O mundo de isl – Workshop das Boas Raparigas
Um workshop para a geração cibernética
A companhia de teatro As Boas Raparigas, vai levar a cabo entre os dias 17 e 22 de Dezembro, um workshop dedicado aos jovens entre os 12 e 16 anos, sobre SEGURANÇA NA INTERNET, fazendo uso de exercícios teatrais onde a questão da fantasia e da realidade, da identidade real e dos alter-egos virtuais são trabalhados teatralmente de modo a criar nos jovens a consciência dos perigos reais do mundo cibernético.
O workshop Isl? (iniciais para idade, sexo e localização) pretende sensibilizar os jovens para o fenómeno da Internet, para a liberdade que ela confere mas também alertá-los para o lado negro que prolifera na comunicação virtual.
Isl? pergunta ‘ o que é a realidade?’ para a Geração Cibernética. Num mundo onde é possível ao clicar de um botão, conhecer um milhão de vidas através de centenas de salas de chat, quando é que a fantasia se transforma em vida real?
Criado a partir de um esquema de exercícios teatrais, o workshop abordará temas como:
- A responsabilidade parental e pessoal
- A Fantasia e a realidade – onde começa um mundo e termina o outro?
- Alter Egos e Fraude identitária
- Segurança na Internet
- Liberdade e Fuga
- Contar histórias – os mundos que construímos para além da nossa existência quotidiana
-Construção de um site sobre segurança na Internet com os conhecimentos adquiridos no workshop.
INFORMAÇÕES GERAIS
Estúdio Zero (R. do Heroísmo, 65) – Porto (junto ao Metro Heroísmo)
Horário de formação: 14h30 às 18h00
Custo de frequência do workshop: 25 euros
Requiem para Três que se Foram, pelo Mau Artista
Três Mortos encontram-se para falar da Morte, nem que seja, simplesmente dizer “Morte” no início de uma frase e falarem sobre o “resto”, sabendo que o “resto” caminha para a Morte.
Através de textos originais, este espectáculo retrata de forma absurda e cómica o tema da “Morte”, pelo ritual, pela música, e pelo lado chato depois de mortos.
Um espectáculo cheio de vida mas cheio de mortos, no qual os actores saltam entre variadas personagens, as quais estarão sempre mortas e quem não está… acabará por ficar.
Enfim, é uma homenagem, é um “Requiem para três que se foram”… É a morte vista por quem nunca passou por ela. Será possível? (mais…)
Teatro do Bolhão apresenta: A Noite da Iguana, de Tennessee Williams

“Why did I write? Because I found life unsatisfactory.” T. Williams
A estreia em Portugal deste emblemático texto de Tennessee Williams integra m ciclo de espectáculos produzidos pelo Teatro do Bolhão, com base em extos contemporâneos de forte pendor realista e que se constituem como
“pretextos” paradigmáticos para o trabalho dos intérpretes. Este ciclo incluiu o consagrado Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, de E. Albee, estando prevista a estreia nacional de A Ronda Nocturna, de Lars Norén, no Teatro
Maria Matos, em Março de 2008.
Em A Noite da Iguana, os universos densos e obscuros do autor parecem potenciados pela própria escolha do local da acção. Algures na escaldante atmosfera tropical mexicana, refugiado num motel barato, um reverendo
despadrado, agora transformado em guia turístico, afundado no álcool, doente física e mentalmente, procura expiar os seus pecados com vista à purificação que lhe permita voltar ao púlpito. As personagens fortes e contraditórias de
Tennessee Williams mergulham, irremediavelmente, no álcool, no desejo e no âmago de si mesmas.
Estreia nacional, em Lisboa e Porto, de uma obra de referência celebrizada pelo filme homónimo de John Houston.
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Coronel Pássaro, de Hristo Boytchev

A passarada voa pelo futuro na visão mansa dos loucos que habitam O Coronel, deu-me asas. O Coronel é claro: a Europa não voa, é uma fortaleza. Europa, a paradigmática, do humanismo retórico e da ordem policial: o espaço vital é do consumidor, cidadania sem cidade, entre a missa publicitária e a mercadoria, sem direito à subjectividade. Hoje, o espectacular sobrepõe-se ao democrático. Não há política fora da mediatização e esta não é escrutinada pela democracia das pessoas.
Fernando Mora Ramos
Crítica de Miguel-Pedro Quadrio - Notícia JN – Texto dramático em inglês – Crítica estrangeira
Revolta
O Tiago exprime a frustração com o estado actual de coisas:
A produção sistemática nem sempre traz bons resultados, antes mimetiza, distorce e ridiculariza o que de bom existe. Esta insistência na produção sem meios é fatal a um tecido que se quer exigente. Este laxismo, esta confiança de que as coisas um dia vão melhorar, esta esperança num vazio imenso é o que acaba por nos consumir.
Receio que a culpa não seja apenas dos filisteus do governo. Talvez os próprios artistas, ao contentarem-se com as esmolas e as reivindicações da importância da arte – em vez de a provarem cabalmente -, estejam também a contribuir em muito para isso.
Tautologias
Tautologias
Os filhos são as coisas mais importantes do mundo!
Serão mesmo?
As confissões tautológicas mais profundas e sinceras que todos os pais gostariam de fazer um dia, os desejos não reprimidos de todos os filhos expostos ao Santo Pai Natal, dores de parto, bonecas de Vúdu, a inveja histérica do pénis, não são aqui fragâncias mas sim um tiro no inconsciente mais consciente de todos nós, numa encenação de João Mota com os alunos da Escola Superior de Música e das artes do espectáculo.
De 13 a 20 de Novembro 2007
todos os dias pelas 21:30 h
No Estúdio Zero
(Rua do heroísmo, 86
junto à estação do metro)
Info + reservas
tautologias-teatro.blogspot.com
tautologias.teatro@gmail.com
22 519 37 60 / 22 519 37 63
Menos emergências, de Martin Crimp
7 a 18 de Novembro
Menos emergências, de Martin Crimp
Contra a Parede e Menos Emergências, constituem uma espécie de díptico sobre a violência e a desolação, um tema explorado em anteriores trabalhos dos Assédio. Embora ficções autónomas, ambas peças partilham métodos de composição e de funcionamento dramatúrgico semelhantes, apostando num tão fascinante como desafiador esbatimento das fronteiras entre representação e narração.
A distância irónica de Crimp de volta à agenda da ASSéDIO
É a quinta vez que a ASSéDIO visita o universo dramatúrgico de Martin Crimp. Nas notas introdutórias de Contra a Parede + Menos Emergências, dois-em-um que poderá ser visto até à próxima quinta-feira no pequeno auditório do Rivoli, Paulo Eduardo Carvalho fala de um «fascínio recorrente» do colectivo portuense pelo autor britânico, mas os actores são os primeiros a rejeitar a ideia de fetiche. «Não, é apenas um dramaturgo que nos agrada muito, tanto formalmente como pelo que diz», esclarece Rosa Quiroga.
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Neruda no Porto pela Seiva Trupe

