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	<title>Quarta Parede</title>
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	<description>Blog sobre o teatro que se faz e acontece no Porto</description>
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		<title>Quarta Parede</title>
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		<title>Jorge Louraço Figueira sobre &#8220;Jardim Zoológico de Cristal</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 12:46:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[
«O que mais impressiona neste espectáculo é ter tudo no sítio. O arranjo dos actores no cenário é preciso, e as sequências de luz, música e acção organizadas com sentido de justeza &#8211; o que, tendo em conta a míngua de metros quadrados do cenário, não é pouco. Passarei por isso à frente das considerações [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=925&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_text">
<p>«O que mais impressiona neste espectáculo é ter tudo no sítio. O arranjo dos actores no cenário é preciso, e as sequências de luz, música e acção organizadas com sentido de justeza &#8211; o que, tendo em conta a míngua de metros quadrados do cenário, não é pouco. Passarei por isso à frente das considerações acerca do talento e trabalho artístico de cada membro da equipa, aliás mais ou menos crónicos, e não direi que os actores representam com convicção inabalável os estados de alma das personagens, nem que são cristalinos, cada um à sua maneira, e muito menos que o cenário e os figurinos compõem um quadro encantatório. </p>
<p><!-- more -->
</p>
<p>A encenação, como um todo, é um objecto plástico sólido, firmado com autoridade, que coloca desafios grandes à crítica, tal é o seu vigor dramatúrgico. Onde assenta este? Para quem não viu, <i>Jardim Zoológico de Cristal</i> começa com um narrador participante (Tom) apresentando a colecção de memórias que se vai seguir, em especial a do dia em que, a pedido da mãe (Amanda, abandonada pelo marido anos antes), Tom traz para jantar um possível pretendente à mão da irmã (Laura, uma jovem em idade casadoira, mas tímida, e aleijada de um pé, que passa a maior parte do tempo dedicada à sua colecção de animaizinhos de vidro). </p>
<p>A miragem de uma pessoa com quem ser feliz faz cada personagem agir desesperadamente. A peça foi escrita com um entrelaçamento de cenas que se sucedem como numa recordação. A concentração, num único palco, de cenas originalmente passadas em espaços distintos obriga a que os actores por vezes façam de conta que não vêem os outros. Esta sobreposição de cenas e a convenção de invisibilidade traduzem, na verdade, a impossibilidade de chegar ao outro mesmo quando ele está à nossa frente. É disso que fala a encenação (entre outras coisas, decerto). As personagens entram em <i>loop</i> nas suas tentativas, até que alguma delas consiga fugir dali. Mas mesmo a que consegue, o narrador, ficará para sempre aprisionado na recordação do passado. </p>
<p>Nesta encenação, as figuras inventadas por Tennessee Williams são tratadas como seres encarcerados. Até os elementos mais dinâmicos do teatro (dir-se-ia), as personagens, parecem estanques e estáticas. E estão, paralisadas pela fragilidade do desejo, com medo de se partirem. As personagens são como manequins numa montra, a quem imaginamos uma vida, semelhantes à colecção de figurinhas de animais por onde Laura coteja o mundo. </p>
<p>Esta identidade entre a encenação e o tema da peça descoberta pela encenação é muito bem conseguida, sim, mas diz respeito ainda a outra coisa: a um conhecimento da vida como um andar solitário entre a gente, que será facilmente reconhecível pelo público das várias cidades por onde a peça anda em digressão, quer devido ao solipsismo, quer graças à nostalgia do outro de que os portugueses parecem feitos. É essa comunhão de espírito entre o encenador e o seu público que faz a força deste espectáculo.»</p>
<p><a target="_blank" href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/14-12-2009/andar-solitario-por-entre-a-gente-18399958.htm">Público</a></p>
<p></span><span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_text"></span></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=63c20498-93e3-8fb4-88c6-f549ffb17df4" /></div>
