Emilia Galotti – crítica de Jorge Louraço Figueira
A força do desejo e o desejo da força
Emilia Galotti
De G. E. Lessing. Enc. de Nuno M. Cardoso. O Cão Danado / TNSJPORTO, TeCA, 28 de Outubro, 21h30
O repertório do TNSJ e, em particular, das encenações de Nuno M. Cardoso poderia ser apelidado de teatro alemão de expressão portuguesa. Esta tendência para as grandes obras da dramaturgia germânica corresponde, no fundo, ao desejo de criação de um público europeu e cosmopolita no Porto. Isto é, um teatro feito por europeus, para europeus, sobre europeus. Quem dera. Emilia Galottié um passo nesse sentido.
(mais…)
XATA – PROJECTO DE POESIA TEATRAL
XaTa pretende mostrar que a poesia não é chata através de uma mostra poética intensa e com sentido de humor, levada a cabo em espaços de café-concerto e outros espaços não convencionais.
Este projecto da Tenda de Saias é um work in progress, vai estar sempre em alteração. Apresentando textos que vão desde a poesia clássica à poesia popular, prosa poética, poesia infantil, trava-línguas, almanaque do Porto, entre outros poemas e textos.
Tertúlia Castelense
Entrada – 5
Início previsto – 23h
Quarta dos Contos com Carles Garcia
No dia 28 de Outubro, o narrador Carles Garcia é o convidado da Contos da Carochinha para a Quarta dos Contos, na Tertúlia Castelense.
Narrador por tradição familiar. Carles Garcia descende de uma larga tradição de Buhoneros (bufarinheiros), sendo neto do último destes, trazendo consigo histórias carregadas de ironia e sabedoria tradicional.
www.quartadoscontos.blogspot.com
Entrada – 4 euros
Início previsto – 22h30
A Velha Avarenta, da Dois Pontos
Era uma vez… Era uma vez uma velha… Era uma vez uma velha avarenta… (Tão avarenta, tão avarenta que queria ter tudo e achava que, ao dar uma cebola velha a uma velha pobre, se livrava do inferno…) A sua grande preocupação era ver se tinha tudo para ter o prazer de dizer: É TUDO MEU!!! Um dia a velha percebeu que tinha coisas(!)… Tinha muitas coisas, mas estava sozinha…
Inspirado no texto A Cebola da Velha Avarenta (uma pequena, deliciosa e quase desconhecida história da Sophia de Mello Breyner Andresen) este espectáculo é um momento inesquecível onde o teatro, a dança, os objectos e a voz se unem para deleite dos mais pequeninos…
Dois Pontos Associação Cultural
m/ 4 ANOS
11 a 25 de NOVEMBRO
2.ª a 6.ª às 11h00 e às 14h30
SÁB e DOM às 16h00
reservadebilhetes@gmail.com
919 526 789 – 226 063 000
Teatro do Campo Alegre – Rua das Estrelas
(as sessões de 2ª a 6ª feira destinam-se a público escolar e é obrigatória a reserva antecipada)

Ratos e Borboletas na Barriga, de Paulinho Oliveira
Ratos e Borboletas na Barriga conta a história de amor entre dois adolescentes de diferentes cores e diferentes estratos socais. Se, com o aparecimento do primeiro amor já cada uma das personagens se depara com essa estranha sensação de ratos e borboletas a crescerem nas entranhas, imagine-se a quantidade de provações que estes dois jovens vão ter de ultrapassar quando se depararem com muitas das ideias feitas, resultantes da diferença da cor da pele e das escalas socioculturais. Por outras palavras, um questionamento das problemáticas ligadas à miscigenação e ao interculturalismo.
Apalavrado
Portugal é assim como um brinquedo, coisa que distrai e faz rir e chorar, um brinquedo que chega tarde e que demora a funcionar. Para mim é tarde Portugal, é tarde esperar de ti mais que inveja e despeito, bota a baixo e oportunismo; é tarde Portugal para ser tarde e a noite te dar alguma inspiração. Desembarcam milhões enquanto aguardo que adormeças. E se Portugal desaparecesse nessa fúria de desembarcar, se a gente toda se fundisse num jeito aflito de amar? Amar sem pátria, amar sem nome, ir mais além, dizer numa língua de bebé: fica bem, fica bem, fica bem!
