Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for the ‘Entrevista’ Category

Entrevista a Joseph Danan

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Fernando Mora Ramos entrevistou Joseph Danan, entrevista essa publicada no Facebook.

Aqui fica essa entrevista reproduzida, com a devida vénia:

«Entrevista a Joseph Danan por Fernando Mora Ramos

por Teatro da Rainha a Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013 às 17:51 ·

Quatro perguntas a Joseph Danan – professor, ex director dos Estudos Teatrais da Sorbonne Nouvelle, ensaista e dramaturgo – de Fernando Mora Ramos.

1. O teatro dos papás é uma peça-espectáculo. A tua escrita é a de um autor cénico mais do que do dramaturgo ?

Eu não acredito no «teatro das palavras ». Para mim é falhar a complexidade da escrita cénica a sua redução ao verbal. Tudo o resto existe: os corpos, a imagem cénica ou projectada, todos os meios da cena actual.

Escrevi O teatro dos papás como um seguimento de Jojo, o reincidente, uma peça puramente didascálica. Não é o caso de O teatro dos papás, mas permanecem certas coisas : é o didascálico que toma a dianteira e o dialogal que complementa quando é necessário.

Apesar disso não me considero um « autor cénico », pois delego o acto cénico num encenador. Isso talvez venha um dia a acontecer mas não é o caso desta peça que, além do mais, não saberia bem como montar… Leia o resto deste artigo »

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Written by Jorge

Janeiro 25, 2013 at 11:31 am

Publicado em Dramaturgia, Entrevista

Perfil do dramaturgo Jez Butterworth

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«…He sought mentors: Harold Pinter, who appeared in the film of Mojo and "gave me a sense of fearlessness. To know that when you close your eyes and jump off the ledge, hands will hold you. Those aren’t Harold’s words. He’d never say anything like that. But that’s what I took from it." In his 2005 Nobel prize acceptance speech, Pinter suggested the way to write a play was to start with one line and see where it went; Butterworth turned off the TV and started his fourth play The Winterling there and then. (…)» (The Guardian)

Written by Jorge

Maio 18, 2011 at 11:00 am

Publicado em Dramaturgia, Entrevista

Entrevista a Catarina Mesquita, do TEatroensaio

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Qual é o projecto estético subjacente à companhia TEatroensaio?
O TEatroensaio é projectado com a intenção de criar uma companhia em que possamos abordar o texto, não deixando a parte plástica/cénica em défice, mas com a principal preocupação de criar espectáculos a partir da palavra.

Quais as principais influências artísticas e teatrais do projecto?
A fonte principal do nosso trabalho é o ser humano e a sua vivência contemporânea, naquilo que são as suas dificuldades, os seus constrangimentos e as suas conquistas diárias. Não podemos, portanto, descuidar o trabalho do actor e várias correntes teatrais ligadas ao gesto, palavra e silêncio. Nomes que vão de Gil Vicente a Samuel Beckett iluminam a nossa via criativa, que se cruza constantemente com a experiência poética e literária de tantos outros grandes autores.

Quais foram os  vossos objectivos em levar à cena um texto inspirado num caso real? 
O interesse da realidade em toda a sua latitude, que neste momento nos torna a todos tão frágeis quanto as duas personagens que habitam este texto.

Sendo uma jovem companhia com pouco mais de um ano, já apresentaram uma quantidade significativa de espectáculos. Qual é o segredo do vosso dinamismo?
Trabalhar com um interesse comum, contar com o apoio de várias pessoas para o desenvolvimento do nosso trabalho e, acima de tudo, criar condições de trabalho onde estas não existem, exigindo de nós próprios acima de tudo profissionalismo e muitas horas de trabalho.

Quais são as principais dificuldades com que se depara uma companhia de teatro da vossa dimensão?
Obviamente, em primeiro lugar, não ter apoios monetários que faz com que uma companhia da nossa dimensão, e sendo do Porto, se depare com alguns entraves relativamente ao processo de gestão logística e humana.

 

O mais recente espectáculo do TEatroensaio, A Última Porta, estreia hoje, pelas 22h no CACE Cultural do Porto.

Written by Jorge

Agosto 27, 2009 at 2:36 pm

Publicado em Companhia, Entrevista

Entrevista com João Paulo Seara Cardoso

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“A marioneta é um duplo do homem, é uma obra de arte”
ISABEL PEIXOTO

Em Setembro de 1988, o Teatro de Marionetas do Porto mostrava-se pela primeira vez, com a peça “Miséria”. Foi em França. Vinte anos volvidos, a companhia de João Paulo Seara Cardoso mantém a característica da itinerância, tanto em Portugal como no estrangeiro. O fundador e encenador falou ao JN.

É errado pensar-se que as marionetas são só para a infância?

Quando comecei, sentia mais esse estigma, essa conotação das marionetas com o público infantil. Mas a marioneta de forma alguma é só para crianças. E mais: o teatro de marionetas é uma linguagem cénica muito complexa e imagética – a marioneta é, por natureza, um duplo do homem, é uma obra de arte, uma escultura. O teatro de marionetas é, idealmente, uma plataforma de cruzamento de novas linguagens cénicas. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Setembro 11, 2008 at 2:44 pm

Publicado em Entrevista, Evento

Entrevista Visões Úteis

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A propósito do último trabalho da companhia, A Frente do Progresso, em cena no Teatro Carlos Alberto até ao dia 8 de Abril, Catarina Martins, da Visões Úteis, aceitou responder algumas perguntas nossas. 