O cenário procura recriar o ambiente da casa de Neruda na costa da Ilha Negra, refúgio onde o poeta chileno viveu a partir dos anos 50. Estão lá a cama, a mesa em que escreve, os elementos fundamentais do seu quotidiano. Como o mar – corre água no fosso de orquestra – ou a cabine telefónica. Por uma rampa sobe e desce a bicicleta do carteiro. E assim se desenrola a acção de O Carteiro de Pablo Neruda, espectáculo concebido a partir do livro homónimo de Antonio Skármeta, encenado por Júlio Cardoso e acabado de estrear pela Seiva Trupe no Teatro do Campo Alegre, no Porto, onde se mantém até ao próximo dia 30.
Neruda é interpretado por António Reis, Miguel Rosas faz de carteiro, e entre os dois gera-se, tal como no livro e, posteriormente, no filme de Michael Radford (1994), a energia vital da peça. Sandra Ribeiro, Sara Barbosa, Marco Ferraz e Jorge Botelho completam o elenco. (mais…)
A Caminho do Resto do Mundo – Estreia
A Caminho do Resto do Mundo é um documentário que resulta do cruzamento entre o registo do espectáculo O Resto do Mundo e de um workshop realizado na Fundação de Serralves com 8 jovens dos bairros de S.João de Deus, Lagarteiro e Cerco do Porto, onde os participantes foram desafiados a filmarem, em Super 8, a sua visão pessoal do bairro a que pertencem.
No dia 9 de Novembro é apresentado na Biblioteca Almeida Garret às 14h30, no âmbito do ciclo Olhares sobre a Cidade, e no dia 30 de Junho é apresentado no Auditório da Junta de Freguesia de Campanhã às 21h30 (apresentação que coincide com o encerramento da semana Porta Aberta do Programa Escolhas e está incluída na programação do Pular a Cerca II.
Tribunal concorda com Augusto Seabra*
Augusto Seabra vence Rui Rio
O ex-cronista do diário ‘Público’ Augusto M. Seabra foi ontem absolvido no processo em que era acusado pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, de crime de difamação agravada pela publicidade. O caso fica definitivamente encerrado, uma vez que “a sentença não é passível de recurso para o Supremo”, assegurou ao JN Francisco Teixeira da Mota, advogado do arguido. Apesar disso, os advogados do autarca estão “a analisar o caso” para esse efeito (ler caixa).
O Tribunal da Relação considerou que o adjectivo “energúmeno” usado pelo autor numa crónica a 22 de Junho de 2003, e que despoletou a queixa, está dentro do que é designado como crítica legítima. “O arguido não foi delicado na sua crítica, sendo certo que o Direito Penal não trata, como já efectivamos, dessa dimensão do comportamento. Mas também não nos parece ocorrer ataque pessoal gratuito o artigo de opinião em causa é apenas mais um, em que o recorrente desanca de modo desabrido a política cultural do ofendido, que na opinião do recorrente era errada”, lê-se no acórdão.
Seabra escrevera, a propósito do pedido de Rui Rio para que Pedro Burmester fosse afastado da administração da Casa da Música “No momento em que o energúmeno que encabeça a maioria PSD/CDS/PCP, na Câmara Municipal do Porto, e seus apaniguados encetaram uma lógica repressiva de silenciamento, à cata de “delito de opinião”, ainda assim, será da Casa, a da Música, que se falará (…) é um projecto cultural de uma envergadura e seriedade absolutamente ímpares.” O autarca sentiu-se “insultado”, argumentando que o caso teve implicações familiares. Energúmeno, afirmou, “é alguém que não tem princípios, que não respeita regras básicas, que atropela tudo e todos”. Não se revendo na crítica da crónica, pediu dez mil euros de indemnização.
Numa primeira instância, em Maio do ano passado, o juiz Carlos Coutinho condenou Seabra a 240 dias de multa (nove euros/dia) e a indemnizar o autarca em quatro mil euros por danos de natureza não patrimonial. Indignado, o autor considerou “grave” o veredicto, por abrir um precedente em relação ao direito da liberdade de expressão.
Na resposta ao seu recurso, ficou provado que “energúmeno” foi utililizado no sentido de “pessoa que provoca desatinos, desordens e desacatos”, sendo esse o sentido que os leitores do jornal em causa lhe terão dado.
* E nós também.

