Quarta Parede


Acende a Noite, de José Caldas

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Junho 9, 2009
Acende a Noite, de José Caldas a partir da obra de Ray Bradbury, estreia sábado, 6 de Junho, às 21h30, no Teatro da Vilarinha, no Porto. O espectáculo, para maiores de 4 anos, fica em cena até 21 de Junho: sextas às 21h30; sábados às 16h00 e 21h30; e domingos às 16h00. À semana, estão previstos espectáculos para as escolas, sujeitos a marcação.
Um rapaz não gosta da noite. Ele ama todas as espécies de luzes e o sol amarelo. Seu quarto, no coração da noite, é o único iluminado em toda a cidade. Mas ele vê os outros rapazes que jogam à noite entre claro-escuro dos lampiões. Ele também gostava de jogar mas… Um dia chega a escuridão, uma menina que brinca com ele. Uma história para nos fazer reflectir sobre o nosso medo da sombra, do nosso lado mais escondido e inquietante, mas cheio de maravilhas insuspeitas.
O resumo é de José Caldas, que criou o espectáculo, livremente inspirado na obra de Ray Bradbury e com poemas de Jorge Sousa Braga. Em cena, José Caldas e os seus bonecos.
“Em criança eu gostava muito de brincar com bonecas”, conta. “Mas era terminantemente proibido. Bonecas era coisa de meninas. Como se o acto ameaçasse a nossa masculinidade inoculando o vírus do feminino. Ameaça que o poder do escuro, da noite, (yn) fizesse despertar no luminoso e quente (yang) masculino a parcela de mulher que habita o nosso selvagem coração. O curto conto de Bradbury nos inspirou a reinventar teatralmente este estranho e exaltante prazer de contactar com a nossa parcela feminina. Poder brincar livremente com bonecas/marionetas que representam o nosso duplo neste grande espelho interior e reflexivo que é o teatro. Entre a narração e vivência, entre o sonho e a realidade, penetramos no interior da terra, no reino das deusas mães, para reacender a escuridão intuída na infância e recusada no adulto mundo da razão.”
FICHA TÉCNICA
Acende a Noite, conto de Ray Bradbury
adaptação, encenação e interpretação José Caldas
cenografia José António Cardoso
bonecos Marta Silva
música e assistência de encenação Miguel Rimbaud
construção de cenografia Rui Azevedo
desenho de luz Equipa de Criação
operação de luz Artur Rangel
produção Quinta Parede
www.scholaris.info/quintaparedeUm rapaz não gosta da noite. Ele ama todas as espécies de luzes e o sol amarelo. Seu quarto, no coração da noite, é o único iluminado em toda a cidade. Mas ele vê os outros rapazes que jogam à noite entre claro-escuro dos lampiões. Ele também gostava de jogar mas… Um dia chega a escuridão, uma menina que brinca com ele. Uma história para nos fazer reflectir sobre o nosso medo da sombra, do nosso lado mais escondido e inquietante, mas cheio de maravilhas insuspeitas.

Um rapaz não gosta da noite. Ele ama todas as espécies de luzes e o sol amarelo. Seu quarto, no coração da noite, é o único iluminado em toda a cidade. Mas ele vê os outros rapazes que jogam à noite entre claro-escuro dos lampiões. Ele também gostava de jogar mas… Um dia chega a escuridão, uma menina que brinca com ele. Uma história para nos fazer reflectir sobre o nosso medo da sombra, do nosso lado mais escondido e inquietante, mas cheio de maravilhas insuspeitas.

Acende a Noite, de José Caldas a partir da obra de Ray Bradbury, às 21h30, no Teatro da Vilarinha, no Porto.

O espectáculo, para maiores de 4 anos, fica em cena até 21 de Junho: sextas às 21h30; sábados às 16h00 e 21h30; e domingos às 16h00. À semana, estão previstos espectáculos para as escolas, sujeitos a marcação.
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Começa hoje o FITEI 2009

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Maio 26, 2009

18h00 – St. James Street Band na Batalha
21h30 – Ariadna, dos Atalaya, no TNSJ

Os encenadores podem conduzir à falência criativa do teatro?

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Abril 17, 2009

É isto que afirma o crítico teatral inglês Michael Billington neste texto.

Excertos:

From cinema comes the idea of the auteur: the dominant directorial figure whose individual stamp is on every frame of a piece of film. But although the cult of the auteur has been widely attacked – not least by Gore Vidal in a brilliant essay called Who Wrote the Movies? – it is now in danger of spreading to theatre. Certain creative figures, whose endeavours I frequently admire, are in danger of acquiring auteur status. What that means, in effect, is that their individual style and idiosyncratic signature becomes more important than the work itself.

