Quarta Parede


Fora de Portas

Publicado em Companhia, Evento por Jorge em Setembro 30, 2008

Teatro Bruto em Lisboa

Sem Palco em Espanha

O FICAP premiou a peça Metamorfoses, de Crinabel

Teatro Oficina encena Silenciador, de Jacinto Lucas Pires

Estados eróticos imediato de Söten Kierkegaard, de Agustina Bessa-Luís

Publicado em Companhia, Evento por Jorge em Setembro 25, 2008

Obra de Agustina Bessa-Luís em estreia no palco

“Estados eróticos imediatos de Sören Kierkegaard”, de Agustina Bessa-Luís, estreia esta quinta-feira, às 21h45 horas, no Teatro do Campo Alegre, no Porto. Uma história que cruza o protagonista, o filósofo dinamarquês Sören, com o rei D. João.

A peça, da companhia Seiva Trupe e que vai estar em cena até 31 de Outubro, desenrola-se em Copenhaga, capital da Dinamarca, durante o século XIX. Roberto Merino, encenador, define a peça como um “encontro fictício entre D. João e Sören”. O rei de Portugal descobre a obra do filósofo por mero acaso e coloca-a em questão. No entanto, o tema central da peça é uma das fases mais marcantes da vida de Sören – o seu amor, entrega e renúncia da sua amada Regina Olsen.
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Festival quer pôr mais de 12 000 pessoas a rir

Publicado em Evento, Festival, Instituição por Jorge em Setembro 24, 2008

A 14ª edição do Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia, de 3 a 12 de Outubro, vai apresentar 33 espectáculos no Fórum. Destaque para Maria do Céu Guerra, Nola Rae, Joel Salom e Ados Teatroa. São esperadas mais de 12 000 pessoas.

Mais uma vez, o Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia (FITCM) quer fazer jus ao ditado “é a rir que a gente se entende”. A 14ª edição do evento vai apresentar 25 companhias de teatro de países tão diferentes como a Austrália, o Chile, Inglaterra ou Espanha.

Este ano, destacam-se Maria do Céu Guerra, com “O Pranto de Maria Prada”, os novos espectáculos de dois mestres do teatro cómico internacional – a britânica Nola Rae e o belga Elliot -, e a companhia portuguesa do Chapitô. Isto sem esquecer a presença da companhia australiana, liderada por Joel Salom, e o mestre de mímica, o belga Joseph Collard.
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Persona, de Ingmar Bergman

Publicado em Companhia, Evento por Jorge em Setembro 24, 2008

“Persona é o conhecimento, um terrível conhecimento sobre a nossa solidão, a nossa singularidade. A nossa capacidade de tocar um ao outro. É uma confissão dos nossos medos. Do homem, do fracasso, da morte. Persona é um drama sobre o desespero, o silêncio. Um terror indescritível da vida em todos os aspectos. É um drama sobre a sensibilidade da pele, dos rostos e das palavras não entendidas. Persona é uma ilusão estilhaçada. Uma vitória sobre o silêncio.“

A actriz Elizabeth Vogler deixa de falar durante uma representação teatral de Electra. O seu mutismo em relação aos que a rodeiam é total, sendo então internada numa clínica. Não está doente, simplesmente optou pelo silêncio. Alma, uma jovem enfermeira, fica encarregada de tratar dela. Quando, a conselho médico, as duas se isolam numa ilha, passam a desenvolver uma intimidade e cumplicidade crescentes. Com isso estabelece-se uma constante troca de identidades.

Porto
De 24 de Setembro a 2 de Novembro no Estúdio Zero
Terça a Domingo às 21h45
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Os tópicos e a resposta

Publicado em Instituição, Recortes por Jorge em Setembro 17, 2008

A Direcção-Geral de Artes apresentou os seus tópicos para discussão.

A Plateia responde-lhes:

“- A localização fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto como factor de majoração: A inclusão da área metropolitana do Porto neste raciocínio parece-nos completamente ilógica por várias razões, nomeadamente:

- A área metropolitana do Porto faz parte da região Norte que nos últimos quatro anos, e na sequência de erros dos serviços do extinto IA durante a preparação do concurso de 2004, foi claramente descriminada pelo financiamento do estado, que se encontra em patamares muito abaixo da média nacional (cerca de 50%).
(…)
- A área metropolitana do Porto estrutura-se à volta da cidade do Porto, onde nos últimos seis anos se assistiu a um impiedoso ataque autárquico ao serviço público na área da cultura, que levou até ao encerramento do único Teatro Municipal. Ao contrário da cidade de Lisboa, centro da sua área metropolitana, onde a autarquia nunca deixou de investir na dinamização cultural, nomeadamente através dos seus três teatros municipais.

- Na área metropolitana do Porto, ao contrário da de Lisboa, e na sequência do que atrás se disse, o tecido profissional está desgastado, em fuga, e sem uma indústria audiovisual que possa sustentar a sua consolidação; A indústria cinematográfica nunca passou pela cidade e as poucas empresas ligadas à produção para televisão encontram-se também numa situação de crise.