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			<media:title type="html">vienaarde</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Dramaturgos vs Encenadores, de novo</title>
		<link>http://quartaparede.wordpress.com/2009/12/13/dramaturgos-vs-encenadores-de-novo/</link>
		<comments>http://quartaparede.wordpress.com/2009/12/13/dramaturgos-vs-encenadores-de-novo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 16:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;) According to Albee, the problem is that the world of theatre has changed in ways he disapproves of. He is especially irked by the increasing importance of a director’s vision, which is now understood to be just as valuable as what is being directed. In interviews and public speeches, Albee has been vocal about [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=921&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>(&#8230;) According to Albee, the problem is that the world of theatre has changed in ways he disapproves of. He is especially irked by the increasing importance of a director’s vision, which is now understood to be just as valuable as what is being directed. In interviews and public speeches, Albee has been vocal about his distaste for those who neglect his strict stage directions. In his eyes, directors who foist their own vision on a production are nothing but &#8220;interpretive types that think they know our work better than we do&#8221;.(&#8230;)<br /><a target="_blank" href="http://www.moreintelligentlife.com/content/laura-parker/whos-afraid-edward-albee">Fonte</a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=eecbc537-04d6-8755-b810-08b7865c627f" /></div>
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			<media:title type="html">vienaarde</media:title>
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		<title>O Anzol, de Gemma Rodríguez</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 18:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Companhia]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a minha história podia fazer-se um espectáculo de teatro; ainda que eu não saiba se se pode, porque só fui uma vez ao teatro e parece-me que seria difícil, por causa do cenário e isso tudo, e porque fazem falta muitas coisas para a contar.Por exemplo, é preciso uma auto-estrada. Depois da produção de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=923&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><i><img style="max-width:800px;" src="http://www.esmae-ipp.pt/thsc/images/visoesuteis/visoesuteis1short.jpg" /><br />Com a minha história podia fazer-se um espectáculo de teatro; ainda que eu não saiba se se pode, porque só fui uma vez ao teatro e parece-me que seria difícil, por causa do cenário e isso tudo, e porque fazem falta muitas coisas para a contar.<br />Por exemplo, é preciso uma auto-estrada.<br /></i> <br />Depois da produção de “Mal Vistos” em 2006, <i>O Anzol</i> é a segunda incursão do Visões Úteis na obra da dramaturga catalã Gemma Rodríguez.<br />11 a 13 Dezembro de 2009 no THSC/ESMAE ∙ 21h30<br /><!-- more --><br />34.ª criação Visões Úteis <br />uma co-produção Visões Úteis/Teatro Municipal de Vila Real (Abril 2009)</p>
<p>Texto Gemma Rodriguez<br />Tradução e direcção Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins<br />Cenografia e figurinos Inês de Carvalho<br />Desenho de luz José Carlos Coelho<br />Banda Sonora João Martins</p>
<p>Interpretação Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Pedro Carreira e Gemma Rodríguez, Paula Seabra (voz-off)</p>
<p>Coordenação técnica Luís Ribeiro<br />Assistência cenográfica Rui Azevedo<br />Produção executiva Joana Neto<br />Assistência de produção Helena Madeira<br />Design Gráfico Entropiadesign a partir de Imagem de Ricardo Lafuente</p>
<p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=b3ea05f5-86b3-8af7-8366-c576b88d3aa5" /></div>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma era de ouro do teatro britânico?</title>
