Abertas inscrições para o FITEI 2008

As companhias interessadas podem inscrever-se no FITEI 2008 até 15 de Outubro preenchendo a respectiva ficha de inscrição.
Temos ainda o prazer de divulgar o novo blog sobre o teatro de expressão ibérica: fitei.blogspot.com, com material de grande interesse.
Abertas inscrições para o próximo filo-café
O filo-café ocorre a 5 de Outubro de 2007, pelas 21h30 no Clube Literário do Porto, e terá como tema “As imagens e as coisas” e aceita trabalhos de poesia, música, performance, teatro, pensamento, cinema, artes plásticas e outros.
Ver em incomunidade.blogspot.com
LIBRAÇÃO, de Lluïsa Cunillé

LIBRAÇÃO significa “movimento como que de oscilação que um corpo, ligeiramente perturbado no seu equilíbrio, efectua até recuperar pouco a pouco.”
LIBRAÇÃO é o “encontro entre duas mulheres num parque de uma cidade durante três noites de lua cheia. Faz frio, talvez seja Inverno ou finais de Outono.” (Lluïsa Cunillé)
O tempo: meia-noite em ponto. O espaço: um parque onde tudo é de ferro. No parque, mobiliário urbano onde se encontram imagens de infância: cavalos que chiam, placas que proíbem deixar os cães à solta, a ronda da polícia vigiando ciclicamente todas as presenças reais… As palavras, as estratégias, os reconhecimentos, as memórias, as necessidades, o filho de uma e os cães da outra…
LIBRAÇÃO de Lluïsa Cunillé: ao longo de três noites, duas mulheres em redor de uma descoberta.
Porto
De 27 de Setembro a 4 de Novembro no Estúdio Zero
Terça a Sábado às 21h45
Domingos e Feriados às 17h00
Informações e reservas – 22 537 32 65
Lisboa
De 23 Novembro a 2 Dezembro, Teatro Trindade, Sala Estúdio
TRADUÇÃO: Carla Miranda e Cristina Carvalhal
ENCENAÇÃO: Cristina Carvalhal
INTERPRETAÇÃO: Carla Miranda e Maria do Céu Ribeiro (mais…)
Marcel Marceau (1923-2007)

Provavelmente o mais revolucionário mimo do século XX.
Pedro Alpiarça (1958-2007)

