Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for the ‘Instituição’ Category

Criadores vão minorar “falta de política cultural” do município

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Cerca de 15 companhias e criadores da área do teatro, dança e cinema do Porto juntaram-se para resolver o problema da falta de “uma política cultural municipal” e alugaram uma sala onde vão apresentar espectáculos regularmente. “Há um desinvestimento muito grande da Câmara do Porto nas infra-estruturas da cidade, em salas médias, para companhias que ainda se estão a afirmar ou que não são subsidiadas”, disse à Lusa Ivo Bastos, da companhia de teatro Palmilha Dentada.

Assim, o movimento, que reúne várias companhias e artistas em nome individual e que recebeu a designação de “Variação da Cultura”, alugou a Sala – Estúdio Latino, do teatro Sá da Bandeira onde, a partir de quinta feira, começa a apresentar uma programação “continuada e diversificada”. O aluguer é, para já, apenas por seis meses, porque foi esse o período para o qual foi possível “assegurar a programação”, mas também porque o projecto terá de passar por um “período de experimentação”, embora a vontade seja “continuar”. “Queremos mostrar que esta cidade merece um tratamento um bocadinho melhor do que está a ter, ao nível da cultura”, disse Ivo Bastos.

Público

Comentário: A Câmara Municipal do Porto não tem uma política cultural, porque tem uma política propagandística: troca a criatividade e as ideias nascida da própria cidade por uma importação facilitista de imitações. Os promotores desta iniciativa merecem todos os apoios que puderem obter e todo o público que puder ir.

Written by Jorge

Fevereiro 9, 2010 at 9:54 am

“São João” obrigado a conter oferta cultural

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Apoios estatais iguais a 2007obrigam a cortar na programação

Cortes na programação e suspensão da internacionalização do Teatro Nacional São João, no Porto, são algumas das consequências resultantes do valor da indemnização compensatória prevista no Orçamento do Estado de 2010.

Francisca Carneiro Fernandes, presidente do Conselho de Administração do TNSJ, disse à Lusa que, apesar de ter “esperança” de que a questão da indemnização compensatória se subverta, tudo indica que aquilo que o teatro irá receber pelo Orçamento do Estado seja igual ao valor do ano passado – que já se repete desde 2007 -, isto é, 4,9 milhões de euros.

“Isto representa estar a gerir e a programar numa situação de subfinanciamento completo, ou seja, o montante de orçamento – a que acrescem as receitas próprias que conseguimos angariar e o mecenato – não é suficiente para as despesas mínimas e para o serviço público que gostaríamos e estamos obrigados a prestar”, explicou aquela responsável. O facto do TNSJ gerir quatro estruturas (entre as quais o Teatro Carlos Alberto e o mosteiro de São Bento da Vitória) e de ter um valor de orçamento equivalente àquele que tinha quando era apenas uma casa faz com “haja bastante menos dinheiro para programar e para promover o que se está a programar”, acrescentou. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Fevereiro 8, 2010 at 11:43 am

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Colóquio internacional de teatro no Porto

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COLÓQUIO INTERNACIONAL «Tradição e vanguardas: cenas de uma conversa inacabada»

A 9 e 10 de Outubro de 2009, na Faculdade de Letras do Porto.

 

Conferências do 1.ºdia

9h15m – Awam Ampka (Univ. Nova Iorque) – Conflicting Temporalities and the Crisis of Postcolonial Representations Examples from Europe and Africa

10h – Florence Filippi (Univ. de Paris X-Nanterre) – Révolution ou Restauration: l`exemple de François-Joseph Talma (1763-1826), entre avant-garde et tradition théâtrales 

10h45m – José Maria Costa Macedo (Univ. do Porto) – Morte e Ressurreição em Filosofia

11h15m – João Mendes Ribeiro (Univ. de Coimbra) – Artesanal e sofisticação

11h45m – Álvaro Laborinho Lúcio – De Costas Para A  Frente

14h45m – José Virgílio Pereira (Univ. do Porto) – Estado, alojamento e a «questão social» na cidade do Porto ( 1956-2006): uma análise sobre a formação de doxas, de ortodoxia e de efeitos de allodoxia na (re)produção das intervenções estatais sobre a  habitação