		<link>http://quartaparede.wordpress.com/2009/12/11/uma-era-de-ouro-do-teatro-britanico/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 16:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Lá fora]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim:This off-stage optimism was much in evidence at last week&#8217;s Evening Standard theatre awards, where the common view was that the prizes handed out reflected a season of exceptional quality: Rachel Weisz&#8217;s star turn in A Streetcar Named Desire, Lenny Henry&#8217;s Othello, young playwright Alia Bano&#8217;s urgent examination of divisions within British Islam in Shades. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=919&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a target="_blank" href="http://www.guardian.co.uk/stage/2009/dec/02/theatre-golden-age">Sim</a>:<br /><i>This off-stage optimism was much in evidence at last week&#8217;s Evening Standard theatre awards, where the common view was that the prizes handed out reflected a season of exceptional quality: Rachel Weisz&#8217;s star turn in A Streetcar Named Desire, Lenny Henry&#8217;s Othello, young playwright Alia Bano&#8217;s urgent examination of divisions within British Islam in Shades. Unusually, after a long spell in which the hottest tickets have generally been classic revivals, original scripts were responsible for both the best actor prize (Mark Rylance in Jez Butterworth&#8217;s Jerusalem) and the best director (Rupert Goold for his staging of Lucy Prebble&#8217;s Enron). London producers predict that this momentum will continue, with heavy advance sales for Keira Knightley in The Misanthrope and James Earl Jones in Cat On a Hot Tin Roof.</i></p>
<p><a target="_blank" href="http://www.guardian.co.uk/stage/theatreblog/2009/dec/03/british-theatre-golden-age">Sim e não</a>:<br /><i>British theatre has an iceberg-like structure: narrow at the top, wide at the base. Theatremakers and audiences are engaged in huge amounts of activity below the waterline, and often evade the attention of those who have their eyes fixed only on the top. If we want to talk about a golden age – perhaps golden promise is a better phrase? – we should recognise that none of this is happening in isolation. It&#8217;s happening because of so much has been going on, sometimes invisibly to many journalists and critics, over the last 10 years, and which continues, often against the odds and despite the huge slash in grants for the arts.<a href="http://www.guardian.co.uk/stage/theatreblog/2007/mar/30/thisartscouncilcutwilldev"></a></i></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=6d1ed02c-85bd-8eca-846d-8b3457e0a8a1" /></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/quartaparede.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/quartaparede.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/quartaparede.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/quartaparede.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/quartaparede.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/quartaparede.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/quartaparede.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/quartaparede.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/quartaparede.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/quartaparede.wordpress.com/919/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=919&subd=quartaparede&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>

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	</item>
		<item>
		<title>Apalavrado 2</title>
		<link>http://quartaparede.wordpress.com/2009/12/08/apalavrado-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 11:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>

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		<description><![CDATA[Num Dia QualquerUm homem só de trinta e muitos anos conta a (a)normalidade dos seus dias.Foi num dia qualquer que algo lhe foi revelado e que fez com aja, veja e observe de uma forma peculiar.Até que, finalmente, chega o momento por que esperava.