Apesar de mais conhecido pelo seu trabalho em televisão, Pedro Alpiarça trabalhou n’A Barraca, com O Nariz – Teatro de Grupo, o Teatroesfera e o Teatro Mínimo.
A velocidade do mentiroso
«São precisos muitos anos do antigo Rivoli para chegar às 60 mil pessoas [que assistiram ao Jesus Cristo Superstar]»
Rui Rio
“No entanto, numa análise estatística do período temporal compreendido entre 2001 e 2005, através de documentos a que o JN teve acesso, constata-se que, anualmente, o Teatro [Rivoli] nunca teve menos do que 126 mil espectadores*.”
JN
P.S. – Já para não falar da enorme variedade de concertos, dança, cinema, novo circo, teatro e outros espectáculos que o Rivoli costumava disponibilizar.
Vale o que vale, a partir de Georg Kaiser
A história de um roubo a um banco, perpetrado por um homem anónimo. Uma sátira económica e cómica sobre um suicídio.
As almas dos funcionários do banco estão fechadas no cofre do velho banco.
O público visita o banco, conduzido por Camelo (um vagabundo religioso que acredita que irá passar pelos portões do Céu mais facilmente do que o público).
Aconteceu um acidente fatal. Esta é a história desse acidente.
As portas do cofre abrem-se e delas saem os espíritos daqueles que não conseguem parar de trabalhar. Mesmo depois de mortos.
Tomé é um anónimo funcionário do banco. Consegue contar notas mais rápido que uma máquina de contagem. Apesar desta capacidade extraordinária, ninguém repara nele. A partir do momento em que ele sente o impulso de uma paixão, decide usar as suas capacidades e o seu anonimato para infringir a lei. Tornando-se um criminoso, torna-se também num fantasma no seu próprio mundo, olhando as pessoas e aquilo que elas valem.
Um D.J. da rádio guloso e rico, uma italiana exótica coleccionadora de arte, um gerente do banco obcecado, uma artista hedonista, um grupo de vagabundos fundamentalistas, uma mãe e a sua família em quem não se pode confiar, todos eles conspiram contra Tomé numa viagem paranóica dia e noite, constantemente. Uma viagem onde ele experimenta o que o dinheiro pode e não pode comprar.
A sequência final, leva-nos para lá da vida, para dentro da sua visão absurda. Quando vale uma vida? Quanto vale a sua morte?
A partir de Georg KaiserEstreia: 22 de Setembro a 28 de Outubro
Adaptação e Encenação de Lee Beagley
A partir da peça expressionista de Georg Kaiser Von Morgens bis Mitternacht (1916)
Por: Produções Suplementares (mais…)
Festival de rua apesar de decisão da câmara
Lido no JornalismoPorto:
Porto: Festival de rua vai acontecer apesar da decisão da câmara
Por Joana Caldeira Martinho
Publicado: 18.09.2007
Marcadores: Bares do Porto , Porto
Decisão da Câmara do Porto de não permitir o corte do trânsito na rua para a realização do festival “Se esta rua fosse minha…” anima discussões na blogosfera.
O primeiro festival “Se esta rua fosse minha…”, organizado pelo bar e associação cultural Plano B, vai mesmo acontecer, de uma forma ou de outra, apesar de a Divisão de Trânsito da Câmara do Porto ter recusado cortar o trânsito da rua Cândido dos Reis, no dia 5 de Outubro.
O evento engloba várias manifestações artísticas, desde dança a concertos, teatro e animação de rua, performances, instalações, projecções de vídeo, actividades para crianças e artesanato, e seria, segundo os organizadores, um acontecimento importante no âmbito da reabilitação da Baixa.
O projecto inicial consistia em ocupar toda a rua em questão, onde se situa o Plano B, das 11h00 à meia-noite do feriado do 5 de Outubro. Contudo, a Divisão de Trânsito alegou que o evento não justifica o corte de uma rua principal.
A organização do festival já recorreu da decisão e tem “expectativas” quanto à alteração da mesma, disse ao JPN Rita Maia. Se a decisão da CMP não for alterada, vai ser necessário “adaptar o festival, talvez sem palco”, acrescentou o membro da organização.
Apelos à “desobediência civil”
“O evento ‘Se esta rua fosse minha…’ (…) já é um sucesso e ainda nem aconteceu ou talvez nem venha sequer a acontecer”, afirma David Afonso, no blogue “A Baixa do Porto”.
Neste blogue colectivo, lêem-se vários comentários críticos à decisão da câmara. Tiago Azevedo Fernandes, coordenador do blogue, considera, ao JPN, que “a única explicação possível [para a decisão da CMP] é a proposta ter sido vista com pouco cuidado” e “confia” que a decisão vai ser alterada, já que “a rua não tem qualquer trânsito”.
Jorge Azevedo manifesta-se, no blogue, contra o fecho de espaços públicos para efeitos de “qualquer manifestação comercial, política ou cultural que seja”. No entanto, defende que “haverá excepções a considerar”, já que não só o evento tem um “carácter bastante impulsionador, para tirar a Baixa do Porto do marasmo em que se encontra há mais de 15/20 anos”, como também “não tem quaisquer repercussões no normal movimento da Baixa”, porque existem alternativas.
“A câmara municipal ainda não percebeu que a reabilitação urbana da baixa da cidade não se faz apenas com a SRU, mas sim, com uma dinâmica de eventos, de acontecimentos culturais e artísticos, que mobilizem os cidadãos e os visitantes.”, declara Pedro Bismark no “Opo.zine”.
“Considerar que no dia 5 de outubro, feriado nacional, o corte de uma rua secundária – como é a rua Cândido dos Reis – como uma alteração profunda da ordem da cidade, ou é uma piada ou é mesmo incompetência”, acrescenta. “Em Madrid fecham uma das ruas mais movimentadas da cidade para que o Festival Pura Vida possa acontecer”, declara André Gomes no “A Baixa do Porto”.
Pedro Bismark sugere a ocupação da rua pelos cidadãos e participantes no evento. “A cidade foi feita para os seus habitantes e não para meia dúzia de automóveis que vão passar ai nesse dia”, defende. Uma ideia que Tiago Azevedo Fernandes classifica como “‘desobediência
Quem conhece o Porto sabe que a Rua Cândido dos Reis é uma rua quase sem trânsito, onde é possível caminhar no meio da via, praticamente a qualquer hora, sem grande problema. Será que a CMP nem sequer conhece bem os arruamentos do município que diz gerir?
Procura-se : Actriz / Músico
(Via Coffeepaste)
Com vista a criar projecto performativo de poesia para o festival Se Esta Rua Fosse Minha , organizado pela Plano B no Porto, no próximo dia 5 de Outubro procuram-se : uma actriz e um músico.
Deve ter disponibilidade para ensaios durante setembro/ outubro; e residir no Porto.
Será feita uma pré-selecção através de Cv .
Nota importante: o projecto ainda se encontra em análise para programação, servindo esta selecção numa primeira fase para registo de potenciais colaboradores.
Envio de : CV+ portfolio (opcional) + foto para : renataportas@gmail.com
Do totalitarismo: Rio ameaça encerrar Teatro do Campo Alegre