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Entrevista a Nuno Carinhas no Público

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Abril 4, 2009

Nuno Carinhas (Lisboa, 1954) entrou pela primeira vez no Teatro Nacional S. João (TNSJ) em 1996, a convite de Ricardo Pais, para fazer os figurinos de A Tragicomédia de Dom Duardos, e ficou ligado à casa até hoje, como encenador residente. Foi a escolha natural do Ministério da Cultura – e sobretudo do seu antecessor – para a direcção do teatro, que assumiu dias antes da estreia da sua montagem de Tambores na Noite, ainda em cena.

Ricardo Pais, que transformou esta casa no teatro nacional de referência, disse que não queria ficar como um fantasma do S. João. Sente esse fantasma aqui?

Não. O Ricardo imprimiu a sua maneira muito pessoal e muito vincada de saber-fazer, e isso continuará como referência nesta casa. Enquanto criador, mantém-se no activo e já temos duas produções desenhadas que serão da autoria dele, uma para o final de 2009 e outra para o início de 2010. Esta é e continuará a ser a casa dele.

O que é que muda no S. João com a sua chegada?
Ainda não sei. Não há nada de objectivamente errado que seja preciso mudar radicalmente. Não fazendo eu parte da administração, embora tenha assento em todas as reuniões, alguma coisa terá de mudar.

Não acumular a direcção artística e a presidência do conselho de administração é uma vantagem?
Para mim, é; logo verei com a experiência quais são os resultados. Mesmo sendo apenas director artístico, já pude experimentar, nestes últimos dois meses, que é difícil estar a criar e a pensar noutras coisas.

Colocou-se a possibilidade de acumular os dois cargos?
Nunca. O convite era para ser director artístico tout court.

Porque é que aceitou?
Porque para mim é uma etapa extraordinariamente lógica. Nunca me projectei enquanto director artístico de nada, nem desta casa nem de outra qualquer, mas este era o lugar certo para eu arriscar. Também tinha a obrigação ética de dar alguma coisa em troca de tudo o que recebi, continuando o trabalho destas pessoas que me tratam por tu. Sempre senti o S. João como a minha casa também, ao longo destes 14 anos.

O seu TNSJ vai ser um TNSJ de continuidade?
Sim. Vou continuar a convocar grupos e criadores, fazendo o balanço entre as estruturas que voltarão sempre e outras que ainda não passaram por aqui. Vou continuar ligações muito fortes e que não podem ser perdidas, como a ligação às escolas – ainda ontem dei uma masterclass para 90 pessoas e esse trabalho de mostrar o teatro por fora e por dentro, motivando as pessoas para uma apetência cada vez mais exigente, é obrigatório.

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Porto Lazer vs “caçadores de subsídios”

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Março 5, 2009

Porto sem Festival Intercéltico em 2009

O Festival Intercéltico do Porto, o mais antigo festival de música da cidade, não vai realizar-se neste ano. Avelino Tavares, director do festival, explicou, ao JN, as razões que estão por trás da decisão. "A Porto Lazer não respondeu a duas cartas que enviámos por correio nem a um e-mail. Isto desde Outubro de 2008".

O responsável mostrou-se revoltado porque se está a "falar de uma empresa [a Porto Lazer] que representa a cidade e nós não somos nenhuns paraquedistas, estamos na música desde 1969". Avelino Tavares disse que mereciam ter sido informados, nem que a resposta fosse "não há condições".

Ao JN, fonte da Câmara Municipal do Porto (CMP), responsável pela Porto Lazer, disse não ter dúvidas de que "a partir de agora e até às eleições muitos ‘caçadores de subsídios’ irão criticar a CMP e ansiar por aquilo a que eles próprios chamam de ‘novos ventos eleitorais que tragam outra frescura cultural’ à cidade." A mesma fonte acrescentou que "não será pela crescente proximidade dos actos eleitorais que a CMP irá começar a distribuir subsídios por troca de uma frescura de opiniões favoráveis à Câmara Municipal do Porto". (…)

A primeira edição do Intercéltico foi em 1986 e, até agora, realizou-se 17 vezes.

JN

Comentários: Como é que uma entidade dirigida por um senhor que ganha milhares de euros por mês para mandar instalar carrosséis na praça pode debitar tais baboseiras? De facto, difícil é não ansiar por ventos de mudança.

