like plays, rely on plotting and character; they often include mounds of dialogue. And yet, though I reread a couple of novels by Graham Greene every year, I’m unlikely to race to see a production of The Great Jowett. While the comic stories of PG Wodehouse remain ever fresh, plays such as The Riviera Girl and Candle-Light have rather staled. (Do feel free to award Sir Pelham a pass for the book to Anything Goes.) As Philip Hensher writes, Henry James’s forays in front of the footlights produced one of the greatest theatrical disasters of the 19th century. And I will freely commiserate with anyone forced to endure Virginia Woolf’s Freshwater; that Woolf never intended it for performance only confirms her great intelligence.
Of course, this cuts both ways. Playwrights have also contributed to our stock of mediocre novels. Tom Stoppard’s Lord Malquist and Mr Moon is certainly not a terrible tome, but it is hardly on the level of even his one-acts. George Bernard Shaw never enjoyed much success with his fiction, and while Luigi Pirandello did, his books have been forgotten while his plays endure. Were it not for university courses, the novels of Jean-Paul Sartre and Jean Genet might remain unread, even as their plays are widely produced. (Although I should say it is only thanks to such a course that I bothered with the novels of Samuel Beckett, and I am heartily glad I did.)…»

Guardian

Written by Jorge

Julho 2, 2010 at 2:12 pm

Publicado em Recortes, Uncategorized