Ficha artísticaAutor: Luís MestreEncenação e cenografia: Renata PortasIntérprete: Pedro Jorge RibeiroComposição: Joaquim [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=917&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><b>Num Dia Qualquer</b><br />Um homem só de trinta e muitos anos conta a (a)normalidade dos seus dias.<br />Foi num dia qualquer que algo lhe foi revelado e que fez com aja, veja e observe de uma forma peculiar.<br />Até que, finalmente, chega o momento por que esperava.</p>
<p>Ficha artística<br />Autor: Luís Mestre<br />Encenação e cenografia: Renata Portas<br />Intérprete: Pedro Jorge Ribeiro<br />Composição: Joaquim Pavão<br />Desenho de luz e operação: Rui Dias</p>
<p><b>Contos kafkianos</b><br />A partir da obra de Franz Kafka<br />Inspirado na obra pictórica de Magritte, no surrealismo, na biografia de Kafka, utilizamos os contos do autor, textos na sua maioria desconhecidos mesmo entre os que seguem a sua obra, para explorar o espaço como depositário de memórias, o actor como corpo falante, e os duplos do actor (a máscara e o manequim) numa curta viagem teatral; prosseguindo o carácter laboratorial do Apalavrado para dar voz aos contos e às (in) finitas possibilidades cénicas do mesmo.</p>
<p>Ficha artística<br />Autor: Franz Kafka<br />Encenação e dramaturgia: Renata Portas<br />Intérpretes: Olinda Favas, Renata Portas, Xana Miranda<br />Construção de máscaras e adereços: Xana Miranda<br />Desenho de luz e operação: Rui Dias<br /><!-- more --><br />Fotografia de cena: Tânia Pinto e José Nogueira<br />Grafismo: Pedro Cunha<br />Produção: Patrícia Vaz/ Renata Portas<br />Apoios: Panmixia, Cace Cultural, Iefp, Tnsj, MC, ArtImagem, Câmara da Maia, Quinta da<br />Caverneira, Fnac, Esmae/Ipp<br />Espectáculos: dias 10 a 13 no Cace Cultural</p>
<p>17,18,19 na Quinta da Caverneira ( Maia), 21h30<br />Preço do bilhete: 7,5 euros (normal) / 5,0 euros (com desconto)<br />Reservas e informações: 960209730 / projecto.apalavrado@gmail.com<br /><a target="_blank" href="http://www.projectoapalavrado.wordpress.com">www.projectoapalavrado.wordpress.com</a></p>
<p><b>Actividades Paralelas</b><br />Conversa com Luís Mestre, no Cace Cultural, após o espectáculo; cerca das 23h, no dia 11 de<br />Dezembro (sala da Panmixia).</p>
<p>Excerto de <i>Num Dia Qualquer</i> – apresentação na Fnac do Mar Shopping, às 17h seguida de conversa com a equipa e Luís Mestre.</p>
<p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=94258892-0749-896e-9a98-c13aee673492" /></div>
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		<title>Em Cena: Otelo, de William Shakespeare</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 11:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;As nossas viagem ainda são as de Ulisses, os nossos trabalhos ainda são os de Hércules” diz George Steiner afirmando que só regresso às origens &#8211; aos clássicos e à sua força canónica, permite o novo e alimenta a nossa necessidade permanente de originalidade.&#160;Com a produção de Otelo, de W. Shakespeare, a ACE/Teatro do Bolhão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=915&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img style="max-width:800px;" src="https://www.oern.pt/imagens/noticias/otelo1.jpg.jpg" height="230" width="408" /></p>
<p><i>&#8220;As nossas viagem ainda são as de Ulisses, os nossos trabalhos ainda são os de Hércules” diz George Steiner afirmando que só regresso às origens &#8211; aos clássicos e à sua força canónica, permite o novo e alimenta a nossa necessidade permanente de originalidade.<br /></i><br />&nbsp;Com a produção de Otelo, de W. Shakespeare, a ACE/Teatro do Bolhão regressa a uma das suas linhas nucleares de programação: a revisitação dos textos e dos autores mais emblemáticos da dramaturgia universal. O ciclo que propomos não é, evidentemente, literário mas teatral; no entanto constrói-se a partir de clássicos, essas raras obras que permanecem no Tempo, que nunca são esgotáveis, que cada geração tem necessidade de re-olhar e de tentar a sua leitura sempre incompleta. Pois, ao contrário da obra vulgar, o clássico não se deixa domesticar pela descodificação &#8211; “ o clássico é a obra significativa que nos lê”, diz Steiner de novo.