Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for the ‘Rivoli’ Category

Debate: “Rivoli, e agora?”

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Por iniciativa da deputada Catarina Martins (Bloco de Esquerda) realiza-se na próxima segunda-feira, dia 21 de Fevereiro, às 18h, no espaço Maus Hábitos, uma mesa redonda sob o tema "Rivoli, e agora?"

Perante a falta de espaços culturais marcantes no Porto que alimentem o espírito da cidade, perante uma autarquia com uma gestão ruinosa, oportunista e míope dos eventos culturais, incapaz de usar a cultura como motor económico, turístico e educativo, e perante a forma lamentável como o Rivoli foi gerido nos últimos anos, em que foi transformado numa plataforma giratória de vips e idosos, onde as forças culturais e artísticas da cidade não se reviam nem apresentavam e não havia qualquer dinamização do espaço urbano envolvente, torna-se urgente uma mobilização social para que o Porto volte a ter um espaço de reflexão, encontro e arte.

Written by Jorge

Fevereiro 17, 2011 at 10:18 am

Publicado em Anúncio, Debate, Rivoli

Devolver o Teatro Rivoli à cidade

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Amanhã, segunda-feira, às 17h, Francisco Louçã dá uma conferência de imprensa em frente ao Rivoli para afirmar que o teatro tem de ser devolvido à cidade.

Written by Jorge

Dezembro 5, 2010 at 6:44 pm

Publicado em Rivoli, Uncategorized

Tribunal da Relação decidiu a favor dos ex-trabalhadores da Culturporto

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Acórdão determina que despedimento dos trabalhadores foi ilegal e obriga a Câmara do Porto a readmitir os antigos funcionários que o desejem e a indemnizar os restantes

O Tribunal da Relação do Porto decidiu a favor dos ex-trabalhadores da Culturporto, no caso que estes moveram contra a Câmara do Porto. O acórdão, do passado dia 8 de Fevereiro, determina que o município deve reintegrar os antigos trabalhadores daquela empresa que o haviam solicitado e indemnizar os restantes. A autarquia terá ainda de pagar os salários devidos desde a data do despedimento (Janeiro de 2007) até ao trânsito em julgado deste acórdão a todos os autores da acção. A Câmara do Porto vai “analisar” a decisão.
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Written by Jorge

Fevereiro 12, 2010 at 10:11 am

Publicado em Rivoli

Rivolivre – 1 ano de Rivoli Teatro ex-Municipal

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Por razões pessoais, não foi possível divulgar ou participar atempadamente neste protesto ocorrido no dia 15 de Outubro. Fica aqui o anúncio em forma de testemunho:

 

Logo Pelas 22h Frente Ao Rivoli Encontro Para Assinalar Um Ano Da Ocupação

Porque A Cultura É Um Direito E Bem Fundamental E Não Um Negócio
Porque O Serviço Público É Uma Obrigação Do Estado
Porque Um Teatro Municipal Deve Estar Ao Serviço Dos Cidadãos E Não De Interesses Partidários
Porque A Segunda Cidade De Um País Europeu Não Pode Deixar De Ter Um Teatro Municipal Livre E Plural
Porque O Porto Continua À Deriva E Sem Politica Cultural Séria Nem Qualquer Ideia De Futuro
Porque A Cidadania Implica A Participação Dos Cidadãos E A Cultura Diz Respeito A Todos

Música com Ana Deus e a fanfarra Colher de Sopa
Leitura pelo actor Daniel Pinto
do último acto da peça «Curto-Circuito» em cena
na 1ª noite do protesto contra a alienação do Rivoli – Teatro Municipal

Written by Jorge

Outubro 22, 2007 at 11:54 am

Publicado em Rivoli

Recuperar o tempo perdido…

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Written by Jorge

Outubro 10, 2007 at 4:47 pm

Publicado em Recortes, Rivoli

Do totalitarismo: Rio ameaça encerrar Teatro do Campo Alegre

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Notícia:

Rio ameaça encerrar Teatro do Campo Alegre 

Autarca elogia “resistência” de Filipe La Féria
Uma decisão desfavorável à concessão do Teatro Rivoli a Filipe La Féria forçaria a Câmara Municipal do Porto (CMP) a encerrar o Teatro Campo Alegre (TCA) e a retirar de lá a companhia residente, Seiva Trupe. O aviso foi feito ontem pelo líder da autarquia, Rui Rio, que criticou a “ineficácia da justiça”, permitindo que sejam interpostas “providências cautelares por tudo e por nada”, enquanto elogiava a “capacidade de resistência” que Filipe La Féria tem demontrado neste processo.