Equiparar Porto e Lisboa, para efeito desta cláusula, é um atentado à igualdade de tratamento dos cidadãos a que a Constituição da República obriga. Verdadeiramente inaceitável.
(…)
- Quanto às primeiras obras: A proposta persiste em não prever uma consignação, de parte do orçamento disponível para projectos pontuais, a uma categoria de “primeiras obras”. Consideramos que assim se persiste num erro crasso que afunda as novas gerações e impede a normal regeneração do tecido criativo.”

“Terminus” regressa ao palco do Helena Sá e Costa

Publicado em Companhia, Evento por Jorge em Setembro 12, 2008

O Teatro Helena Sá e Costa, no Porto, recebe, às 21.30 horas desta sexta-feira, a peça “Terminus”, do irlandês Mark O’Rowe, numa produção do colectivo portuense Assédio, com encenação de João Cardoso.

A peça, que vai estar em palco até dia 21 deste mês, é a reposição do espectáculo que teve estreia absoluta a 6 de Junho passado, no âmbito do FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. Trata-se de um drama construído através de monólogos encadeados, que contam a história de três personagens num mundo fantástico de assassinos em série: uma jovem solitária (Micaela Cardoso) que anda à procura de amor; a mãe dela (Rosa Quiroga), que procura expiar a relação conturbada que tem com a filha, e um assassino em série (Sérgio Praia), que vendeu a alma ao diabo. (mais…)

Entrevista com João Paulo Seara Cardoso

Publicado em Entrevista, Evento por Jorge em Setembro 11, 2008

“A marioneta é um duplo do homem, é uma obra de arte”
ISABEL PEIXOTO

Em Setembro de 1988, o Teatro de Marionetas do Porto mostrava-se pela primeira vez, com a peça “Miséria”. Foi em França. Vinte anos volvidos, a companhia de João Paulo Seara Cardoso mantém a característica da itinerância, tanto em Portugal como no estrangeiro. O fundador e encenador falou ao JN.

É errado pensar-se que as marionetas são só para a infância?

Quando comecei, sentia mais esse estigma, essa conotação das marionetas com o público infantil. Mas a marioneta de forma alguma é só para crianças. E mais: o teatro de marionetas é uma linguagem cénica muito complexa e imagética – a marioneta é, por natureza, um duplo do homem, é uma obra de arte, uma escultura. O teatro de marionetas é, idealmente, uma plataforma de cruzamento de novas linguagens cénicas. (mais…)

Teatro à mão de semear

Publicado em Evento, Festival, Recortes por Jorge em Setembro 11, 2008

Festival Internacional de Marionetas arranca amanhã, no Porto, e prolonga-se até dia 20
ISABEL PEIXOTO

Começa esta sexta-feira a 19.ª edição do Festival Internacional de Marionetas do Porto. Este ano, coube a Nuno Carinhas transformar a Praça D. João I num cenário marcado pela transparência, pois a filosofia é mostrar o lado de lá da criação artística.

Ao bater das 21, mais coisa menos minuto, duas fanfarras anunciam o início do festival. Depois de interpretarem o hino oficial do certame, vão levar os espectadores rua fora até ao Teatro Carlos Alberto, onde terá lugar o único espectáculo de sala da edição deste ano. Fora isso, tudo irá passar-se na grande instalação que o encenador Nuno Carinhas idealizou para a Praça D. João I. Tudo à vista de todos e de borla. (mais…)

A resposta do Ministério

Publicado em Anúncio, Instituição por Jorge em Setembro 11, 2008

(…)Será no dia 15 de Setembro colocada no sítio da DGArtes uma proposta de tópicos que consideramos fundamentais para efeito de regulamento do apoio às artes em sede dos próximos concursos. Até dia 18 de Setembro serão acolhidas sugestões, críticas ou aditamentos. Estaremos preparados para, em Outubro, abrir os concursos.

Comunicado

O Estado das Coisas

Publicado em Comentário por Jorge em Setembro 10, 2008

“Em Agosto foi aprovado em Conselho de Ministros o Decreto-Lei que cria um novo quadro para o financiamento das Artes pelo Estado (o terceiro em quatro anos). (…) Estamos em Setembro e a nova legislação ainda não foi publicada. Não foi ainda sequer discutida publicamente a respectiva Portaria, que deverá regulamentar os concursos em que o regime de financiamento assenta. Em Dezembro de 2008 acabam os contratos de financiamento em vigor e nada se sabe sobre o que acontecerá aos profissionais e públicos da arte.

Nos últimos anos o Estado tem respondido aos atrasos com renovações imediatas dos contratos em vigor, acentuando as assimetrias, desvalorizando o cumprimento de objectivos e fechando as portas às novas gerações.(…)

É inaceitável que o financiamento às artes acentue as assimetrias regionais. A região Norte, a mais populosa do país, conta com um financiamento equivalente a 50% da média nacional.

É inaceitável que o Estado não fiscalize o cumprimento dos objectivos de interesse público que determina. Nos últimos quatro anos a única comissão de acompanhamento e fiscalização do Ministério da Cultura que funcionou foi a do Norte. Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, que absorve metade do investimento nacional, pura e simplesmente não existiu fiscalização.

É inaceitável que há já quatro anos nenhuma nova estrutura tenha sequer a possibilidade de concorrer a um financiamento sustentado.

É inaceitável que o Estado crie constantemente situações limite e confusas para esconder o seu desinvestimento na Arte, no todo do território nacional e nas novas gerações.”
Plateia.info

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