Quarta Parede


Abertas inscrições para o FITEI 2008

Publicado em Anúncio, Festival por Jorge em Setembro 28, 2007

As companhias interessadas podem inscrever-se no FITEI 2008 até 15 de Outubro preenchendo a respectiva ficha de inscrição.

Temos ainda o prazer de divulgar o novo blog sobre o teatro de expressão ibérica: fitei.blogspot.com, com material de grande interesse.

Abertas inscrições para o próximo filo-café

Publicado em Anúncio por Jorge em Setembro 26, 2007

O filo-café ocorre a 5 de Outubro de 2007, pelas 21h30 no Clube Literário do Porto, e terá como tema “As imagens e as coisas” e aceita trabalhos de poesia, música, performance, teatro, pensamento, cinema, artes plásticas e outros.

Ver em incomunidade.blogspot.com

LIBRAÇÃO, de Lluïsa Cunillé

Publicado em Evento por Jorge em Setembro 25, 2007

LIBRAÇÃO significa “movimento como que de oscilação que um corpo, ligeiramente perturbado no seu equilíbrio, efectua até recuperar pouco a pouco.”

LIBRAÇÃO é o “encontro entre duas mulheres num parque de uma cidade durante três noites de lua cheia. Faz frio, talvez seja Inverno ou finais de Outono.” (Lluïsa Cunillé)

O tempo: meia-noite em ponto. O espaço: um parque onde tudo é de ferro. No parque, mobiliário urbano onde se encontram imagens de infância: cavalos que chiam, placas que proíbem deixar os cães à solta, a ronda da polícia vigiando ciclicamente todas as presenças reais… As palavras, as estratégias, os reconhecimentos, as memórias, as necessidades, o filho de uma e os cães da outra…

LIBRAÇÃO de Lluïsa Cunillé: ao longo de três noites, duas mulheres em redor de uma descoberta.

Porto
De 27 de Setembro a 4 de Novembro no Estúdio Zero
Terça a Sábado às 21h45
Domingos e Feriados às 17h00
Informações e reservas – 22 537 32 65

Lisboa
De 23 Novembro a 2 Dezembro, Teatro Trindade, Sala Estúdio

TRADUÇÃO: Carla Miranda e Cristina Carvalhal
ENCENAÇÃO: Cristina Carvalhal
INTERPRETAÇÃO: Carla Miranda e Maria do Céu Ribeiro (mais…)

Marcel Marceau (1923-2007)

Publicado em Uncategorized por Jorge em Setembro 24, 2007

 

Provavelmente o mais revolucionário mimo do século XX.

Pedro Alpiarça (1958-2007)

Publicado em Uncategorized por Jorge em Setembro 24, 2007

Apesar de mais conhecido pelo seu trabalho em televisão, Pedro Alpiarça trabalhou n’A Barraca, com O Nariz – Teatro de Grupo, o Teatroesfera e o Teatro Mínimo.

A velocidade do mentiroso

Publicado em Contra-desinformação por Jorge em Setembro 24, 2007

«São precisos muitos anos do antigo Rivoli para chegar às 60 mil pessoas [que assistiram ao Jesus Cristo Superstar]»
Rui Rio

“No entanto, numa análise estatística do período temporal compreendido entre 2001 e 2005, através de documentos a que o JN teve acesso, constata-se que, anualmente, o Teatro [Rivoli] nunca teve menos do que 126 mil espectadores*.”
JN

Via Kontratempos 

P.S. – Já para não falar da enorme variedade de concertos, dança, cinema, novo circo, teatro e outros espectáculos que o Rivoli costumava disponibilizar.

Vale o que vale, a partir de Georg Kaiser

Publicado em Evento por Jorge em Setembro 21, 2007

A história de um roubo a um banco, perpetrado por um homem anónimo. Uma sátira económica e cómica sobre um suicídio.
As almas dos funcionários do banco estão fechadas no cofre do velho banco.
O público visita o banco, conduzido por Camelo (um vagabundo religioso que acredita que irá passar pelos portões do Céu mais facilmente do que o público).
Aconteceu um acidente fatal. Esta é a história desse acidente.
As portas do cofre abrem-se e delas saem os espíritos daqueles que não conseguem parar de trabalhar. Mesmo depois de mortos.
Tomé é um anónimo funcionário do banco. Consegue contar notas mais rápido que uma máquina de contagem. Apesar desta capacidade extraordinária, ninguém repara nele. A partir do momento em que ele sente o impulso de uma paixão, decide usar as suas capacidades e o seu anonimato para infringir a lei. Tornando-se um criminoso, torna-se também num fantasma no seu próprio mundo, olhando as pessoas e aquilo que elas valem.
Um D.J. da rádio guloso e rico, uma italiana exótica coleccionadora de arte, um gerente do banco obcecado, uma artista hedonista, um grupo de vagabundos fundamentalistas, uma mãe e a sua família em quem não se pode confiar, todos eles conspiram contra Tomé numa viagem paranóica dia e noite, constantemente. Uma viagem onde ele experimenta o que o dinheiro pode e não pode comprar.
A sequência final, leva-nos para lá da vida, para dentro da sua visão absurda. Quando vale uma vida? Quanto vale a sua morte?