Recuperados, pelo TUP

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Janeiro 20, 2009

Uma reprimenda do pai. Uma chamada de atenção da professora ou do patrão. Uma pergunta incómoda. Ainda me amas? Tiveste saudades minhas? Estás sozinho? Inventamos constantemente palavras para esconder o que desejamos realmente dizer. Mantemos escondido um eu que não queremos apresentar a ninguém. Guardamos no armário uma personalidade para cada dia da semana que vestimos para poder sair de casa. Desenvolvemos a arte da invisibilidade: não vermos os outros e não sermos vistos. Recuperados conta-nos as palavras que são caladas antes de serem ditas. Mostra-nos os fantasmas que dormem à porta da nossa casa, homens e mulheres que se suicidam em vida, os invisíveis que viajam connosco nos autocarros, que estão ao nosso lado no balcão de um café e que passam por nós na rua. Mostra-nos que na realidade estamos todos sozinhos. Que atravessamos a vida com os ombros encolhidos. Recuperados é o espaço onde podemos ouvir as palavras que ficam por dizer. Onde vemos as pessoas que não queremos ver e que nunca querem ser vistas. Pessoas feitas de sombras, leves como o ar, transparentes e reais. (mais…)

Meio-diaMeia-Noite

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Novembro 20, 2008

22 de Novembro de 2008
Das 12h Às 24 h
Fábrica da Rua da Alegria
Organização: Teatro do Frio

12h de programação em condensado e lume alto!

11h00 Irmãos Esferovite Nuvem Voadora
12h00 F.R.I.C.S
13h00 Almoço
14h30 Liberdade Companhia Carrossel
15h00 Sem Título HugoCoisaeTal
15h45 Circo em Círculos Radar 360º
16h00 X-Mark Teatro do Frio
16h30 (In)Capacidades Companhiautista
17h15 Lanche
17h45 Nem Anjo, Nem Diabo PELE
19h00 Segundo Segundo Mau Artista
20h00 Jantar
21h15 Mala de Instruções Teatro do Frio
22h00 Um mundo muito próprio – Tributo a Buster Keaton Corda Bamba
22h45 Alfred 23 Harth + Mental Liberation Ensemble

Mais informação: http://www.teatro-do-frio-meiomeia.blogspot.com/

Persona, pelas Boas Raparigas

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Novembro 4, 2008

Uma cortina que é aberta e fechada pelas actrizes. Um cenário de quartos que se abre para o interior de uma casa e uma porta para a rua. Perucas loiras e morenas que põem e tiram.

Este é o cenário de Persona, a adaptação teatral do guião de Ingmar Bergman, pelas Boas Raparigas. A tradução*, de Armando Silva Carvalho, é limpa e elegante e a adaptação para o palco é exemplar, mantendo a teatralidade sem prescindir do dinamismo cinematográfico.

Ambas as actrizes têm uma excelente prestação, com Sandra Salomé alternando a luminosidade artificial e a dúvida genuína da sua personagem e Maria do Céu Ribeiro encarnando de forma quase visceral a sombra que é Elizabeth Vogler.

A encenação de João Pedro Vaz aproveita da melhor maneira os recursos da sala, começando na claustrofobia do quarto de hospital que depois se desvenda no interior aberto da casa para onde as personagens se mudam e onde acontecerá o clímax da acção, estabelecendo assim uma circularidade dramática que corresponde à circularidade do próprio texto.

O texto, de forma inquietante, conta a história de uma actriz que subitamente emudece a meio da peça Electra e da enfermeira que parece fascinada por ela. Uma história de vampirismo de identidade, nebulosa e inquietante.

Jorge Palinhos

* Normalmente prefiro traduções em que os nomes das personagens e referências sejam aportuguesados, a fim de fazer a aproximação da peça-arte ao público-pólis, coisa que não acontece aqui.

Ver também: Crítica de Jorge Louraço Figueira

Só Isto, de Daniil Harms

Publicado em Evento, Uncategorized por Jorge no / na Outubro 29, 2008

Só Isto

“‘Começo de um dia de Verão muito Bonito’ ou… ou… ou… porque poderia colocar todos os títulos de histórias que usámos e abusámos para criar este espectáculo, inspirado, influenciado ou in qualquer coisa de Daniil Harms ou Haerms.”

Um espectáculo de enorme honestidade e interacção com o público, um espectáculo de comunicação, ou… ou… ou… ou… (mais…)

Publicado em Uncategorized por Jorge no / na Outubro 17, 2008

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