Dizem que cometi um atentado ao património: que grafitei os Jerónimos, que inquiri a Inquisição, que misturei fascismo e comunismo como quem bebe um panaché, que fiquei assim olé, olé (!) sem tourada, sem fado, nem futebol, meio ao léu, ali para o Meco, sem piriléu (!) imaginem, sem vergonha, sem estilo nem clique, nem pobre, nem chique. Dizemque cometi um atentado ao património e foi um pandemónio de flashes e atenção! Fiquei confuso, joguei difuso, mergulhei obtuso e afinal era só areia, só lençol e mesa-de-cabeceira. Tenho um galo aqui para o provar (aponta testa)! Cocorocó todas as manhãs! Suavemente piso o chão: não me digas não, não me digas não!
Cobre o meu corpo, enfim, desse agasalho, meu bebe grisalho que me ouves e te espantas. Suavemente vê-me, de perfil e de frente, numa avaliação criminal põe-me algemas por este crime, por esta espécie de embirração com a facilidade e a tradição. Faz-me o mar com um til e deixa-me mergulhar nesse colo de ondas, atrai-me a essa luz que é o teu rosto que se ilumina sem tosse, nem vacina. Deixa-me ficar a teu lado enquanto me puxas os cabelos com mãozinhas de veludo. És doce e peitudo, Phelps[de encomenda, herói sem emenda, neste veio que sangra. Manga, manga (!), à sobremesa. Deixa-me ser vassalo a teu lado.
Se Deus se esqueceu de nós que não se esqueça de ti, se Deus nos abandonou que não te abandone, se Deus não tem piedade que a tenha de ti, se Deus não existe, existe tu por ele para que nada de mal te aconteça.
excerto de O Homem Que Embala O Carrinho de Bebé , de Carlos J. Pessoa
Apalavrado é um projecto artístico que reúne escritores, actores e músicos em torno da palavra e, em particular, do género literário do conto, dividido em quatro momentos.
Quatro autores criam contos inéditos ,que serão estreados em Outubro , Dezembro , Fevereiro e Abril.
Cada espectáculo reúne dois textos , um original e um clássico.
Apalavrado 1 apresenta um conto inédito de Carlos J. Pessoa ” O Homem Que Embala O Carrinho de Bebé” e ” Resumo” de Virginia Woolf, dois monólogos.
Apresentações
FNAC NorteShopping – 23 de Outubro , pelas 22h
FNAC St.ª Catarina – 24 de Outubro, às 17h30
FNAC MarShopping – 24 de Outubro, 22h
FNAC GaiaShopping – 25 de Outubro, às 17h
Espectáculos
29-31 de Outubro – Quinta da Caverneira, Maia
5-8 de Novembro – Fábrica da Rua da Alegria
21h30h
duração aproximada: 1h (mais…)
Muna, pela Visões Úteis
Muna é um projecto que partindo de uma mesma concepção dramatúrgica, plástica e sonora dá origem a dois espectáculos: um apresentado de dia e outro apresentado de noite, Muna para a infância e Muna para adultos. Exploramos aquele momento entre o sonho e o acordar, em que realidade e ficção se unem. O mundo fantástico que adultos e crianças partilham mas percepcionam de modos diferentes. Todos os meios ao serviço do espectáculo (texto, som, luz, cenografia, figurinos, interpretação) se desdobram em duas versões de uma mesma experiência.
Nas duas versões de espectáculo que criámos exploramos as reacções a Muna em idades diferentes. No que têm de comum e naquilo em que se distinguem: o medo, o desejo, a entrega ao mergulho, a fuga, a necessidade de domínio, a procura de um porto de abrigo… É esta ambiguidade, esta falta de limite claro, que nos fascina e que encontrámos traduzida no poema "O Rei dos Elfos" de Goethe e no universo do ilustrador Júlio Vanzeler.
Concentração em frente ao Teatro Sá da Bandeira
9 de Outubro pelas 18h30
O Teatro Sá da Bandeira, fundado em 1855 e reestruturado em 1877 mantendo ainda os traços arquitectónicos dessa época, é uma das salas mais emblemáticas e históricas do Porto. Nela tiveram lugar as primeiras apresentações de cinema em Portugal e por ela passou toda a história do Teatro português tendo aí actuado desde Sarah Bernhardt a Amália, passando por Palmira Bastos, Vasco Santana, António Silva, Beatriz Costa, Laura Alves, Raul Solnado ou Eunice Munõz. Ao longo da sua ilustre história esta sala foi palco de grandes acontecimentos e nela tiveram lugar todo o tipo de espectáculos (Teatro; Cinema; Circo; Musicais, Ópera, Operetas; Revista; Concertos de Música clássica,Pop e Rock; Fado, etc.)
A empresa detentora do imóvel colocou-o à venda por 5,5 milhões de euros, não sendo obrigado o futuro proprietário a manter a mesma actividade. Surgiram entretanto vários interessados, entre os quais uma empresa que pretende transformá-lo num hotel.
