Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Archive for Dezembro 2009

Formações Terra na Boca de Janeiro

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– Dia 16 (e dia 6 de Fevereiro)
1.º nível de ReikiShoden
com José Pedras. 11h-20h (16 horas). Valor: 125€ (com direito a manual e diploma). ACE/Teatro do Bolhão, Praça Coronel Pacheco, 1.

Esta técnica de cura proporciona um bem-estar holístico ao alcance de qualquer pessoa. O Reiki é uma filosofia de vida que permite encontrar o caminho da felicidade, da saúde e da tranquilidade. No primeiro nível (Shoden) fica imediatamente apto a usar esta Energia para o seu auto-desenvolvimento purificando o organismo e desintoxicando os canais, podendo amplificar o processo de auto-cura do corpo.
Inscrições até dia 10 de Janeiro.

Dias 16, 17, 23 e 24
Dramaturgia Tribal
Workshop de exploração da imaginação simbólica com Jorge Palinhos. 14h30-19h30 (20 horas). Valor: 75€. ACE/Teatro do Bolhão, Praça Coronel Pacheco, 1.

Este workshop pretende explorar a escrita dramática através dos símbolos, dos ritos e dos mitos que regem invisivelmente a nossa vida. Com base em estudos mitológicos, antropológicos, semióticos e textuais, os participantes farão vários exercícios que lhes permitam mergulhar na sua mitologia pessoal e compreender quais as histórias que querem contar e o que é que as histórias significam para si.
Dia 24 pelas 19h30 – Leitura aberta ao público, de entrada livre, com a colaboração de actores profissionais.
Inscrições até dia 13 de Janeiro.

De 25 a 29
1.º Estágio – Preparação à Máscara
com Filipe Crawford. 10h-13h/15h-18h (30 horas). Valor: 250€. Centro de Formação Cultural/Contagiarte, Rua Álvares Cabral, 360.
Introdução à Técnica da Máscara. Exercícios de preparação à arte da representação. Trabalho do corpo e do movimento. O olhar, o gesto e a presença cénica. Trabalho dos coros da tragédia grega. Introdução à técnica da improvisação. Estágio de Iniciação, ideal para quem não tem conhecimentos de trabalho teatral.
Inscrições até dia 17 Janeiro.

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Written by Jorge

Dezembro 28, 2009 at 2:01 pm

Publicado em Formação

Martin Crimp meets Molière

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Martin Crimp reflecte sobre a modernidade de Molière:

“Look, what I’m saying is that, deep down, there has to be something disturbing about Alceste. He’s more than just a critic: any half-baked blogger or columnist can let off steam like a screaming kettle. No – Alceste is more extreme than that. He’s a man whose uncompromising view of human beings means he is incapable of living with them. That’s what being a misanthrope really means.”

Written by Jorge

Dezembro 22, 2009 at 4:47 pm

Publicado em Recortes, Reflexão

Como nascem os textos de teatro

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«But while dramatists like Lucy Prebble, Polly Stenham and Jez Butterworth have all received plenty of attention in the last few months, what’s less well known is the process by which new plays make it on to the stage. Few writers operate in isolation; nor do they turn up to first rehearsals with scripts fully formed. Behind every success story stands a small army of producers, associate directors, agents and editors – and it’s editors, in particular, who play a crucial, if largely unsung, role.» Guardian

Written by Jorge

Dezembro 21, 2009 at 4:47 pm

Publicado em Recortes

FICAP

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Está a decorrer a extensão do 1.º Festival Internacional de Cinema de Artes Performativas, organizado pela Associação Terra na Boca em parceria com a Contagiarte.
Hoje, às 22h30, no espaço Contagiarte:

“The Greater the Weight”, de Philip Szporer e Marlene Milar, 5m (Canadá)
Uma jovem rapariga (Dana Michel) está numa dança rebelde, por vezes exprimindo uma espécie de esquizofrenia. Para ela a única maneira de devidamente articular todos os seus constantes sentimentos internos e questões é a dançando. Para esta mulher significa lançar o seu corpo para trás e para a frente. A textura da dança é abrasiva, até nua. É uma violência que pode excitar. Somos lembrados neste filme dança que a dura fiscalidade pode ser bonita… e bastante diferente da maneira pela qual a violência é tipicamente definida.

“Generation 68”, Simon Brook, 53m (França)
No fim dos anos 60 uma revolução cultural teve lugar, culminando na Europa com as revoltas estudantis de 68. Foi uma revolução que mudou as artes e a cultura num sentido mais amplo, assim como as mentalidades das pessoas. A música tornou-se militante e sexualmente explícita. O Teatro tornou-se político e experimental, a pop art deixou as pessoas de boca aberta, e a Mary Quant inventou a mini saia… Enquanto o Vietname continuava…
As imagens de arquivo são comentadas por uma seleção eclética de artistas do mundo cultural, incluindo o realizador Milos Forman, DJ Annie Nightingale, o presidente Vaclav Havel, o artista Ed Ruscha, o fotógrafo William Klein, o actor Dennis Hopper, encenador Peter Brook, a designer Mary Quant…

