Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for Abril 2010

33.º FITEI de 28 de Maio a 10 de Junho

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Teatro ibérico sem fronteiras
Por Sérgio C. Andrade

Abre e fecha com música e dança e com companhias geograficamente exteriores à expressão ibérica, mas isto não significa (pelo menos, por agora) nenhum abandono da matriz original e histórica do Festival Internacional de Expressão Ibérica (FITEI), cuja 33.ª edição vai de 28 de Maio a 10 de Junho. Trata-se, tão- só, de “colmatar o défice de programação de dança que o Porto tem sentido nos últimos anos”, por um lado, e também de revelar o que há de ibérico, e de universal, em produções de países como a França, a Itália, a Inglaterra e mesmo o Canadá.

São explicações de Mário Moutinho, director do FITEI, na apresentação do próximo festival, realizada ontem no Teatro Nacional São João (TNSJ). E a escolha deste palco não foi ao acaso: “Sem a parceria com o TNSJ – justificou Moutinho – o FITEI não poderia ser realizado, no Porto, com a dimensão que vai ter”.

O festival abre oficialmente na noite de 28 de Maio, no próprio TNSJ, ao ritmo do imaginário basco, com o espectáculo de teatro e de dança Hnuy Illa, uma parceria das companhias Kukay e Tanttaka.

O Último Acto (chama-se mesmo assim o alinhamento final) vai voltar a Matosinhos, ao exterior e interior do Teatro Constantino Nery, com os espectáculos Underground (Motionhouse Dance Theater, Reino Unido), Emigranti (Faber Teater, Itália) e Amanay, Estado de Fragilidad (Alkimia, Espanha). Assinalem-se também três estreias absolutas: Utópolis, criação do Teatro Frio; Filho da Europa, a partir de Peter Handke, encenação de João Garcia Miguel; e Fim de Partida, de Beckett, encenação de Julio Castronuovo.

O NEC – Núcleo de Experimentação Coreográfica foi convidado a fazer algo novo para o FITEI: vai apostar no projecto Viver a Rua, uma ideia do britânico Joshua Sofaer, e que propõe dar o nome de uma rua do Porto a um cidadão (até aí) anónimo. A Câmara aceitou o desafio.

Público

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Abril 28, 2010 at 10:01 am

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2.ª Mostra Anual de Dramaturgia

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No âmbito do Festival Fazer a Festa, nos Jardins do Palácio de Cristal, sempre às 18h30, com entrada livre, realiza-se a segunda Mostra Anual de Dramaturgia.

A MAD é coordenada por Jorge Louraço Figueira, Fernando Moreira e José Leitão e pretende ser um fórum teatral, especialmente dedicado à divulgação de novos textos dramáticos portugueses, respondendo ao interesse do público por obras originais, ao interesse dos criadores em explorar novos textos com vista à sua eventual encenação; e promovendo o encontro e debate entre dramaturgos, encenadores, tradutores, críticos, estudantes, artistas de teatro em geral e públicos interessados.

Programa:

28 de Abril – Os trabalhadores invisíveis – de Sandra Pinheiro – direcção de Ricardo Correia

Fragmentos de gente parte de uma máquina que nos veste, que nos calça, que nos alimenta para a alimentarmos.

29 de Abril – Tuning – de Rodrigo Francisco – direcção de Fernando Moreira

Confrontado com a escolha entre a aprendizagem de uma profissão pouco ambiciosa e a entrada na marginalidade, Pedro terá de adaptar-se às regras de um mundo dominado pelos valores da competição e do êxito pessoal.

30 de Abril – Voyeur – de Jorge Palinhos – direcção de Armando Pinho

Qual a relação entre quem vê e quem é visto? Quem é que tem mais poder? Aquele que olha ou aquele que se exibe?

1 de Maio – Marzïa – de Karin Serres – trad. de Alexandra Moreira da Silva e direcção de Jorge Louraço Figueira

Na ponta de um cais deserto, em frente ao rio, Marcia, a mãe, espera… os turistas que dantes vinham em grande número à Estrela do Sul.

