Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Daydream, de Regina Guimarães

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O desígnio que o guiava não era impossível, se bem que sobrenatural. Queria sonhar um homem: queria sonhá-lo com uma integridade minuciosa e impô-lo à realidade.

Tomando como ponto de partida uma memória da leitura de “As Ruínas Circulares”, de Jorge Luis Borges, Daydream lança o espectador num teatro, templo ou oficina consagrada à tarefa exclusiva de sonhar. Ou antes: de modelar a matéria de que são feitos os sonhos, tarefa – garante Borges – “mais árdua que tecer uma corda de areia ou que cunhar o vento sem cara”. A parábola do escritor argentino desencadeou no Teatro de Ferro um regresso às origens – o trabalho de pesquisa e experimentação de marionetas –, fazendo de Daydream a ocasião propícia para explorar a marioneta como duplo, interlocutor e objecto plástico, e recolocar a questão do seu enigmático relacionamento com o actor/manipulador. Reconhece Igor Gandra: “Adão, Pinóquio e até Frankenstein podem ter lugar nesta aventura”.
Texto de Regina Guimarães a partir de As Ruínas Circulares, de Jorge Luís Borges
Encenação e cenografia Igor Gandra
Marionetas Maria Jorge Vilaverde, Júlio Alves
Desenho de luz Rui Maia
Interpretação Carla Veloso, Igor Gandra
Produção Teatro de Ferro

20 a 30 de Novembro
Teatro Carlos Alberto

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Written by Jorge

Novembro 20, 2008 às 8:05 pm

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