 

Joseph Conrad é um autor que é frequentemente conotado com a ideologia conservadora, na medida em que parece não acreditar na bondade humana, embora tenham escolhido dois dos seus textos onde, de forma bastante elíptica, há uma crítica ao colonialismo e à suposta superioridade da cultura ocidental sobre as restantes culturas. O que é que vos atraiu especificamente nestes textos? Catarina Martins – Conrad foi lido de formas diferentes em diferentes momentos. Quando publicou “An Outpost of Progress” (conto a partir do qual criámos A Frente do Progresso) foi uma voz incómoda numa altura de celebração colonialista. E nós não procuramos em Conrad qualquer resposta sobre a bondade humana. Conrad fala de formatação, incompreensão e abandono. Formatados por regras sociais deixamos de nos pensar e somos incapazes de compreender o que está para lá do que conhecemos. Quando estamos sozinhos, abandonamos o que somos. Porque nunca nos conhecemos realmente, porque procurámos referentes no vazio. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Abril 4, 2007 at 6:25 pm

Publicado em Companhia, Entrevista

Entrevista a Luciano Amarelo

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Cara de Fogo

Luciano Amarelo é actor e encenador, nascido na Guarda, formado pela Academia Contemporânea do Espectáculo, pela Escola Jacques Lecoq e pelo Rose Bruford College. Trabalhou com José Wallenstein, Rogério de Carvalho, Miguel Seabra, André Riot-Sarcey, Patrick Cuisance, António Capelo, entre outros.

Faz parte da Companhia Teatro Bruto e assinou recentemente a encenação das peças E Outros Diálogos, de João Camilo, e Cara de Fogo, de Marius von Mayenburg . Respondeu-nos a algumas perguntas a propósito deste último trabalho:

 

 

O que motivou a escolha desta peça do Marius von Mayenburg?
Luciano Amarelo – Na ausência de textos da parte do Teatro Universitário do Porto fiz uma pesquisa de dramaturgos contemporâneos. Cara de fogo pareceu-me ideal para o espectáculo já que fala de coisas que nos são familiares e fortes, com uma linguagem forte, simples e contemporânea. O universo é forte e compreensível a todos.

 

 

 

Que problemas de encenação apresentou uma peça deste cariz e como foram resolvidos? Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Janeiro 24, 2007 at 3:04 pm

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Entrevista a Miguel Cabral: “Afinal ainda não sabemos nadar”

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Onde deixar o mundo

Miguel Cabral nasceu no Porto em 1974. Concluiu o curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espectáculo, o curso Acting no Rose Bruford College, em Londres, e o curso de Interpretação da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Integrou apresentações das companhias As Boas Raparigas…, TNSJ, Visões Úteis, Royal Deluxe, Teatro Plástico, Teatro Só e Teatro Bruto, entre outras, e trabalhou com os encenadores Rogério de Carvalho, Andrzej Sadowski, António Feio, António Pires, Ronan Abas, António Lago, António Capelo, entre outros. Encenou e escreveu as peças Heartbeat, Podes fugir mas não podes esconder-te, As Flores que Abanam no Jardim dos Outros e Onde Deixar o Mundo Dormir, recentemente apresentada. Acedeu a responder a algumas perguntas nossas, o que agradecemos.

 

Podes falar-nos um pouco do conceito por trás do projecto Estufa – Associação Cultural e o que é tem de diferente em relação a outras companhias do Porto?

Miguel Cabral – A nossa luta primordial consiste em encararmos a Estufa como um espaço aberto onde tiramos a máscara, o chapéu ou o testo. Não nos serve uma hierarquia em pirâmide, por isso não procuramos um director artístico. Estamos a dar os primeiros passos como uma estrutura de criadores das artes performativas do Porto. Esta Estufa tem vindo a apostar em mim enquanto autor e encenador, o que não quer dizer que isso revele uma identidade. Queremos apostar em projectos colectivos construídos a partir de vários percursos individuais. Projectamo-nos em fogo lento, não temos pressa e desenvolvemos um trabalho de pesquisa, estufando em laboratório a nossa cultura urbana que nos apaixona ou repele. Este prazer de vestir e despir a camisola-estufa reside na liberdade de criar objectos artísticos que reflectem as ansiedades e as preocupações dos criadores envolvidos, sem que estes se prendam a condicionalismos de uma estrutura fixa que obedece a práticas rígidas de programação. Talvez seja isso e o confronto geracional a marca da nossa diferença.

 

Tanto quanto me foi dado a perceber, o vosso trabalho assenta em duas relações, que pretendem interactivas: texto/intérpretes, intérpretes/público. Que novos métodos propõem para as explorar?

MC – De facto, na prática teatral que desenvolvemos as propostas dos intérpretes são fulcrais para a apropriação e reinvenção do texto original. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Dezembro 27, 2006 at 2:59 pm

Publicado em Entrevista