15h15m – Cândido Agra (Univ. Porto) – Formas de Saber e Método Arqueológico

16h45m – Jorge Croce Rivera (Univ. Évora) – Efemeridade e  Permanência no pensamento estético japonês

17h15m – José Capela (Univ. Minho) – A tradição é uma coisa na qual, às vezes, não se deve pensar

17h45m – Carlos Pimenta (encenador) – O novo e a tentação da novidade

19h – João Soares (Univ. Évora) – Um museu para conhecer e aprender o próprio lugar. A Outlook Tower de Patrick Geddes

19h30m – Samuel Guimarães (ESMAE-IPP) – A frivolidade das referências ou citações legitimadoras na criação artística contemporânea. Ou como institucionalizar as irreverências?

 

Conferências do 2.º dia

9h – Paulo Tunhas (Univ. do Porto) – Poética da Filosofia

9h30 – Armando Nascimento Rosa (ESTC-IPL) – Arcaica e Futura: A Dramaturgia de Natália Correia

10h – João Teixeira Lopes (Univ. Porto) – Depois dos modernos: espaços públicos no Porto e em São Paulo

10h30 – David Barros (Univ. Nova de Lisboa) – Da Sombra à Luz: Tradição e inovação na Nova Vaga do Cinema Japonês

11h45 – Jorge Deserto (Univ. do Porto) – Refazer os clássicos… ou desfazê-los?

12h15 – José  Manuel Martins (Univ. Évora) Construir ainda na era da (sua) reprodutibilidade técnica: as «Cartas sobre o humanismo» de Steven Holl e Peter Zumthor

15h – Ricardo Pinho (estudante Univ. Porto), Dorota Spyrka (estudante Erasmus Univ. do Porto) – La Princesse de Clèves de Madame de La Fayette no cinema

15h30 – Nuno Pinto Ribeiro (Univ. Porto) – «Still harping on Shakespeare»: Script, performance, text, representation, or the           evasive nature of theatre and drama in the age of cultural production

16h – Cristina Marinho (Univ. do Porto), Actores do Ensemble – O Avarento de Molière, segundo Rogério de Carvalho

17h15 – Clayton Sousa Guimarães (Univ. Évora) – O cinematógrafo dos sentidos: a verdade do mundo em movimento em L`Illusion Comique de Corneille

17h45 – Victor Merriman (Univ. de Liverpool) – Enabling Artefacts: Tradition, Modernity and Experience in Irish Theatre

Written by Jorge

Outubro 5, 2009 at 12:44 pm

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Habitantes do Grande Porto são os que mais frequentam o Vila Flor

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Estudo revela que 58 por cento dos espectadores do Centro Cultural Vila Flor são oriundos de fora de Guimarães, sobretudo do Grande Porto

O Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, tem-se assumido como uma sala de espectáculos de abrangência regional. A conclusão é de um estudo de públicos feito pela Universidade do Porto e que ontem foi apresentado, no quarto aniversário daquele espaço cultural.
De acordo com a investigação do Departamento de Sociologia da UP, coordenado por João Teixeira Lopes, 58 por cento dos espectadores do CCVF são de fora de Guimarães. De entre estes, os habitantes do Grande Porto (40 por cento) e de Braga (17 por cento) são os que mais frequentemente assistem a espectáculos naquele espaço, mas a abrangência do centro cultural chega também à Zona Centro e à Galiza.

