Diz que Diz de volta ao Porto

Diz que Diz é um espectáculo que tem tanto de teatro como de poesia visual. Dirigido a crianças a partir dos 6 anos e inspirado nos versos miudinhos do livro Como Quem Diz de António Torrado, Diz que Diz transporta-nos para o universo fantástico dos poemas com recurso à linguagem corporal, visual e à manipulação de objectos.
de 27 de Outubro e 8 de Novembro
2ª a 6ª às 10h30 e 15h + Sábados às 16h
no Teatro Carlos Alberto
Informações:
Teatro do Frio | 93 161 72 93
Teatro Nacional S. João | 22 340 19 10
Plateia critica Apoios
Excerto:
“De facto os cidadãos portugueses que habitam a Região Norte do país continuam a ser tratados, pelo actual executivo, como sendo de segunda categoria, quer enquanto agentes culturais e artísticos, quer enquanto público. Senão vejamos, e considerando só os números relativos às artes do espectáculo (teatro, música, dança e cruzamentos disciplinares):
- Quanto ao investimento por habitante: Em 2007/08 o investimento por habitante na Região Norte era o mais baixo de Portugal: 0.88 € contra, no limite, os 3,07 € da Região de Lisboa e Vale do Tejo. E surpreendentemente em vez deste fosso ser corrigido ele é ainda mais acentuado pelo actual aviso de abertura: A Região Norte permanece afundada na cauda do país com 1,04€ de investimento por habitante enquanto Lisboa e Vale do Tejo sobe para os 3,43 € por habitante.
- Quanto ao número de habitantes por estrutura: Em 2007/08 a Região Norte apresentava cerca de 100 000 habitantes por estrutura financiada. Esta situação mantém-se em 2009/10. Também neste índice a Região Norte se apresenta na cauda do país, pretendendo-se que aqui existam três vezes mais habitantes por estrutura do que na região de Lisboa e Vale do Tejo (97 156 contra 33 105)
- Quanto aos índices de crescimento das estruturas apoiadas: O presente aviso de abertura pretende apoiar 38 estruturas na região norte (mais três que nos anos anteriores, ou seja um crescimento de cerca de 10%)). Mas na Região de Lisboa e Vale do Tejo serão apoiadas 82 estruturas. Mais treze que nos anos anteriores (Ou seja um crescimento de cerca de 20%). E mais uma vez também aqui a Região Norte se encontra na cauda do país, em face dos crescimentos entre 30% e 50% das restantes regiões.”
Faleceu o crítico e dramaturgo Carlos Porto
Morreu o crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto
O crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto morreu hoje aos 78 anos, em Lisboa, vítima de pneumonia, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro, nasceu no Porto em 1930 e notabilizou-se sobretudo na crítica de teatro durante quase cinquenta anos, sobretudo no Diário de Lisboa e no Jornal de Letras.
Um dos fundadores da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, Carlos Porto deixou obra como poeta, dramaturgo e tradutor, estando publicados, entre outros, «10 Anos de Teatro e Cinema em Portugal 1974-1984», «O TEP e o teatro em Portugal», «Fábrica Sensível» e «Poesia Cega».
Maria Helena Serôdio, directora da revista Sinais de Cena e amiga do crítico de teatro, recordou hoje à agência Lusa que Carlos Porto «foi um dos grandes fazedores de opinião pública em termos de teatro».
«Era um crítico muito respeitado e por vezes muito temido, que provocou algumas polémicas, mas que respondeu sempre com coragem e frontalidade», disse Maria Helena Serôdio, reforçando o papel que Carlos Porto teve na década de 1970 na divulgação do trabalho de Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo.
Foi, sobretudo, no Diário de Lisboa que Carlos Porto se destacou, disse Maria Helena Serôdio, «como combatente absolutamente decidido e corajoso sobre a liberdade do teatro, sobre a inovação e sobre o profissionalismo».
O corpo de Carlos Porto estará em câmara ardente a partir das 17:00 na Igreja de Arroios, em Lisboa.
O funeral sairá às 15:00 de quinta-feira para o cemitério dos Olivais, em Lisboa.
Adenda: O Guia dos Teatros têm uma excelente compilação de citações sobre Carlos Porto.
Só Isto, de Daniil Harms
Só Isto
“‘Começo de um dia de Verão muito Bonito’ ou… ou… ou… porque poderia colocar todos os títulos de histórias que usámos e abusámos para criar este espectáculo, inspirado, influenciado ou in qualquer coisa de Daniil Harms ou Haerms.”
Um espectáculo de enorme honestidade e interacção com o público, um espectáculo de comunicação, ou… ou… ou… ou… (mais…)
Nuno Cardoso encena no Centro Dramático Galego
O Centro Dramático Galego estreia, como primeira produção da nova temporada, dia 24 de Outubro, ás 21.00 horas, no Salón Teatro de Santiago, “A boa persoa de Sezuán” com encenação de Nuno Cardoso.
(Via blog do FITEI, com reprodução integral do artigo abaixo) (mais…)
O Concerto de Gigli, de Tom Murphy