A indefinição jurídica em torno da concessão do Rivoli, devido às providências cautelares apresentadas pela associação Plateia e por vereadores do PS/Porto, estará a causar mal-estar no encenador, mas Rio considera que “o sucesso do espectáculo Jesus Cristo SuperStar, visto por milhares e milhares de pessoas, dá a La Féria a força de que precisa para enfrentar a forma como a justiça em Portugal funciona, com adiamentos e providências cautelares”. No entanto, admite que a situação, “para pessoas de valia” como o encenador lisboeta, seja “complicada”.

A CMP, diz o autarca, “continua a aguardar tranquilamente” na certeza de que, se a sentença for desfavorável, haverá “reflexos imediatos” no Teatro Campo Alegre. “A câmara teria automaticamente de o encerrar e tirar de lá a companhia [Seiva Trupe]”, para a qual, recorde-se, aquele equipamento foi construído. Mas Rui Rio não fica por aqui, considerando que uma decisão contrária à concessão do Rivoli poderia também levar a fechar “muitos outros teatros do País”, uma vez que, alega, nunca nenhuma concessão “foi feita por concurso público”. Palavras suas: “A partir daí começariam a chover providências cautelares para encerrar teatros e fazer não sei bem o quê.”

A opinião do edil é, em parte, partilhada por Mário de Almeida, professor de Direito da Universidade Católica do Porto que, contactado pelo DN, confirmou poder verificar-se esse tipo de consequência, “em virtude do mediatismo do caso”.

No entender de Rui Rio, “em Portugal é facílimo obstaculizar e dificílimo construir”, facto em relação ao qual La Féria “demonstra algum enfado”, à semelhança, refere, do comum dos cidadãos. “[O encenador] constitui uma boa amostragem daquilo que o povo português pensa”, entende Rui Rio, que concretiza: “Uma enorme falta de paciência para a ineficácia que a justiça portuguesa apresenta aos mais diversos níveis”. A contrabalançar esse sentimento, ressalva, pesa “o êxito de Jesus Cristo Superstar, com mais de 60 mil espectadores [em três meses]”. E concluiu: “Seriam precisos muitos anos do antigo Rivoli para chegar às 60 mil pessoas.”

O DN tentou, até à hora do fecho desta edição, contactar António Reis, director da Seiva Trupe, mas o também actor permanecia em ensaios da nova produção da companhia.

DN

Comentário: É notável a completa falta de respeito e rigor do presidente da edilidade – já notório, aliás, no bovino site municipal. Não só o Teatro do Campo Alegre foi construído em moldes completamente diferentes da concessão do Teatro ex-Municipal Rivoli a Filipe La Féria, como está ocupado por companhias do Porto (cidade que, por uma espantosa coincidência que Rui Rio parece ainda não ter notado, é justamente aquela a cuja câmara municipal ele preside). Adicionalmente, a concessão da exploração de um teatro municipal a privados foi justamente uma novidade no panorama teatral português e por isso deve ser rigorosamente escrutinada e ponderada e, pela lógica, seguir os procedimentos normais da concessão de espaços públicos a privados.
A isto se acresceria o respeito devido às instituições, ao povo e à cultura do Porto. Mas por estas alturas já se sabe que a um burro não se pode ensinar a dizer “Não tem de quê”.

Ler também: Da Literatura, Dactilógrafo

Written by Jorge

Setembro 18, 2007 at 11:03 am

Publicado em Comentário, Recortes, Rivoli

A credibilidade das informações camarárias

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 No seu blog, Lauro António, secundado por Eduardo Pitta, pergunta:

Já agora um pouco de esforço: os 1500 contos eram gastos em quê, por dia, se não serviam sequer para montar espectáculos e eram consumidos unicamente na manutenção da sala?

A resposta é esta:

Prejuízos da Culturporto vieram com a gestão de Rui Rio

Jorge Marmelo

Em 2002, com um orçamento ainda feito pela equipa de Manuela de Melo,
a instituição teve quase um milhão de euros de resultado positivo,
voltando depois ao prejuízo. Receitas de bilheteira do Rivoli cresceram continuamente entre 2001 e 2005, apesar do desinvestimento da autarquia

Quando, em Julho do ano passado, anunciou a privatização do Rivoli, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, argumentou que a autarquia pouparia, com esta medida, 10,9 milhões de euros em quatro anos. Essa quantia corresponde, porém, ao total da verba que a câmara transferiu, entre 2002 e 2005, para a Culturporto, entidade já extinta e que geria não só o Rivoli, mas assegurava também as actividades de animação da cidade (as quais vão continuar a ser pagas pela edilidade, através da empresa municipal PortoLazer, entretanto criada). Esta é apenas uma das conclusões a que se pode chegar consultando os relatórios e contas da Culturporto no referido período.

Público

Written by Jorge

Julho 2, 2007 at 10:33 am