A partir de Georg KaiserEstreia: 22 de Setembro a 28 de Outubro
Adaptação e Encenação de Lee Beagley
A partir da peça expressionista de Georg Kaiser Von Morgens bis Mitternacht (1916)
Por: Produções Suplementares (mais…)

Festival de rua apesar de decisão da câmara

Publicado em Comentário, Evento, Recortes por Jorge em Setembro 19, 2007

Lido no JornalismoPorto:

Porto: Festival de rua vai acontecer apesar da decisão da câmara
Por Joana Caldeira Martinho
Publicado: 18.09.2007
Marcadores: Bares do Porto , Porto

Decisão da Câmara do Porto de não permitir o corte do trânsito na rua para a realização do festival “Se esta rua fosse minha…” anima discussões na blogosfera.
O primeiro festival “Se esta rua fosse minha…”, organizado pelo bar e associação cultural Plano B, vai mesmo acontecer, de uma forma ou de outra, apesar de a Divisão de Trânsito da Câmara do Porto ter recusado cortar o trânsito da rua Cândido dos Reis, no dia 5 de Outubro.
O evento engloba várias manifestações artísticas, desde dança a concertos, teatro e animação de rua, performances, instalações, projecções de vídeo, actividades para crianças e artesanato, e seria, segundo os organizadores, um acontecimento importante no âmbito da reabilitação da Baixa.
O projecto inicial consistia em ocupar toda a rua em questão, onde se situa o Plano B, das 11h00 à meia-noite do feriado do 5 de Outubro. Contudo, a Divisão de Trânsito alegou que o evento não justifica o corte de uma rua principal.

A organização do festival já recorreu da decisão e tem “expectativas” quanto à alteração da mesma, disse ao JPN Rita Maia. Se a decisão da CMP não for alterada, vai ser necessário “adaptar o festival, talvez sem palco”, acrescentou o membro da organização.
Apelos à “desobediência civil”
“O evento ‘Se esta rua fosse minha…’ (…) já é um sucesso e ainda nem aconteceu ou talvez nem venha sequer a acontecer”, afirma David Afonso, no blogue “A Baixa do Porto”.
Neste blogue colectivo, lêem-se vários comentários críticos à decisão da câmara. Tiago Azevedo Fernandes, coordenador do blogue, considera, ao JPN, que “a única explicação possível [para a decisão da CMP] é a proposta ter sido vista com pouco cuidado” e “confia” que a decisão vai ser alterada, já que “a rua não tem qualquer trânsito”.
Jorge Azevedo manifesta-se, no blogue, contra o fecho de espaços públicos para efeitos de “qualquer manifestação comercial, política ou cultural que seja”. No entanto, defende que “haverá excepções a considerar”, já que não só o evento tem um “carácter bastante impulsionador, para tirar a Baixa do Porto do marasmo em que se encontra há mais de 15/20 anos”, como também “não tem quaisquer repercussões no normal movimento da Baixa”, porque existem alternativas.
“A câmara municipal ainda não percebeu que a reabilitação urbana da baixa da cidade não se faz apenas com a SRU, mas sim, com uma dinâmica de eventos, de acontecimentos culturais e artísticos, que mobilizem os cidadãos e os visitantes.”, declara Pedro Bismark no “Opo.zine”.
“Considerar que no dia 5 de outubro, feriado nacional, o corte de uma rua secundária – como é a rua Cândido dos Reis – como uma alteração profunda da ordem da cidade, ou é uma piada ou é mesmo incompetência”, acrescenta. “Em Madrid fecham uma das ruas mais movimentadas da cidade para que o Festival Pura Vida possa acontecer”, declara André Gomes no “A Baixa do Porto”.
Pedro Bismark sugere a ocupação da rua pelos cidadãos e participantes no evento. “A cidade foi feita para os seus habitantes e não para meia dúzia de automóveis que vão passar ai nesse dia”, defende. Uma ideia que Tiago Azevedo Fernandes classifica como “‘desobediência

Quem conhece o Porto sabe que a Rua Cândido dos Reis é uma rua quase sem trânsito, onde é possível caminhar no meio da via, praticamente a qualquer hora, sem grande problema. Será que a CMP nem sequer conhece bem os arruamentos  do município que diz gerir?