<br />&nbsp;<br />Trabalhando fundamentalmente em Tóquio e Milão, Kuniaki Ida afirmou-se profissionalmente, ao longo dos últimos 30 anos, como director de teatro e ópera sendo reconhecido pelo seu percurso artístico sincrético pautado pela multiplicidade de identidades e referências. Parceiro fundamental do projecto, Kuniaki Ida dirigiu duas produções emblemáticas da companhia: A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de B. Brecht, espectáculo inaugural da ACE/ Teatro do Bolhão, em 2003, co-produzido pelo TNSJ e D.Juan, de Molière, em 2005, espectáculo que representou Portugal no Festival Internacional de Teatro de Lisboa (MITE06) no Teatro Nacional D. Maria II.<br /> <!-- more --><br />Até 20 de Dezembro<br />Tradução: Manuel Resende<br />Encenação: Kuniaki Ida<br />Com: António Capelo, João Paulo Costa, Rita Lello, António Júlio, Ângela Marques, João Melo, Rute Miranda, Fernando Soares, José Moreira, Jorge Loureiro, Pedro Fiúza, Elóy Monteiro.</p>
<p>Auditório <a target="_blank" href="http://teatrodobolhao.blogspot.com">ACE Teatro do Bolhão</a><br />Pr. Coronel PAcheco, n.º 1</p>
<p>Informações/reservas: 222089007</p>
<p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=25392976-1eb6-84c2-80ca-8a64c18c8b07" /></div>
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		<title>Em Cena: Otelo, de William Shakespeare</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 11:20:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>

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&#8220;As nossas viagem ainda são as de Ulisses, os nossos trabalhos ainda são os de Hércules” diz George Steiner afirmando que só regresso às origens &#8211; aos clássicos e à sua força canónica, permite o novo e alimenta a nossa necessidade permanente de originalidade.&#160;Com a produção de Otelo, de W. Shakespeare, a ACE/Teatro do Bolhão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=913&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img style="max-width:800px;" src="https://www.oern.pt/imagens/noticias/otelo1.jpg.jpg" height="230" width="408" /></p>
<p><i>&#8220;As nossas viagem ainda são as de Ulisses, os nossos trabalhos ainda são os de Hércules” diz George Steiner afirmando que só regresso às origens &#8211; aos clássicos e à sua força canónica, permite o novo e alimenta a nossa necessidade permanente de originalidade.<br /></i><br />&nbsp;Com a produção de Otelo, de W. Shakespeare, a ACE/Teatro do Bolhão regressa a uma das suas linhas nucleares de programação: a revisitação dos textos e dos autores mais emblemáticos da dramaturgia universal. O ciclo que propomos não é, evidentemente, literário mas teatral; no entanto constrói-se a partir de clássicos, essas raras obras que permanecem no Tempo, que nunca são esgotáveis, que cada geração tem necessidade de re-olhar e de tentar a sua leitura sempre incompleta. Pois, ao contrário da obra vulgar, o clássico não se deixa domesticar pela descodificação &#8211; “ o clássico é a obra significativa que nos lê”, diz Steiner de novo.<br />&nbsp;<br />Trabalhando fundamentalmente em Tóquio e Milão, Kuniaki Ida afirmou-se profissionalmente, ao longo dos últimos 30 anos, como director de teatro e ópera sendo reconhecido pelo seu percurso artístico sincrético pautado pela multiplicidade de identidades e referências. Parceiro fundamental do projecto, Kuniaki Ida dirigiu duas produções emblemáticas da companhia: A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de B. Brecht, espectáculo inaugural da ACE/ Teatro do Bolhão, em 2003, co-produzido pelo TNSJ e D.Juan, de Molière, em 2005, espectáculo que representou Portugal no Festival Internacional de Teatro de Lisboa (MITE06) no Teatro Nacional D. Maria II.<br /> <!-- more --><br />Até 20 de Dezembro<br />Tradução: Manuel Resende<br />Encenação: Kuniaki Ida<br />Com: António Capelo, João Paulo Costa, Rita Lello, António Júlio, Ângela Marques, João Melo, Rute Miranda, Fernando Soares, José Moreira, Jorge Loureiro, Pedro Fiúza, Elóy Monteiro.</p>
<p>Auditório ACE TEatro do Bolhão<br />Pr. Coronel PAcheco, n.º 1</p>
<p>Informações/reservas: 222089007</p>
<p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=2155401f-83da-8739-8552-e6e43531e23e" /></div>
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	</item>