O poder político local tem demonstrado negligência e comportamento danoso no decorrer de todo este processo, revelando total desprezo pela cultura e pelo futuro de um dos espaços emblemáticos da cidade nada tendo feito para impedir o seu desaparecimento! É urgente assegurar a classificação do interior do edifício e intervir contra um (mais um) crime patrimonial que se encontra prestes a acontecer!
Norma, pelos Palmilha Dentada
Inteiramente falada nas línguas da época, Aramaico, Hebraico e Mirandês, decorrerá entre as águas separadas do Rio Douro. Esta é uma peça sobre o aumento do cepticismo na sociedade actual.
Jesus Cristo disse: “Abençoados os que crêem sem ver”. Respeitamos! Mas venham ver na mesma.
Na Sala-estúdio Teatro Latino de 8 de Outubro a 15 de Novembro pelas 21h46.
Colóquio internacional de teatro no Porto
COLÓQUIO INTERNACIONAL «Tradição e vanguardas: cenas de uma conversa inacabada»
A 9 e 10 de Outubro de 2009, na Faculdade de Letras do Porto.
Conferências do 1.ºdia
9h15m – Awam Ampka (Univ. Nova Iorque) – Conflicting Temporalities and the Crisis of Postcolonial Representations Examples from Europe and Africa
10h – Florence Filippi (Univ. de Paris X-Nanterre) – Révolution ou Restauration: l`exemple de François-Joseph Talma (1763-1826), entre avant-garde et tradition théâtrales
10h45m – José Maria Costa Macedo (Univ. do Porto) – Morte e Ressurreição em Filosofia
11h15m – João Mendes Ribeiro (Univ. de Coimbra) – Artesanal e sofisticação
11h45m – Álvaro Laborinho Lúcio – De Costas Para A Frente
14h45m – José Virgílio Pereira (Univ. do Porto) – Estado, alojamento e a «questão social» na cidade do Porto ( 1956-2006): uma análise sobre a formação de doxas, de ortodoxia e de efeitos de allodoxia na (re)produção das intervenções estatais sobre a habitação
15h15m – Cândido Agra (Univ. Porto) – Formas de Saber e Método Arqueológico
16h45m – Jorge Croce Rivera (Univ. Évora) – Efemeridade e Permanência no pensamento estético japonês
17h15m – José Capela (Univ. Minho) – A tradição é uma coisa na qual, às vezes, não se deve pensar
17h45m – Carlos Pimenta (encenador) – O novo e a tentação da novidade
19h – João Soares (Univ. Évora) – Um museu para conhecer e aprender o próprio lugar. A Outlook Tower de Patrick Geddes
19h30m – Samuel Guimarães (ESMAE-IPP) – A frivolidade das referências ou citações legitimadoras na criação artística contemporânea. Ou como institucionalizar as irreverências?
Conferências do 2.º dia
9h – Paulo Tunhas (Univ. do Porto) – Poética da Filosofia
9h30 – Armando Nascimento Rosa (ESTC-IPL) – Arcaica e Futura: A Dramaturgia de Natália Correia
10h – João Teixeira Lopes (Univ. Porto) – Depois dos modernos: espaços públicos no Porto e em São Paulo
10h30 – David Barros (Univ. Nova de Lisboa) – Da Sombra à Luz: Tradição e inovação na Nova Vaga do Cinema Japonês
11h45 – Jorge Deserto (Univ. do Porto) – Refazer os clássicos… ou desfazê-los?
12h15 – José Manuel Martins (Univ. Évora) Construir ainda na era da (sua) reprodutibilidade técnica: as «Cartas sobre o humanismo» de Steven Holl e Peter Zumthor
15h – Ricardo Pinho (estudante Univ. Porto), Dorota Spyrka (estudante Erasmus Univ. do Porto) – La Princesse de Clèves de Madame de La Fayette no cinema
15h30 – Nuno Pinto Ribeiro (Univ. Porto) – «Still harping on Shakespeare»: Script, performance, text, representation, or the evasive nature of theatre and drama in the age of cultural production
16h – Cristina Marinho (Univ. do Porto), Actores do Ensemble – O Avarento de Molière, segundo Rogério de Carvalho
17h15 – Clayton Sousa Guimarães (Univ. Évora) – O cinematógrafo dos sentidos: a verdade do mundo em movimento em L`Illusion Comique de Corneille
17h45 – Victor Merriman (Univ. de Liverpool) – Enabling Artefacts: Tradition, Modernity and Experience in Irish Theatre
