Quarta Parede


"Ser actor significa nada"

Publicado em Recortes por Jorge em Março 27, 2009

Dia Mundial do Teatro assinala-se esta sexta-feira. Seis profissionais, de diferentes gerações, dizem ao JN o que é exercer a actividade em Portugal

O Dia Mundial do Teatro, que esta sexta-feira se celebra, é motivo para se fazer a pergunta: "O que significa ser actor em Portugal?".
Seis profissionais de diferentes gerações responderam ao repto lançado pelo JN, desfiando um rosário de queixumes.

Apesar de a amostra ser demasiado pequena para se poder generalizar conclusões, é um facto que os nossos interlocutores olham para a arte com pessimismo. A falta de apoios e o carácter intermitente do exercício da profissão são realidades lembradas, ainda que nem sempre de forma explícita.

"Significa o mesmo que em qualquer parte do Mundo. A língua muda, mas as características são muito iguais. Acontece é que há países onde os actores talvez tenham de lutar menos", afirma Eunice Muñoz, 80 anos, actriz desde os cinco. No seu entender, é errado pensar-se "que em Portugal é tudo muito mau e que lá fora é tudo muito bom".

A actriz fundamenta tal convicção com exemplos que lhe chegam de países como Inglaterra, onde "há jovens actores a fazer tournées em que, praticamente de 15 em 15 dias, têm de representar uma nova peça". "Isso é trabalho precário, cheio de vícios", acrescenta.

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Teatro do Oprimido nas Prisões

Publicado em Debate por Jorge em Março 27, 2009

Projecção de filme sobre uma experiência brasileira.

Com comentários de Bárbara Santos, a coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, e Sofia Canário, Directora Adjunta do Estabelecimento Prisional do Porto, e moderação de Hugo Cruz, coordenador do Núcleo de Teatro do Oprimido do Porto.

27 de Março
21h30
Café-Concerto da ESMAE

Menina Olímpia e sua Criada Belarmina, de José Régio

Publicado em Evento por Jorge em Março 27, 2009

Passeia, às vezes, pelas ruas centrais do Porto, ao cair da tarde, uma estranha figura

Uma história tão delicada e tocante quanto próxima, passada na cidade do Porto. Neste Porto em que portas discretas escondem ilhas onde vive um mar de gente. Neste Porto burguês e conservador, popular e provinciano. Neste Porto antigo construído sobre granitos húmidos. Neste Porto de alienados, vadios e velhos sonhadores.

Texto: José Régio

Encenação e Interpretação Margarida Fernandes

Desenho de Luz: Romeu Guimarães e Filipe Ribeiro

27-29 de Março

21h30 (sexta e sábado) 16h30 (domingo)

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Dia Mundial do Teatro

Publicado em Homenagem por Jorge em Março 27, 2009

Mensagem do Dia Mundial do Teatro

Augusto Boal  
Todas as sociedades humanas são espectaculares no seu quotidiano, e produzem espectáculos em momentos especiais.  São  espectaculares como forma de organização social, e produzem espectáculos como este que vocês vieram ver.
Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro! 
Não só casamentos e funerais são espectáculos, mas também os rituais quotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro. 
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espectáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas  que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida quotidiana.
Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa – nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas  e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espectáculo, eu dizia aos meus atores: – “Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida”. 
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, géneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida. 
Assistam ao espectáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento – é forma de vida!  
Actores somos todos nós, e  cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!   
Instituto Internacional do Teatro

Solidários com o Art`Imagem

Publicado em Companhia, Recortes por Jorge em Março 24, 2009

(Via Plateia)

Terça-feira, 24 de Abril, pelas 10.00h, inicia-se no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, a audiência de julgamento da acção que o Teatro Art`Imagem moveu contra a Câmara Municipal do Porto.

Recordamos que a origem deste processo se prende com o cancelamento do apoio da autarquia ao Festival Fazer a Festa, motivado pela recusa do Teatro Art`Imagem em subscrever uma cláusula que o impedia de posteriormente criticar a Câmara Municipal.

Neste processo julga-se muito mais do que um apoio financeiro a um festival de teatro. Neste processo julga-se o direito à liberdade de expressão e os deveres da Administração num Estado de Direito. E claro, discute-se a ideia de cidade que queremos ter. E aquela que frontalmente e com coragem o Art`Imagem recusou.

Na Terça-feira somos todos do Art`Imagem.