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		<title>Jardim Zoológico de Cristal, de Tennessee Williams</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 09:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Companhia]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>

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		<description><![CDATA[
Jardim Zoológico de Cristal é uma peça-memória: toda a acção é despoletada pelas evocações de um narrador, Tom Wingfield, também ele personagem da peça. Tom é um poeta aspirante, que trabalha num armazém de sapatos para sustentar a família: Amanda, sua mãe, e Laura, sua irmã. O pai, funcionário da companhia dos telefones, desapareceu há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=889&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div align="center"><i><b><img style="max-width:800px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Na703iIv3uE/StSP-BhH0gI/AAAAAAAAAIw/w1v5u_74a18/s320/138.jpg" /></b></i><br /><i><b><br /></b></i>
<div align="left"><i><b>Jardim Zoológico de Cristal</b> é uma peça-memória: toda a acção é despoletada pelas evocações de um narrador, Tom Wingfield, também ele personagem da peça. Tom é um poeta aspirante, que trabalha num armazém de sapatos para sustentar a família: Amanda, sua mãe, e Laura, sua irmã. O pai, funcionário da companhia dos telefones, desapareceu há anos e, à excepção de um breve postal, nada mais se soube dele desde então.</i></div>
</div>
<p><i><br />Amanda, nascida numa família bem do Sul, presenteia regularmente os filhos com histórias da sua juventude idílica e das dezenas de pretendentes que então a cortejavam. Vive angustiada pelo defeito físico da sua filha Laura e pela sua incorrigível timidez, que a mantêm afastada do mundo e dedicada exclusivamente à sua colecção de animais de cristal. Para lhe garantir um futuro, inscreve-a numa Escola Comercial, unicamente para vir a descobrir que a incapacidade relacional da filha a levou a abandonar as aulas para vaguear sozinha pela cidade. Perante o insucesso escolar e profissional da filha, Amanda decide que o casamento é a única solução.</p>
<p>Tom odeia o seu trabalho no armazém, refugia-se na bebida (repetindo os passos do pai ausente), no cinema (espécie de álibi para todas as suas ausências) e na literatura, para desgosto da sua mãe. Depois de um dos frequentes momentos de discussão entre os dois, Tom cede aos pedidos insistentes da mãe e convida para jantar um seu colega de trabalho, com o objectivo de o aproximar de Laura.</p>
<p>E assim entre Jim O’Connor, um ‘rapaz normal’, confiante no futuro, psicólogo empírico, que descobre rapidamente a natureza de Laura e não consegue evitar jogar com ela o jogo da sedução, concretizando aparentemente os desejos de Amanda e abrindo finalmente o coração de Laura. Porém, como diz Amanda, «as coisas têm uma tendência para correr tão mal» …<br /></i>    <br />Depois de “Platonov”, de Anton Tchekov, espectáculo que mereceu uma Menção Especial da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, o Prémio de Melhor Espectáculo do Guia dos Teatros e a designação pelo jornal Público como “Melhor Espectáculo” de 2008, Nuno Cardoso leva agora à cena a peça “Jardim Zoológico de Cristal”, de Tennessee Williams.</p>
<p>De 3 a 13 de Dezembro no <a target="_blank" href="http://estudio0.blogspot.com/2009/10/jardim-zoologico-de-cristal.html">Estúdio Zero</a><br /> às 21h30<br /> M/12<span id="more-889"></span></p>
<p>Tradução: Fernando Villas Boas<br />Encenação: Nuno Cardoso<br />Assistência de encenação Vítor Hugo Pontes<br />Cenografia: Fernando Ribeiro<br />Figurinos: StoryTailors<br />Desenho de luz: José Álvaro Correia<br />Sonoplastia: Luís Aly<br />Elenco: Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo, Romeu Costa<br />Voz e elocução: João Henriques<br />Maquilhagem: Marla Santos<br />Vídeo: Nuno Beira<br />Web: João Beira<br />Comunicação: Filipa Sampaio<br />Design gráfico: João Faria<br />Direcção de produção: Mauro Rodrigues<br />Gestão: José Luís Ferreira</p>
<p>uma produção Ao Cabo Teatro em co-produção com Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Aveirense, Theatro Circo de Braga, As Boas Raparigas… (Porto)</p>
