Archive for Junho 2011
Apresentação do projeto do "CENA" – Sindicato dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual – no Porto
A apresentação do projeto do "CENA" – Sindicato dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual, terá lugar no Porto, segunda-feira, dia 4 de Julho, pelas 18h na ACE – Academia Contemporânea do Espetáculo, na Praceta Coronel Pacheco
Em Lisboa haverá uma reunião de trabalho para a organização do CENA e para dividir tarefas no domingo, 3 de Julho, pelas 18h, no Sindicato dos Músicos, na Av. D.Carlos I, n.º 72-2.º
Mais informação e preenchimento da ficha de pré-inscrição: www.intermitentes.org
Algumas medidas culturais do novo governo comentadas
Note-se, primeiro, que o Programa do Novo Governo dá grande relevo às políticas do livro e da leitura, apresentando no geral boas medidas, como o fomento das traduções e da promoção da leitura, o que não surpreende tendo em conta a pessoa que dirige a secretaria de Estado. Já o resto é mais problemático:
«- O Governo assume o objectivo de aprofundar a ligação do sector do cinema ao serviço público e privado de televisão. Ao mesmo tempo, o Governo reavaliará a execução e gestão do Fundo de Investimento para o Cinema e o Audiovisual.»
E como coadunar inovação artística com o desejo das televisões em obterem conteúdos baratos e popularuchos? Alguém já reparou na qualidade da maioria das produções de ficção para a TV?
«A fim de criar uma exigência de comunicação com o público e uma preocupação com a distribuição e exibição das obras cinematográficas, o Governo, através do Instituto do Cinema e do Audiovisual, irá ter em conta os resultados de bilheteira e número de espectadores obtidos pelos filmes anteriores dos produtores e realizadores candidatos a apoios.»
Aparentemente os produtores de “O Crime do Padre Amaro” têm financiamento garantido para o resto da vida. Já os mais internacionalmente reputados realizadores portugueses, como o Manoel de Oliveira e o Pedro Costa, talvez devam ponderar emigrar.
«Consciente de um desajustamento entre a quantidade de equipamentos culturais disponíveis e a sua sustentabilidade, a Secretaria de Estado da Cultura promoverá a elaboração de um Livro Branco da Cultura para as cinco Regiões-Plano do continente. Esse documento, em permanente construção, tem como objectivo reunir toda a informação disponível sobre a agenda cultural nacional.»
Aparentemente, a nova secretaria de Estado não faz ideia do que se passa no país em termos culturais. E provavelmente vai precisar de contratar mais funcionários para a cultura para o descobrir.
«O Governo vai restaurar a identidade cultural e o prestígio artístico dos Teatros Nacionais, debilitados por políticas erráticas, e definindo, com clareza e objectividade, contratos-programa para estas entidades.»
Aparentemente são os únicos teatros que existem em Portugal e também os únicos que são vítimas de políticas erráticas. That’s all folks. Não existem mais artes performativas e visuais em Portugal. Passemos agora ao património e às indústrias criativas, com que o novo executivo parece estar mais à vontade.
«Em coordenação entre vários sectores da Administração, e em colaboração com instituições internacionais, o Governo promoverá a classificação e preservação do património Português espalhado pelo mundo.»
Uma medida bondosa, à partida, mas de onde virá o dinheiro para preservar o infindável património português no mundo? E, já agora, como é que se vai lidar com as autoridades que têm hoje direitos sobre esse património?
«- Redação, com os restantes sectores envolvidos (Economia, Finanças, Segurança Social, Emprego, Educação e Ciência), de um Estatuto dos Profissionais das Artes, a completar no prazo de 270 dias;»
Uma boa medida, embora a noção de “Profissional das Artes” Seja tão ampla que me parece de difícil aplicação. Qual é a semelhança, em termos pragmáticos, da atividade profissional de um ator e um escultor?
«- Promover a proximidade e articulação entre os criadores e as indústrias de modo a potenciar o valor económico de projetos e talentos;»
Aparentemente uma boa medida, mas que me levanta a questão: concretamente, que indústrias criativas sólidas é que existem em Portugal?
