Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

A Última Porta, por Pedro Estorninho

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Este texto surge de uma notícia de jornal. Notícia que podia ser de um século qualquer anterior ao XIX. Mas não, aconteceu em 2005.
Um grupo de homens foi escravizado por um agricultor a norte de Espanha, entre esses homens encontravam-se dois portugueses. Quando foram descobertos e soltos pela polícia local, um desses portugueses, António, devido aos maus tratos físicos e psicológicos só conseguia reter na memória o seu nome e nada mais. Nem sequer a sua nacionalidade sabia.
Esta peça trata exactamente sobre o tempo de cativeiro desses dois homens. Mas aqui a dor é mais intensa, eles lembram-se de vários acontecimentos passados nas suas vidas, somente não se lembram dos nomes. Tudo são memórias dentro de um espaço psicológico confuso e que por vezes se perde e os faz perder.
Uma das maiores e mais interessantes frases escritas por Lord Edmund Halley aplica-se perfeitamente a este espectáculo: “ Como as estrelas na noite também os nossos perdidos pensamentos furam a escuridão que envolve o espaço vazio até ao cérebro.”

Uma produção do Teatro Ensaio

Blackbox, Cace Cultural do Porto
(antiga central eléctrica do Freixo)

27 de Agosto a 6 de Setembro – pelas 22h
informações e bilheteira: 918626345 ou 937017575
teatroensaio@gmail.com

 

Ficha Artística:

Texto e encenação: Pedro Estorninho
Assistência de encenação: Inês Leite
Interpretação: André Brito e António Parra
Desenho e operação de luz: Romeu Guimarães
Execução cenografia: Hugo Ribeiro
Produção: Catarina Mesquita
Design gráfico: Pedro Ferreira

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Written by Jorge

Agosto 24, 2009 às 8:23 am

Publicado em Associação, Evento

Uma resposta

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  1. Meu grande irmão Pedro,

    Nós os verdadeiros e os autênticos “palhaços” da vida, somos mesmo assim…Tu és um talento…orgulho-me de ti, tal como tu és…dedicado, trabalhador e batalhador no mundo das artes, quer nos palcos, quer na escrita, quer ainda na fotografia…parabéns pelo teu percurso como “palhaço” das letras e da vida. Continua a semear nos palcos, nos livros e na fotografia toda a tua arte e capacidades de um grande intelectual como tu és.Tenho um enorme orgulho da pessoa que tu és…
    Aquele forte abraço de fraternidade.
    Por último…a velha pergunta, que marcou a tua meninice, aqui fica registado…o que que vamos fazer às p…..?
    Mário Jesus
    Codivel, 24 de Março de 2012

    Mário da Silva Jesus

    Março 24, 2012 at 8:23 pm


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