Quarta Parede

Blog de reflexão sobre teatro e dramaturgia.

Teatro à mão de semear

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Festival Internacional de Marionetas arranca amanhã, no Porto, e prolonga-se até dia 20
ISABEL PEIXOTO

Começa esta sexta-feira a 19.ª edição do Festival Internacional de Marionetas do Porto. Este ano, coube a Nuno Carinhas transformar a Praça D. João I num cenário marcado pela transparência, pois a filosofia é mostrar o lado de lá da criação artística.

Ao bater das 21, mais coisa menos minuto, duas fanfarras anunciam o início do festival. Depois de interpretarem o hino oficial do certame, vão levar os espectadores rua fora até ao Teatro Carlos Alberto, onde terá lugar o único espectáculo de sala da edição deste ano. Fora isso, tudo irá passar-se na grande instalação que o encenador Nuno Carinhas idealizou para a Praça D. João I. Tudo à vista de todos e de borla.

Na referida sala, o festival apresenta “Macbeth”. Inspirada no drama de William Shakespeare, a peça é levada à cena pelo Teatro de Marionetas do Porto, companhia que comemora 20 anos e ainda vai mostrar, até 2 de Novembro, uma série de outros trabalhos (ver caixa). Será uma rara oportunidade para ver ou rever “Macbeth”, espectáculo que, dadas as exigências do ponto de vista técnico, tem estado guardado no baú da companhia praticamente desde a estreia, em 2001.

Este ano, sob o lema “Residencial da Praça”, o Festival Internacional de Marionetas deita fora os filtros e permite que, além dos espectáculos propriamente ditos, se assista ao processo criativo de cinco companhias. É o que vai acontecer com o Teatro Praga e a La Zouze-C.ie Christophe Haleb, responsáveis pela construção de um objecto artístico a apresentar a 20, último dia do evento. Serão ainda os casos dos ensaios do Teatro de Ferro e do Balleteatro, que têm estreias marcadas para breve, além das brincadeiras espontâneas do Núcleo de Experimentação Coreográfica, que já por lá anda.

O festival estende ainda o leque às áreas da música, da dança, dos objectos e do cinema. Também do circo, pela mão do colectivo francês Cheptel Aleïkoum, já neste sábado. Quando forem 22 horas, a praça acolhe quatro artistas num espectáculo que inclui mastro chinês, baloiço e quadro aéreo. “(Surtout) ne pas rester seule dans l’herbe” é como se denomina a proposta desta companhia, nascida em 2004.

Durante toda a semana, o fim da tarde contará com um programa de rádio ao vivo, com conversas, músicas e noticiários. Ao sábado e ao domingo, a programação do festival dá especial atenção ao público infantil.

JN

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Written by Jorge

Setembro 11, 2008 às 2:33 pm

Publicado em Evento, Festival, Recortes

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