<p>Estúdio Zero &#8211; Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)<br />INFORMAÇÕES E RESERVAS<br />225 373 265<br />asboasraparigas@gmail.com<br />estudio0.blogspot.com</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=51b92094-4be0-8fb1-8972-72c0df36bdb0" /></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/quartaparede.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/quartaparede.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/quartaparede.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/quartaparede.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/quartaparede.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/quartaparede.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/quartaparede.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/quartaparede.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/quartaparede.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/quartaparede.wordpress.com/889/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=889&subd=quartaparede&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A doença pode ser arte?</title>
		<link>http://quartaparede.wordpress.com/2009/11/26/a-doenca-pode-ser-arte/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 12:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Peculiar]]></category>
		<category><![CDATA[Recortes]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Rita Marcalo quer sofrer um ataque de epilepsia em palco. É arte? É ético? Os críticos estão divididosRita Marcalo, uma coreógrafa e performer portuguesa radicada no Reino Unido &#8211; dirige a companhia Instant Dissidence, em Leeds -, tenciona sofrer um ataque de epilepsia em palco. O espectáculo, agendado para Dezembro, no teatro Bradford Playhouse, está [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=911&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><b>Rita Marcalo quer sofrer um ataque de epilepsia em palco. É arte? É ético? Os críticos estão divididos</b><br />Rita Marcalo, uma coreógrafa e performer portuguesa radicada no Reino Unido &#8211; dirige a companhia Instant Dissidence, em Leeds -, tenciona sofrer um ataque de epilepsia em palco. O espectáculo, agendado para Dezembro, no teatro Bradford Playhouse, está a provocar polémica, quer da parte de associações de apoio a epilépticos &#8211; que alertam para os riscos de um ataque induzido e duvidam da eficácia desta performance enquanto meio de sensibilizar a opinião pública para a doença -, mas também de artistas e críticos, que discutem a própria pertinência estética do projecto.<br /><!-- more --><br />Marcalo explicou que já suspendeu a medicação e que recorrerá a vários métodos para induzir um ataque quando estiver em cena, como ingerir álcool, fumar, privar-se de sono, jejuar e olhar fixamente para luzes estroboscópicas.</p>
<p>A artista ironiza com a controvérsia que está a gerar, lembrando que a Internet está cheia de vídeos de ataques de epilepsia, filmados com telemóveis sem o consentimento das vítimas, pelo que lhe parece singular que se esteja agora a contestar um caso em que é o doente que voluntariamente se expõe. Está previsto, aliás, que o início do eventual ataque em palco seja assinalado pelo toque de um alarme, convidando o público a usar os telemóveis para gravar as convulsões.</p>
<p>&#8220;A minha intenção é chamar a atenção para a epilepsia, tornando-a visível&#8221;, diz Marcalo, citada pela imprensa inglesa, acrescentando que o fará &#8220;numa perspectiva artística&#8221;.</p>
<p>O crítico de dança Tiago Bartolomeu Costa usa as próprias declarações da artista para contestar a natureza artística do projecto. &#8220;Do ponto de vista artístico, tudo cai por terra quando Rita Marcalo diz que o seu objectivo principal é, sendo epiléptica, chamar a atenção para a doença&#8221;, afirma. &#8220;O objectivo dela não é artístico, é social&#8221;, afirma, sublinhando que é isto que &#8220;distingue de forma muito clara&#8221; este projecto de outros que são &#8220;eminentemente artísticos&#8221;, como &#8220;as famosas cirurgias-performances da artista francesa Orlan&#8221; ou a performanceSleep Deprivation, na qual Marina Abramovic ficava &#8220;várias horas acordada numa galeria tentando perceber como é que o seu corpo reagia a isso&#8221;.</p>