Passados dez anos desde a sua fundação, a ASSéDIO continua a apresentar em primeiríssima mão ao público português obras de dramaturgos contemporâneos. Uma estratégia de risco, isto porque não estamos perante importações apressadas da última sensação com epicentro na Broadway ou no West End. À sua lista de estreias absolutas, que integra autores como Martin Crimp, Marie Laberge, Jennifer Johnston ou Marie Jones, a ASSéDIO acrescenta agora o nome de Tom Murphy (n. 1935), que o jornal The New York Times não hesitou em considerar o “segredo mais bem guardado do teatro irlandês”. Em O Concerto de Gigli (1983), Murphy assina uma das suas mais desconcertantes ficções dramáticas: um Homem Irlandês em crise, cujo nome nunca é referido, apresenta-se no escritório de J.P.W. King, um farsante psiquiatra inglês, com a ambição de cantar como Beniamino Gigli, tenor italiano do séc. XX. King acabará por partilhar a obsessão do Homem e será ele quem, no final da peça, acabará a cantar como Gigli… “Quando ouço música, ouço emoção”, admite o dramaturgo. Conferir credibilidade cénica a este Concerto de emoções – eis o desígnio da equipa de criativos e intérpretes liderada pelo maestro Nuno Carinhas.
Festival procura projectos teatrais

Aceitam-se candidaturas de Companhias de Teatro que queiram participar no Festival Festa Redonda, 9 Ilhas, 9 Artes actualmente em desenvolvimento na Região Autónoma dos Açores.
Um projecto de âmbito cultural e artístico que pretende levar, de forma itinerante, novas formas de expressão dramática ao conjunto de nove ilhas que compõem o arquipélago.
Envio de apresentação das companhias para recursoshumanos.festaredonda@gmail.com
Viagem surpreendente ao mundo de Ptolomeu
O Teatro do Campo Alegre, no Porto, acolhe a partir deste sábado, às 21.30 horas, a 91.ª produção da companhia Art’Imagem. “Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação” é uma adaptação da desconcertante novela homónima de Tchalê Figueira.
Desconcertante pode ser também a peça, na medida em que não esconde nenhuma das despudoradas palavras que o escritor e artista plástico usa no texto, publicado em 2005. “Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação” é, assim, uma provocação em palco. Como refere José Leitão, o encenador, “a linguagem faz de Tchalê um Henry Miller cabo-verdiano”.
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Agustina em palco e em palavras amigas
Até 31 deste mês, a Seiva Trupe rende homenagem a Agustina Bessa-Luís, convidando personalidades do Porto para falarem sobre a vida e a obra da escritora. Anteontem, Artur Santos Silva pisou o palco do Teatro do Campo Alegre. (mais…)
Lição de Humanidade – Parte 2, pelo Mau Artista
“Lição de Humanidade – Parte 2″ – Mau Artista
O mundo pode ser encarado como um gigantesco metabolismo, cheio de energia flutuante. O que num lado do globo pode ser um grão de areia, no hemisfério oposto é uma gigante praia com água potável. Mas, tal como numa praia ninguém procura água potável, neste espectáculo também não queremos saber de grãos de areia. Decidimos então fazer um espectáculo sobre as questões humanas de fundo: quem somos, o que nos reserva o futuro e onde estará neste momento o ultimo guarda-chuva que perdi? Como as respostas serão sempre vagas ou desnecessárias para a labuta diária do ser humano convencional, pensamos que o melhor seria tentar fazer um espectáculo sobre o nada, as implicações do nada e tudo o resto que são balelas.
23 e 25 de Outubro, na Tertúlia Castelense, pelas 23 horas
Ficha Técnica: vazia… mas vão aparecer pessoas no palco.(A.K.A. : Encenação: Hélder Guimarães Interpretação: Nuno Preto e Patrícia Queirós Design e Operação de Luz e Som: Francisco Tavares Teles Produção: Marta Lima)