Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Habitantes do Grande Porto são os que mais frequentam o Vila Flor

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Estudo revela que 58 por cento dos espectadores do Centro Cultural Vila Flor são oriundos de fora de Guimarães, sobretudo do Grande Porto

O Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, tem-se assumido como uma sala de espectáculos de abrangência regional. A conclusão é de um estudo de públicos feito pela Universidade do Porto e que ontem foi apresentado, no quarto aniversário daquele espaço cultural.
De acordo com a investigação do Departamento de Sociologia da UP, coordenado por João Teixeira Lopes, 58 por cento dos espectadores do CCVF são de fora de Guimarães. De entre estes, os habitantes do Grande Porto (40 por cento) e de Braga (17 por cento) são os que mais frequentemente assistem a espectáculos naquele espaço, mas a abrangência do centro cultural chega também à Zona Centro e à Galiza.

Os dados ontem apresentados mostram também uma grande transversalidade de públicos, nomeadamente a nível dos hábitos de consumo. João Teixeira Lopes sublinhou que coexistem "públicos que procuram eventos de massas com públicos de espectáculos eruditos". O director do CCVF, José Bastos, afirma que esses dados vão de encontro à aposta de programação feita pelos seus responsáveis, privilegiando a diversificação da oferta. Também a nível etário existe uma grande heterogeneidade de públicos, ainda que a maioria dos espectadores tenha menos de 35 anos, enquanto 46 por cento dos frequentadores do CCVF são licenciados.
O estudo, que foi encomendado também como forma de preparar a Capital Europeia da Cultura (CEC) de 2012, inquiriu 816 pessoas, que consideram a Cultura como uma das marcas distintivas da cidade de Guimarães, apenas superada pelos elementos históricos, como o castelo e a figura de D. Afonso Henriques.
A investigação questionou também a percepção dos públicos acerca da CEC. A maioria das pessoas entende o evento como uma oportunidade de promoção da história e do património da cidade, mas também para a sua renovação urbana e para um reposicionamento internacional de Guimarães.
No entanto, os espectadores do CCVF temem que o evento possa tornar-se elitista e que não tenha continuidade no tempo para além de 2012.

Público

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Written by Jorge

Setembro 18, 2009 às 8:37 am

Publicado em Instituição, Recortes

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