Written by Jorge

Abril 28, 2010 at 9:31 am

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“Esta é uma oportunidade que o país não pode perder”

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Domingo, comemorações do 25 de Abril: o Presidente Cavaco Silva anuncia que as prioridades do Governo devem passar pelo mar, mas também pelas indústrias culturais e criativas (ICC). Mais um sinal de que as ICC invadiram o espaço público português. Falta passar à acção, dizem os especialistas.

José Fernando Freire de Sousa destaca exemplos de boas práticas oficiais (o Inov-Art, a ADDICT, alguns programas de ligação entre turismo e cultura) enquanto José Amaral Costa nomeia “Serralves e o exemplo de Óbidos, com 30% de investimento na educação e cultura”. São excepções. Em relação a outros membros da União Europeia, o despertar de Portugal tem sido lento.
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Written by Jorge

Abril 27, 2010 at 11:34 am

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A cultura fica hoje na agenda política da UE

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A Comissão Europeia lança hoje um Livro Verde em que estabelece prioridades para uma área geradora já de cinco milhões de postos de emprego

As indústrias culturais e criativas (ICC) são factor de desenvolvimento, disseram e repetiram estudos científicos revelados ao longo dos últimos anos. E quem pode operar mudanças, os políticos, parece ter já incorporado o discurso. Falta passar à prática. Para isso, como ferramenta, a Comissão Europeia criou um Livro Verde, um documento que pretende estruturar o sector e que veicula uma mensagem clara: se quiser fortalecer-se economicamente, a Europa deve investir mais em sectores como a música, o cinema, os media, a moda, as artes plásticas, o design, a publicidade, a arquitectura, o turismo cultural, as artes performativas ou o património. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Abril 27, 2010 at 11:25 am

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Norte está a fomentar indústrias criativas

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Cultura e criatividade empregam mais de 11 mil pessoas na região

As denominadas indústrias criativas estão a desenvolver-se a Norte. Actualmente, estima-se que existam na região cerca de 2823 empresas, dedicadas a 11 áreas de actividade, com um volume de negócios aproximado dos 815 milhões de euros.

A partir de hoje, o JN publica uma série de trabalhos sobre os desafios estratégicos que se colocam ao Porto e ao Norte, na sequência do repto lançado pelo presidente da República.

No seu discurso do 25 de Abril, o presidente da República, Cavaco Silva, referiu-se a este sector emergente como uma via de futuro para a economia nacional, mas a Norte há já algum tempo que se trabalha para fomentar e dinamizar as indústrias criativas.
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Written by Jorge

Abril 27, 2010 at 11:00 am

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Festival Fazer a Festa – Dia 24 de Abril

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15.30h – “Marionetas no Jardim” – Instituto Piaget – Palácio de Cristal

16.30h – “A Casa da Imaginação” – Teatro das Beiras –

21.30h  – “Inês de Castro, Até ao Fim do Mundo” – Dragão 7 (Brasil) – Auditório do Museu Soares dos Reis

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Abril 24, 2010 at 7:57 am

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Carta Aberta da Plateia sobre os Apoios Pontuais do 1.º Semestre de 2010

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«Ex.mo Senhor
Director-Geral das Artes
Dr. Jorge Barreto Xavier

CC.: Sua Ex.cia Ministra da Cultura
A/c.: Ex.mo Chefe de Gabinete

CC.: Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura
A/c.: Ex.mo Presidente da Comissão

Porto, 22 de Abril de 2010

Assunto: Atraso dos procedimentos de avaliação no âmbito do concurso para financiamento pela DGArtes/MC a projectos pontuais do 1º semestre de 2010