<p>Gil Mendo, programador de dança da Culturgest e professor da Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa, prefere não comentar um espectáculo que não conhece, mas adianta que não tem &#8220;uma posição moralista&#8221;, que respeita &#8220;a liberdade dos artistas&#8221; e que não põe &#8220;a questão de saber se é arte ou não é arte&#8221;. Admite que até pode haver alguma coisa que o &#8220;choque do ponto de vista ético&#8221;, mas precisa que só o saberá quando vir o espectáculo.</p>
<p>No Reino Unido, muito dos intervenientes na polémica estão a recuperar o alegado precedente do coreógrafo Bill T. Jones, que em 1994 encenou e interpretou Still/Here, uma peça em que aborda o sofrimento causado pela sida, de que ele próprio sofria. O rosto da contestação a Jones foi, na época, a crítica nova-iorquina Arlene Crosse, que argumentou que um artista, ao utilizar a sua doença, assegura inevitavelmente a compaixão do público e coloca-se ao abrigo da crítica. Gil Mendo discorda: &#8220;O que Bill T. Jones fez foi tratar um tema pertinente, não foi nenhum apelo à piedade.&#8221; Sendo possível questionar o projecto de Marcalo no plano ético, já discutir se se trata ou não de arte é, provavelmente, um debate sem saída. Mas que nem por isso deixará de se travar, como as próximas semanas, até à estreia do espectáculo, decerto confirmarão. com I.C.<br /><a target="_blank" href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/25-11-2009/a-doenca-pode-ser-arte-18284962.htm">Público</a></p>
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		<title>A História de uma Estória</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 12:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Associação]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>

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A matéria prima sobre a qual o escritor trabalha são as pessoas, a vida &#8211; os seus dramas, a sua beleza, as suas estórias. Uma escritora tem motivos para estar feliz quando escreve uma boa estória. Mas, se essa estória é inspirada num casal de amigos que não gostam da ideia, mesmo achando ela que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quartaparede.wordpress.com&blog=273906&post=909&subd=quartaparede&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div align="center"><img style="max-width:800px;" src="http://www.panmixia.org/media/uploads/highlights/-200907-31-produtos-25-776525-b5n4bpam.0dh_grande.jpg" /></p>
</div>
<p><i>A matéria prima sobre a qual o escritor trabalha são as pessoas, a vida &#8211; os seus dramas, a sua beleza, as suas estórias. Uma escritora tem motivos para estar feliz quando escreve uma boa estória. Mas, se essa estória é inspirada num casal de amigos que não gostam da ideia, mesmo achando ela que dissimulou bem as identidades dos seus modelos, surge o conflito, a ameaça do Tribunal, o fim de uma amizade. Que fazer? Desistir de uma boa estória? Deixar a guerra rebentar &#8211; a guerra que tanta coisa vai obrigar a mudar?</i></p>
<p>Trata-se de um espectáculo que aborda questões levantadas pela privacidade, como a de saber até que ponto pode alguém inspirar-se na vida privada de outra pessoa para criar a sua obra, saber se isto é arte ou uma forma de furto? A peça aborda estas questões pelo seu lado absurdo, o conflito era desnecessário, como o são a maior parte dos conflitos. </p>
<p>Até 6 de Dezembro<br />De terça a domingo, 22h00<br />Garagem da <a target="_blank" href="http://www.panmixia.org/">Panmixia</a> &#8211; Cace Cultural do Porto<br />Texto e Encenação: José Geraldo<br />Cenografia: José Carretas<br />Música Original: Les Saint Armand<br />Figurinos: Margarida Wellenkamp<br />Elenco: Actores &#8211; Ana Margarida Carvalho, Linda Rodrigues e Rui Queirós de Matos <br />Músicos &#8211; André Brito, André Teixeira, António Parra e Tiago Correia<br />Bilhetes 8€<br />Descontos 5€;<br />Grupos (superiores a 10 pessoas) 5€<br />CACE Cultural do Porto<br />Rua do Freixo, 1071<br />Estacionamento Privativo<br />Informações: 926260470 | 225180852</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=4d0bc19e-614e-870a-8283-df4c967be578" /></div>
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