“Tambores na noite”: Revolução em palco

Publicado em Instituição, Recortes por Jorge em Março 20, 2009

Estreia hoje no Porto a primeira encenação de Nuno Carinhas como director artístico do “São João”

“Tambores na noite”, a segunda peça do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, estreia esta sexta-feira no Teatro Nacional São João, no Porto, às 21.30 horas. A encenação é de Nuno Carinhas, sucessor de Ricardo Pais na direcção artística da casa.
Negando quaisquer “veleidades de novidade”, Nuno Carinhas entende que “ser director artístico não é assim uma coisa tão empolgante”. É, antes, “uma consequência de muitos anos de trabalho”. Palavras deixadas aos jornalistas aquando da apresentação de “Tambores na noite”, cuja estreia coincide com a chegada do encenador à direcção artística do Teatro Nacional São João (TNSJ), ainda que, para já, na condição de indigitado. (mais…)

Teatro na Televisão

Publicado em Recortes por Jorge em Março 20, 2009

Teatro regressa à RTP1 com custos reduzidos
Estação exibe uma peça por mês. Texto de Júlio Dinis marca o arranque

O Dia Mundial do Teatro, no próximo dia 27, marca o regresso das peças teatrais ao horário nobre da RTP1. O canal vai exibir dez obras produzidas para televisão. São textos pequenos, com 50 minutos de duração.

Era um regresso aguardado e prometido por José Fragoso quando chegou à direcção de Programas da RTP1. O teatro televisionado volta a ter um lugar de destaque na estação pública, ainda que em emissões mensais, em horário nobre: às 22 horas de sexta-feira.
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Os Que Sucedem, de Luís Mestre

Publicado em Companhia, Evento por Jorge em Março 12, 2009

Três jovens executam um assalto com contornos misteriosos. Acossados e feridos decidem esconder-se num espaço abandonado. É nessa noite que as relações entre eles são postas à prova e que as suas memórias mais profundas revelam as heranças familiares.

Os Que Sucedem é o segundo trabalho d’A TURMA, recentemente formada por jovens artistas das Artes do Espectáculo. O convite ao Luís Mestre surgiu da urgência da procura de um texto que nos fizesse querer fazer, que nos parecesse pertinente e que tocasse no que pretendemos abordar.
OS QUE SUCEDEM nasceu do trabalho de improvisação dos actores a partir das propostas lançadas pelo dramaturgo, propostas essas que alimentaram o texto, que o questionaram, que o transformaram, e que, finalmente, o definiram. Desenvolvemos um processo de trabalho que se alicerça na relação entre o encenador e as propostas dos actores, dando valor ao que se faz e porque se faz, à importância do acto criativo conjunto. Trabalhamos também a relação entre os actores e o público, quer seja no questionar de convenções quer na descoberta de mecanismos de transformação e construção cénica, que alterarão essa mesma relação. Queremos explorar a escrita para teatro nos dias de hoje, as novas dramaturgias, que reflectem as ansiedades e preocupações dos criadores envolvidos.

De 25 de Março a 3 de Abril de 2009
21H30
Estúdio Zero

Rua do Heroísmo, 86

Autor: Luís Mestre
Encenação: Manuel Tur
Interpretação: André Brito, António Parra, Joana Teixeira e Tiago Correia
Cenografia: Ana Gormicho e Daniel Teixeira
Figurinos: Anita Gonçalves
Desenho de Luz: Francisco Teles
Música Original: Frederico Botelho

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Mistério das cores no Teatro do Campo Alegre

Publicado em Evento, Infância por Jorge em Março 11, 2009

O Teatro do Campo Alegre, no Porto, estreia esta quarta-feira, às 10.30 horas, a peça "A fuga das cores". A co-produção com a Fundação Ciência e Desenvolvimento destina-se a crianças dos três aos cinco anos. Está em cena até ao próximo domingo.

"A fuga das cores" é um espectáculo que resulta de um convite do serviço educativo do Teatro do Campo Alegre (TCA) e é um projecto para um público infantil que, tal como o nome indica, tem as cores como tema principal.

O espectáculo é uma criação de Inês Vicente, Rui Damas e Sandra Barros, com a colaboração de Samuel Guimarães e desenhos de Pedro Teixeira.

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Gémeos na nova peça de Mark Ravenhill

Publicado em Recortes por Jorge em Março 11, 2009

O jornal The Guardian acompanha os ensaios da nova peça de Mark Ravenhill, Over There, sobre a reunificação alemã.

 

Ravenhill thinks that casting two real-life twins in the same play is "probably a unique experiment in theatre history"; by the twins’ own admission, it’s going to be a difficult act to pull off. "If I was rehearsing on my own and the room was full of mirrors, the first thing I would do is cover them up," says Harry. "The last thing you want while trying to discover some truth in your character is to catch a reflection of yourself."

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