«- Apoiar a criação de gabinetes empresariais vocacionados para a gestão de entidades culturais independentes;»
Uma medida alarmante e contraditória. Se as entidades culturais são “independentes”, como é que podem continuar a sê-lo sob a gestão de um “gabinete empresarial”? Sabendo que as entidades culturais portuguesas, regra geral, têm margens de lucro mínimas, como é que podem sustentar “gabinetes empresariais” para as gerirem? E, finalmente, que tipo de “cultura independente” é que se pretende promover, para a colocar sob a alçada de “gabinetes empresariais”?
De notar ainda, que não há qualquer menção ao aumento, ou mesmo manutenção do orçamento para a secretaria de Estado da Cultura, e muito menos ao programa Guimarães 2012.
Mostra Anual de Dramaturgia 2011

Terminada a Evocação do 30º aniversário do “Fazer a Festa”, em que as ruas da cidade se transformaram num grande palco, o Teatro Art’ Imagem organiza, nos próximos dias 18 e 19 de Junho (sábado e domingo), a MAD ’11 – “Mostra Anual de Dramaturgia- Leituras Encenadas” que decorrerá no bar Galerias de Paris, à Rua da Galeria de Paris, n.º 56, com os seguintes horários:
Sábado, dia 18 de Junho, com início às 23h59 e Domingo, dia 19 Junho, com início às 17:59. A entrada é livre.
Esta 3ª edição da MAD – “Mostra Anual de Dramaturgia – Leituras Encenadas”, é subordinada ao tema
“OUTRO PAÍS, OUTRA CIDADE, OUTRO TEMPO”.
Os textos inéditos que compõem a primeira sessão da MAD’11, sábado, 18, às 23h59, são
«Je Ne Sais Quoi», de Pedro Marques; «Portugal Tourism», de Jorge Palinhos; «O Coach», de Sandra Pinheiro; e «À Portuguesa», de Fernando Moreira.
Na segunda sessão da MAD’11, domingo, 19, às 17h59, serão lidos de novo os textos da primeira sessão e apresentados outros das oficinas de escrita teatral da ESMAE e da ESAP, escritos por alunos dos cursos de teatro destas escolas a partir da série de fotografia «Porto Interior», de Inês d’Orey.
A Direcção das Leituras é da responsabilidade de Jorge Louraço Figueira.
Recorde-se que o MAD, que teve o seu início em 2009, pretende ser um fórum teatral, especialmente dedicado à divulgação de novos textos dramáticos portugueses, respondendo, ao interesse do público por obras originais; ao interesse dos criadores em explorar novos textos com vista à sua eventual encenação; e promovendo o encontro e debate entre dramaturgos, encenadores, tradutores, críticos, estudantes, artistas de teatro em geral e públicos interessados. A coordenação desta iniciativa é do dramaturgo e crítico de teatro Jorge Louraço Figueira e do director artístico do Teatro Art’ Imagem, José Leitão.
Começa hoje a Evocação do Fazer a Festa
Leitura: "Terror e miséria no Terceiro Reich" de Bertolt Brecht.
Tomando como pretexto a estreia de “A Pedra” de Marius von Mayenburg , produção de As Boas Raparigas…, encenada por Cristina Carvalhal, em 6 de Julho, o Novo Grémio do Porto apresenta em Junho um ciclo de dramaturgias teatrais em torno da temática de “A Pedra”; de que forma é que para cada um de nós a identidade se molda e a importância que as raízes culturais e geográficas têm na construção do individuo e ao longo das gerações.
Procuraremos descobrir relações entre diversas peças que abordem este período histórico – a Alemanha Nazi antes da guerra, durante e no pós-guerra – e que tenham na sua reflexão estas questões: as consequências de se ser alemão ou de se ser judeu neste período, a reformulação de uma identidade, a posse, o estatuto social, a memória – a relevância contemporânea de conflitos exemplares na história recente da Alemanha.
Estas dramaturgias serão alvo de leitura e discussão em Junho, todas as terças-feiras às 21h no Estúdio Zero. Na continuação do carácter informal com que o Grémio tem vindo a fazer as suas leituras no Mosteiro, convidam-se todos os interessados a participar quer na discussão quer na própria leitura dos textos, de modo a podermos assim refletir em conjunto sobre estes diversos temas que talvez não se detenham nessa época…
A entrada será de 1 euro e mais uma vez se convida a que tragam comes e bebes
Novo Grémio do Porto
Contactos:
Daniel Macedo Pinto – 917084301
Estudio Zero – 225373265
Estúdio Zero – Rua do Heroísmo nº 86 (Junto ao metro do Heroísmo) – Porto.
