Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for the ‘Peculiar’ Category

O actor enquanto pau para toda a obra

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O [*]
Teatro procura Actor com conhecimentos sólidos na área do web design,
que tenha valências na área de produção e disponibilidade para
digressão.

(Visto num anúncio da net)

Written by Jorge

Janeiro 6, 2010 at 10:46 am

Publicado em Anúncio, Peculiar

A doença pode ser arte?

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Rita Marcalo quer sofrer um ataque de epilepsia em palco. É arte? É ético? Os críticos estão divididos
Rita Marcalo, uma coreógrafa e performer portuguesa radicada no Reino Unido – dirige a companhia Instant Dissidence, em Leeds -, tenciona sofrer um ataque de epilepsia em palco. O espectáculo, agendado para Dezembro, no teatro Bradford Playhouse, está a provocar polémica, quer da parte de associações de apoio a epilépticos – que alertam para os riscos de um ataque induzido e duvidam da eficácia desta performance enquanto meio de sensibilizar a opinião pública para a doença -, mas também de artistas e críticos, que discutem a própria pertinência estética do projecto.

Marcalo explicou que já suspendeu a medicação e que recorrerá a vários métodos para induzir um ataque quando estiver em cena, como ingerir álcool, fumar, privar-se de sono, jejuar e olhar fixamente para luzes estroboscópicas.

A artista ironiza com a controvérsia que está a gerar, lembrando que a Internet está cheia de vídeos de ataques de epilepsia, filmados com telemóveis sem o consentimento das vítimas, pelo que lhe parece singular que se esteja agora a contestar um caso em que é o doente que voluntariamente se expõe. Está previsto, aliás, que o início do eventual ataque em palco seja assinalado pelo toque de um alarme, convidando o público a usar os telemóveis para gravar as convulsões.

“A minha intenção é chamar a atenção para a epilepsia, tornando-a visível”, diz Marcalo, citada pela imprensa inglesa, acrescentando que o fará “numa perspectiva artística”.

O crítico de dança Tiago Bartolomeu Costa usa as próprias declarações da artista para contestar a natureza artística do projecto. “Do ponto de vista artístico, tudo cai por terra quando Rita Marcalo diz que o seu objectivo principal é, sendo epiléptica, chamar a atenção para a doença”, afirma. “O objectivo dela não é artístico, é social”, afirma, sublinhando que é isto que “distingue de forma muito clara” este projecto de outros que são “eminentemente artísticos”, como “as famosas cirurgias-performances da artista francesa Orlan” ou a performanceSleep Deprivation, na qual Marina Abramovic ficava “várias horas acordada numa galeria tentando perceber como é que o seu corpo reagia a isso”.

Gil Mendo, programador de dança da Culturgest e professor da Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa, prefere não comentar um espectáculo que não conhece, mas adianta que não tem “uma posição moralista”, que respeita “a liberdade dos artistas” e que não põe “a questão de saber se é arte ou não é arte”. Admite que até pode haver alguma coisa que o “choque do ponto de vista ético”, mas precisa que só o saberá quando vir o espectáculo.

No Reino Unido, muito dos intervenientes na polémica estão a recuperar o alegado precedente do coreógrafo Bill T. Jones, que em 1994 encenou e interpretou Still/Here, uma peça em que aborda o sofrimento causado pela sida, de que ele próprio sofria. O rosto da contestação a Jones foi, na época, a crítica nova-iorquina Arlene Crosse, que argumentou que um artista, ao utilizar a sua doença, assegura inevitavelmente a compaixão do público e coloca-se ao abrigo da crítica. Gil Mendo discorda: “O que Bill T. Jones fez foi tratar um tema pertinente, não foi nenhum apelo à piedade.” Sendo possível questionar o projecto de Marcalo no plano ético, já discutir se se trata ou não de arte é, provavelmente, um debate sem saída. Mas que nem por isso deixará de se travar, como as próximas semanas, até à estreia do espectáculo, decerto confirmarão. com I.C.
Público

Written by Jorge

Novembro 26, 2009 at 12:56 pm

Publicado em Peculiar, Recortes, Reflexão

Empresa privada sustentada pela Câmara Municipal do Porto

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Rui Sá diz que Rivoli custa 600 mil euros/ano, autarquia afirma que poupa 2,5 ME

O vereador da CDU na Câmara do Porto, Rui Sá, afirmou hoje que o Rivoli, cuja programação é da responsabilidade de Filipe La Féria, custa aos cofres da autarquia 600 mil euros por ano, mas a autarquia diz que está a poupar 2,5 milhões de euros anuais.

"Estamos a transferir dinheiro de todos nós para pagar a actividade de uma empresa que é lucrativa. Temos uma empresa privada que está a utilizar um equipamento da câmara, que paga, pelo menos, 50 mil euros por mês, ou seja, 600 mil euros por ano", afirmou o autarca comunista, em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de hoje.

Rui Sá referia-se à entrega da programação do Teatro Rivoli à empresa Todos ao Palco, do encenador Filipe La Feria, e ao facto da receita de bilheteira, entregue à Câmara, não compensar as despesas da autarquia com o espaço.

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Written by Jorge

Abril 20, 2009 at 11:27 am

Publicado em Peculiar

A pulhítica pelos mesmos meios

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(Nota: Lembremo-nos que em 2006 o Teatro Art’Imagem se recusou a assinar um protocolo proposto pela autarquia em que a companhia teria de se abster de “expressar críticas que pusessem em causa o bom nome e imagem do município do Porto”. Assim funcionam o tiranetes.)

Art’Imagem acusa Câmara de não cumprir a palavra

Fazer a Festa sai do Porto para a Maia, este ano, em atitude de protesto

O Teatro Art’Imagem acusa a Câmara do Porto de "não cumprimento de uma palavra dada". Em causa, o corte no apoio financeiro ao Fazer a Festa, festival que este ano – e excepcionalmente – vai decorrer na Maia. Começa dia 25.

Apesar de reconhecer à Autarquia liderada por Rui Rio o direito de determinar a política cultural da cidade, a organização do Fazer a Festa, festival que durante 27 anos foi realizado no Porto, adoptou o que diz ser uma "atitude de cidadania e de protesto". As palavras são de José Leitão, director da companhia Art’Imagem, que ontem explicou aos jornalistas o motivo da mudança do festival para a Maia, este ano.

Referiu que a Câmara assumira em Fevereiro o compromisso de ceder os habituais espaços do Palácio de Cristal e de apoiar o evento com 15 mil euros, valor igual ao de 2008. Ainda segundo José Leitão, em Março houve uma reunião convocada pela empresa municipal Porto Lazer, em que a companhia ficou a saber, por Ricardo Almeida, que ao festival "não cabia absolutamente nada em termos de apoios financeiros".

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Written by Jorge

Abril 15, 2009 at 5:03 pm

Publicado em Companhia, Peculiar, Recortes

Actor apoia críticos contra o seu próprio encenador

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O conhecido actor britânico Pete Postlethwaite afirma-se de acordo com as críticas que acusam a encenação de Rei Lear em que participa como “trapalhona” e “auto-indulgente”.

Written by Jorge

Novembro 24, 2008 at 4:38 pm

Publicado em Peculiar