Archive for Dezembro 2007
Obscena 8 online

Já está disponível o número 8 da Revista Obscena.
Requiem Para Três que se Foram

Requiem Para Três que se Foram
Textos:
Dário Pais
Hélder Guimarães
Nuno Preto
Valdemar Santos
Com:
Nuno Preto
Patricia Queirós
Pedro Frias
Sara Costa
Luz e Som:
Francisco Teles
27 e 28 de Dezembro
Tertúlia Castelense
Castêlo da Maia
Pelas 23 Horas
Produção: Mau Artista
Boca de Cena – Teatro Jantar

Em comemoração dos 20 anos do Teatro de Marionetas do Porto, esta companhia apresenta Boca de Cena, uma peça de Teatro-Jantar, que proporciona aos seus clientes o seguinte…
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Sopa trágica
Espetada de vegetais baby
Arroz exótico em cama de abacaxi
Delícia de frutos suspensos
Bolo da Paixão
Café
Preço único 20€ (5€ bilhete + 15€ jantar)
[14 - 22 Dezembro 2007]
[2 - 27 Janeiro 2008]
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Macbeth, de William Shakespeare
Uma mulher embala um berço vazio, outra mulher mergulha as mãos numa velha bacia, três mulheres especadas em frente a um espelho, um homem transporta as chaves para o asilo, parece ser ele o responsável.
Outro homem sentado junto a um rádio, a tentar descobrir se a guerra já terminou. Uma criança em fuga, ela é inimiga do estado. Estas são as vidas tocadas pelo poder de Macbeth.
Usando apenas o texto original, esta nova perspectiva da viagem de Shakespeare ao âmago da escuridão, observa a guerra através das personagens afectadas por ela, não pelos seus heróis oficiais.
ESMAE | 3º ANO DO CURSO DE TEATRO
11 a 15 de Dezembro às 21h30 – 16 de Dezembro às 18h
PORTO – TEATRO HELENA SÁ E COSTA (THSC)
Portogofone (II) – Abre hoje
William Nadylam faz música de elevador no primeiro dos quatro dias europeus do teatro
Conferência de Imprensa, de Alvaro Garcia de Zúñiga, abre hoje o Portogofone
William Nadylam foi o Hamlet mais extraordinário que se viu no início da década e foi assim que ficou, para memória futura: como o Hamlet de Peter Brook. Agora que está no Porto para ser o actor total de Conferência de Imprensa (e ser o actor total implica responder a todas as perguntas, eventualmente até marchar ao som delas, e acreditar até ao fim que não há business como o show business) ele pode continuar a ser extraordinário.
Hoje, amanhã e depois – sempre às 20h, no Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto – vamos ouvir Nadylam em loop a dizer coisas que já ouvimos na vida real (também tivemos as nossas picaretas falantes). Coisas como “precisamos de fazer cortes”, “uma promessa não é um compromisso”, “seria prematuro eu avançar alguma coisa sobre o assunto” e “é o sistema, acontece cada vez mais, não podemos fazer nada”. Vamos ouvi-lo a repetir isso e provavelmente vamos acreditar, como quem acredita em música de elevador. Não a música de elevador que ouvimos no elevador – estamos a falar da música de elevador que ouvimos nos corredores do poder (já ninguém acredita nela, mas que ainda a há, há).
William Nadylam sozinho durante uma hora, a ouvir perguntas imaginárias e a dar respostas que não dizem nada. É o círculo vicioso do poder, explica Alvaro Garcia de Zúñiga, o dramaturgo e compositor português (mas de Montevideu) que escreveu este monólogo para o corpo e a voz de Nadylam: “Conheci-o em palco, vi-o a fazer um Hamlet e depois encontrámo-nos num jantar. Falámos muito e passei os dias seguintes a mostrar-lhe Lisboa ["os azulejos, o bacalhau", interrompe o actor francês, mas dos Camarões]. Algum tempo depois, não sei exactamente quando, disse-lhe que tinha vontade de fazer uma peça sobre o poder. Ele gostou da ideia e partimos para este solo.” Leia o resto deste artigo »
O Aquário, a partir de Patrick Marber
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O Aquário
A partir de Closer de Patrick Marber
Como é que nos lembramos do amor? O que fazemos com o que resta? Como é que lidamos com a irracionalidade do desejo? Espreitamos pelo buraco de fechadura de relações humanas que tendem mais para a pornografia do que para a poesia. Quase nunca se faz o que é certo, e para fazer o que é certo, quase sempre se tem que passar pelo que é errado. O coração é muito honesto aqui, não é romântico, apenas visceral. Sabemos como as pessoas podem dizer uma coisa e significar outra, como as pessoas podem ser cruéis para aqueles que as amam, quando o seu próprio amor morreu.
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Portogofone com duas estreias e debate sobre a criação europeia
Duas estreias mundiais, Turismo Infinito, a partir de textos de Fernando Pessoa, e Conferência de Imprensa, de Alvaro García Zúñiga, marcam a segunda edição do Portogofone, que abre amanhã e se prolonga até domingo. Manuel Maria Carrilho, antigo ministro da Cultura, e Rod Fisher, director do International Intelligence on Culture, são dois dos convidados das mesas-redondas sobre a criação na construção europeia, que decorrem em paralelo, no Mosteiro de São Bento da Vitória.
Durante quatro dias, o Porto acolhe membros das duas maiores redes teatrais europeias, que representam cerca de 70 teatros públicos de 27 países, e apresenta, além de duas estreias, espectáculos em diversos espaços da cidade. A primeira estreia, Conferência de Imprensa, uma produção de Teatro Nacional de S. João (TNSJ) está marcada para amanhã, às 20.00, no Mosteiro de São Bento da Vitória.
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