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Written by Jorge

Setembro 18, 2009 at 8:37 am

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“Tambores na noite”: Revolução em palco

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Estreia hoje no Porto a primeira encenação de Nuno Carinhas como director artístico do “São João”

“Tambores na noite”, a segunda peça do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, estreia esta sexta-feira no Teatro Nacional São João, no Porto, às 21.30 horas. A encenação é de Nuno Carinhas, sucessor de Ricardo Pais na direcção artística da casa.
Negando quaisquer “veleidades de novidade”, Nuno Carinhas entende que “ser director artístico não é assim uma coisa tão empolgante”. É, antes, “uma consequência de muitos anos de trabalho”. Palavras deixadas aos jornalistas aquando da apresentação de “Tambores na noite”, cuja estreia coincide com a chegada do encenador à direcção artística do Teatro Nacional São João (TNSJ), ainda que, para já, na condição de indigitado. Leia o resto deste artigo »

Written by Jorge

Março 20, 2009 at 12:14 pm

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Concurso Projectos Artísticos – Serralves em Festa 2009

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05 Fev – 16 Mar 2009

A Fundação de Serralves pretende continuar a promover a  jovem criação artística, proporcionando a sua visibilidade junto de públicos diversificados e alargados e de outras estruturas artísticas.

À semelhança da edição de 2008, a Fundação de Serralves mantém a componente de fomento de criação artística no contexto do seu grande evento anual designado por “Serralves em Festa 2009”, que decorrerá no último fim-de-semana de Maio de 2009.

Os interessados podem apresentar uma única proposta de projecto criativo, a ser exibida ao ar livre, nas seguintes áreas disciplinares: novas músicas (música improvisada e jazz, música erudita e experimental e música pop rock), performance e vídeo e cinema.
As candidaturas deverão ser apresentadas até às 18h00 do dia 16 de Março de 2009.

Serão seleccionados até 10 projectos que receberão um apoio financeiro no valor de 2.000,00 euros.

Written by Jorge

Fevereiro 18, 2009 at 11:22 am

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Nuno Carinhas substitui Ricardo Pais na direcção artística do Teatro Nacional São João

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Encenador Nuno Carinhas vai substituir Ricardo Pais na direcção artística do Teatro Nacional São João

Quando, no próximo dia 20 de Março, estrear no Teatro Nacional São João (TNSJ) Tambores na Noite, Nuno Carinhas não será só o encenador desta produção que volta a trazer Brecht aos palcos; será também já o novo director artístico do Teatro Nacional portuense, sucedendo a Ricardo Pais.

Nuno Carinhas confirmou ter aceitado o convite para o cargo, que será apenas de direcção artística e começará a exercer em Março, mas remeteu mais detalhes para o Ministério da Cultura. José António Pinto Ribeiro anunciou a sua escolha em entrevista à RTPN, ontem citada pela Antena 1, e o seu assessor Rui Peças confirmou que no próximo mês será também anunciado o novo elenco da administração.

Ricardo Pais congratulou-se com a escolha de Nuno Carinhas para lhe suceder, dizendo não ter sido “alheio a ela”. Mas também não quis adiantar mais pormenores, nem sequer se, e em que moldes, poderá continuar ligado ao São João. “Caberá ao Sr. Ministro da Cultura esclarecer isso”, acrescentou o encenador, que em Janeiro pediu a reforma de funcionário público.

O TNSJ não é uma casa estranha a Nuno Carinhas. Desde 1996, logo no primeiro ano do mandato de Ricardo Pais, aí encenou O Grande Teatro do Mundo, de Calderón de la Barca, e, desde essa altura, tem regressado praticamente todos os anos, quer em produções do próprio teatro quer em coproduções. O Belo Indiferente, de Jean Cocteau (1997), O Fantástico Francis Hardy, Curandeiro, de Brian Friel (2000), Tia Dan e Limão, de Wallace Shawn (coprodução para a Porto 2001); O Tio Vânia, de Tchékov (2005); e Todos os que Falam, a partir de Beckett (2006), são alguns dos espectáculos que dirigiu.

Nascido em Lisboa, em 1954, Nuno Carinhas estudou Pintura na Escola de Belas Artes da capital, e construiu uma longa carreira também como pintor, cenógrafo e figurinista, principalmente no teatro, mas com algumas incursões no cinema – colaborou com Manoel de Oliveira nos filmes Francisca e Le Soulier de Satin.

Público

Written by Jorge

Fevereiro 18, 2009 at 11:15 am

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