Procura-se : Actriz / Músico

Publicado em Anúncio por Jorge em Setembro 18, 2007

(Via Coffeepaste

Com vista a criar projecto performativo de poesia para o festival Se Esta Rua Fosse Minha , organizado pela Plano B no Porto, no próximo dia 5 de Outubro procuram-se : uma actriz e um músico.
Deve ter disponibilidade para ensaios durante setembro/ outubro; e residir no Porto.
Será feita uma pré-selecção através de Cv .

Nota importante: o projecto ainda se encontra em análise para programação, servindo esta selecção numa primeira fase para registo de potenciais colaboradores.
Envio de : CV+ portfolio (opcional) + foto para : renataportas@gmail.com

Do totalitarismo: Rio ameaça encerrar Teatro do Campo Alegre

Publicado em Comentário, Recortes, Rivoli por Jorge em Setembro 18, 2007

Notícia:

Rio ameaça encerrar Teatro do Campo Alegre 

Autarca elogia “resistência” de Filipe La Féria
Uma decisão desfavorável à concessão do Teatro Rivoli a Filipe La Féria forçaria a Câmara Municipal do Porto (CMP) a encerrar o Teatro Campo Alegre (TCA) e a retirar de lá a companhia residente, Seiva Trupe. O aviso foi feito ontem pelo líder da autarquia, Rui Rio, que criticou a “ineficácia da justiça”, permitindo que sejam interpostas “providências cautelares por tudo e por nada”, enquanto elogiava a “capacidade de resistência” que Filipe La Féria tem demontrado neste processo.

A indefinição jurídica em torno da concessão do Rivoli, devido às providências cautelares apresentadas pela associação Plateia e por vereadores do PS/Porto, estará a causar mal-estar no encenador, mas Rio considera que “o sucesso do espectáculo Jesus Cristo SuperStar, visto por milhares e milhares de pessoas, dá a La Féria a força de que precisa para enfrentar a forma como a justiça em Portugal funciona, com adiamentos e providências cautelares”. No entanto, admite que a situação, “para pessoas de valia” como o encenador lisboeta, seja “complicada”.

A CMP, diz o autarca, “continua a aguardar tranquilamente” na certeza de que, se a sentença for desfavorável, haverá “reflexos imediatos” no Teatro Campo Alegre. “A câmara teria automaticamente de o encerrar e tirar de lá a companhia [Seiva Trupe]“, para a qual, recorde-se, aquele equipamento foi construído. Mas Rui Rio não fica por aqui, considerando que uma decisão contrária à concessão do Rivoli poderia também levar a fechar “muitos outros teatros do País”, uma vez que, alega, nunca nenhuma concessão “foi feita por concurso público”. Palavras suas: “A partir daí começariam a chover providências cautelares para encerrar teatros e fazer não sei bem o quê.”

A opinião do edil é, em parte, partilhada por Mário de Almeida, professor de Direito da Universidade Católica do Porto que, contactado pelo DN, confirmou poder verificar-se esse tipo de consequência, “em virtude do mediatismo do caso”.

No entender de Rui Rio, “em Portugal é facílimo obstaculizar e dificílimo construir”, facto em relação ao qual La Féria “demonstra algum enfado”, à semelhança, refere, do comum dos cidadãos. “[O encenador] constitui uma boa amostragem daquilo que o povo português pensa”, entende Rui Rio, que concretiza: “Uma enorme falta de paciência para a ineficácia que a justiça portuguesa apresenta aos mais diversos níveis”. A contrabalançar esse sentimento, ressalva, pesa “o êxito de Jesus Cristo Superstar, com mais de 60 mil espectadores [em três meses]“. E concluiu: “Seriam precisos muitos anos do antigo Rivoli para chegar às 60 mil pessoas.”

O DN tentou, até à hora do fecho desta edição, contactar António Reis, director da Seiva Trupe, mas o também actor permanecia em ensaios da nova produção da companhia.

DN

Comentário: É notável a completa falta de respeito e rigor do presidente da edilidade – já notório, aliás, no bovino site municipal. Não só o Teatro do Campo Alegre foi construído em moldes completamente diferentes da concessão do Teatro ex-Municipal Rivoli a Filipe La Féria, como está ocupado por companhias do Porto (cidade que, por uma espantosa coincidência que Rui Rio parece ainda não ter notado, é justamente aquela a cuja câmara municipal ele preside). Adicionalmente, a concessão da exploração de um teatro municipal a privados foi justamente uma novidade no panorama teatral português e por isso deve ser rigorosamente escrutinada e ponderada e, pela lógica, seguir os procedimentos normais da concessão de espaços públicos a privados.
A isto se acresceria o respeito devido às instituições, ao povo e à cultura do Porto. Mas por estas alturas já se sabe que a um burro não se pode ensinar a dizer “Não tem de quê”.

Ler também: Da Literatura, Dactilógrafo

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