Os nossos melhores cumprimentos.
O prazo de candidatura de projectos pontuais para execução no primeiro semestre de 2010 (com obrigação de estreia/inauguração até 30 de Junho) terminou no dia 2 de Fevereiro. Está previsto no Regulamento das Modalidades de apoio Directo às Artes (publicado na Portaria 1204-A/2008 de 17 de Outubro), no nº 1 do Artigo 17.º que “As candidaturas são apreciadas e avaliadas, no prazo de 30 dias úteis a contar da data limite para a apresentação das candidaturas”, prazo que terminou no passado dia 16 de Março. Por volta dessa data, receberam os candidatos um lacónico e-mail comunicando “que, para efeitos de audiência prévia, serão notificados da proposta de decisão a partir de 6 de Abril de 2010”.
Estamos a 22 de Abril. O tempo transcorrido desde a data limite de apresentação das candidaturas já atingiu quase o dobro do prazo regulamentar para apreciação e avaliação das candidaturas. Ainda não foi comunicada a proposta de decisão aos candidatos. Decorrerá depois o período de audiência de interessados, depois o despacho de decisão final a que se seguirá o período para entrega de documentação legal necessária para protocolar os apoios, a cabimentação de verbas e por fim os pagamentos protocolados. É já impossível que os financiamentos sejam recebidos antes do último mês do semestre a que se destinam, o mês de Junho.
Confirma-se assim, infelizmente, o cenário desenhado pela PLATEIA em comunicado de Dezembro último. Fica em grande parte anulado o propósito público destes financiamentos: promover a apresentação pública de projectos das diferentes áreas artísticas no todo nacional ao longo de seis meses. Mais, tendo os projectos candidatos sido desenhados para se desenvolverem ao longo de seis meses com pelo menos estreia/inauguração até 30 de Junho, quando for conhecida a decisão final serão na quase totalidade já inexequíveis tanto nos tempos como nas equipas propostos. É que estes projectos pontuais são gerados por colectivos ad hoc ou estruturas ainda sem consolidação financeira e de equipas, dependendo desta decisão para desencadear o processo produtivo. Mais ainda, os processos produtivos nas áreas das artes cénicas – as que nós representamos – estão longe de ser instantâneos, situando-se a sua duração média entre os 2 e os 3 meses. E há que ter o tempo de recuo para a promoção e divulgação.
Tendo tudo isto em conta, a PLATEIA solicita a Vª Exª que considere tomar as seguintes medidas imediatas:
1. Promover a comunicação urgente da proposta de decisão dos apoios directos a projectos pontuais do primeiro semestre;
2. Prolongar o prazo limite para estreia/inauguração dos projectos financiados até 30 de Setembro, continuando a permitir que o desenvolvimento desses projectos se prolongue mais três meses.

Considera ainda a PLATEIA que esta situação terá de ter uma consequência positiva na evolução e melhoramento dos procedimentos concursais, obrigando, numa atitude responsável, a proceder à sua alteração no futuro. Manter este quadro significa anular grande parte do potencial retorno do investimento financeiro feito, significa má gestão de dinheiros públicos, significa empobrecimento da produção artística e da sua oferta ao público.
Consideramos assim premente que:
1. Seja promovida a abertura do prazo de candidaturas de projectos pontuais para o segundo semestre de 2010 ainda durante o mês de Maio (mesmo assim será previsível o conhecimento da decisão apenas em Setembro, a meio do segundo semestre);
2. No regulamento destes apoios directos fique consignado como prazo de apreciação e avaliação o período de 60 dias úteis;
3. No mesmo regulamento fique prevista a abertura do prazo de candidaturas no mês de Setembro (do ano anterior a que reportam) para o primeiro semestre e no mês de Março para o projectos a desenvolver no segundo semestre do mesmo ano.

Não pode também a PLATEIA deixar de manifestar a sua preocupação sobre os concursos para apoio directo anual em curso. Somando os prazos regulamentarmente previstos para verificação administrativa (dez dias úteis) e para apreciação e avaliação (60 dias) à data em que terminou o prazo de apresentação de candidaturas (4 de Fevereiro), deveria ter já sido comunicada a proposta de decisão no passado dia 19 de Abril. O que não aconteceu.
Solicita a PLATEIA informação sobre o andamento destes procedimentos.

Na expectativa,
Atentamente e ao dispor,

Pela Direcção da PLATEIA

Ada Pereira da Silva
(tlm 966131736)
http://www.plateia-apac.blogspot.com»

Written by Jorge

Abril 23, 2010 at 9:03 am

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