Written by Jorge

Dezembro 18, 2009 at 4:57 pm

Publicado em Associação, Evento, Festival

Cantar o Menino d’Oiro, em Montalegre

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O recém-criado Centro de Estudos do Barroso-Teatro e Tradições, em colaboração com o Centro de Criatividade de Póvoa de Lanhoso, apresenta no 19 de Dezembro o espectáculo Cantar o Menino d’Oiro, com encenação e dramaturgia de Moncho Rodriguez, a partir de músicas de Zeca Afonso, Fausto, José Mário Branco, Sérgio Godinho, entre outro.
O espectáculo decorre no Auditório Municipal de Montalegre às 15h30 e às 21h00, contando com a participação de actores profissionais e mais de 100 actores amadores, músicos e cantores.

Ficha Técnica
Criação e Encenação: Moncho Rodriguez
Arranjos e composição musical: Narciso Fernandes
Assistentes de direcção: Sofia Lemos e Isabel Pinto
Monitores de apoio: Armando Luís, Marta Carvalho.
Costureiras: Marília Martins e Lurdes Dourado
Máscaras e adereços: CCPL
Direcção da orquestra: José Manuel Alves
Elenco: Alunos de Interpretação teatral do CEB-TT
Participação especial: Isabel Pinto, Sofia Lemos, Armando Luís
Participação em regime de intercâmbio: Actores amadores do CCPL.

Written by Jorge

Dezembro 18, 2009 at 1:04 pm

Publicado em Evento

Jorge Louraço Figueira sobre “Jardim Zoológico de Cristal

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«O que mais impressiona neste espectáculo é ter tudo no sítio. O arranjo dos actores no cenário é preciso, e as sequências de luz, música e acção organizadas com sentido de justeza – o que, tendo em conta a míngua de metros quadrados do cenário, não é pouco. Passarei por isso à frente das considerações acerca do talento e trabalho artístico de cada membro da equipa, aliás mais ou menos crónicos, e não direi que os actores representam com convicção inabalável os estados de alma das personagens, nem que são cristalinos, cada um à sua maneira, e muito menos que o cenário e os figurinos compõem um quadro encantatório.

A encenação, como um todo, é um objecto plástico sólido, firmado com autoridade, que coloca desafios grandes à crítica, tal é o seu vigor dramatúrgico. Onde assenta este? Para quem não viu, Jardim Zoológico de Cristal começa com um narrador participante (Tom) apresentando a colecção de memórias que se vai seguir, em especial a do dia em que, a pedido da mãe (Amanda, abandonada pelo marido anos antes), Tom traz para jantar um possível pretendente à mão da irmã (Laura, uma jovem em idade casadoira, mas tímida, e aleijada de um pé, que passa a maior parte do tempo dedicada à sua colecção de animaizinhos de vidro).

A miragem de uma pessoa com quem ser feliz faz cada personagem agir desesperadamente. A peça foi escrita com um entrelaçamento de cenas que se sucedem como numa recordação. A concentração, num único palco, de cenas originalmente passadas em espaços distintos obriga a que os actores por vezes façam de conta que não vêem os outros. Esta sobreposição de cenas e a convenção de invisibilidade traduzem, na verdade, a impossibilidade de chegar ao outro mesmo quando ele está à nossa frente. É disso que fala a encenação (entre outras coisas, decerto). As personagens entram em loop nas suas tentativas, até que alguma delas consiga fugir dali. Mas mesmo a que consegue, o narrador, ficará para sempre aprisionado na recordação do passado.

Nesta encenação, as figuras inventadas por Tennessee Williams são tratadas como seres encarcerados. Até os elementos mais dinâmicos do teatro (dir-se-ia), as personagens, parecem estanques e estáticas. E estão, paralisadas pela fragilidade do desejo, com medo de se partirem. As personagens são como manequins numa montra, a quem imaginamos uma vida, semelhantes à colecção de figurinhas de animais por onde Laura coteja o mundo.

Esta identidade entre a encenação e o tema da peça descoberta pela encenação é muito bem conseguida, sim, mas diz respeito ainda a outra coisa: a um conhecimento da vida como um andar solitário entre a gente, que será facilmente reconhecível pelo público das várias cidades por onde a peça anda em digressão, quer devido ao solipsismo, quer graças à nostalgia do outro de que os portugueses parecem feitos. É essa comunhão de espírito entre o encenador e o seu público que faz a força deste espectáculo.»

Público

Written by Jorge

Dezembro 14, 2009 at 12:46 pm

Publicado em Crítica

Dramaturgos vs Encenadores, de novo

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(…) According to Albee, the problem is that the world of theatre has changed in ways he disapproves of. He is especially irked by the increasing importance of a director’s vision, which is now understood to be just as valuable as what is being directed. In interviews and public speeches, Albee has been vocal about his distaste for those who neglect his strict stage directions. In his eyes, directors who foist their own vision on a production are nothing but “interpretive types that think they know our work better than we do”.(…)
Fonte

Written by Jorge

Dezembro 13, 2009 at 4:15 pm

Publicado em Debate