Notícia:
Rio ameaça encerrar Teatro do Campo Alegre
Autarca elogia “resistência” de Filipe La Féria
Uma decisão desfavorável à concessão do Teatro Rivoli a Filipe La Féria forçaria a Câmara Municipal do Porto (CMP) a encerrar o Teatro Campo Alegre (TCA) e a retirar de lá a companhia residente, Seiva Trupe. O aviso foi feito ontem pelo líder da autarquia, Rui Rio, que criticou a “ineficácia da justiça”, permitindo que sejam interpostas “providências cautelares por tudo e por nada”, enquanto elogiava a “capacidade de resistência” que Filipe La Féria tem demontrado neste processo.
A indefinição jurídica em torno da concessão do Rivoli, devido às providências cautelares apresentadas pela associação Plateia e por vereadores do PS/Porto, estará a causar mal-estar no encenador, mas Rio considera que “o sucesso do espectáculo Jesus Cristo SuperStar, visto por milhares e milhares de pessoas, dá a La Féria a força de que precisa para enfrentar a forma como a justiça em Portugal funciona, com adiamentos e providências cautelares”. No entanto, admite que a situação, “para pessoas de valia” como o encenador lisboeta, seja “complicada”.
A CMP, diz o autarca, “continua a aguardar tranquilamente” na certeza de que, se a sentença for desfavorável, haverá “reflexos imediatos” no Teatro Campo Alegre. “A câmara teria automaticamente de o encerrar e tirar de lá a companhia [Seiva Trupe]“, para a qual, recorde-se, aquele equipamento foi construído. Mas Rui Rio não fica por aqui, considerando que uma decisão contrária à concessão do Rivoli poderia também levar a fechar “muitos outros teatros do País”, uma vez que, alega, nunca nenhuma concessão “foi feita por concurso público”. Palavras suas: “A partir daí começariam a chover providências cautelares para encerrar teatros e fazer não sei bem o quê.”
A opinião do edil é, em parte, partilhada por Mário de Almeida, professor de Direito da Universidade Católica do Porto que, contactado pelo DN, confirmou poder verificar-se esse tipo de consequência, “em virtude do mediatismo do caso”.
No entender de Rui Rio, “em Portugal é facílimo obstaculizar e dificílimo construir”, facto em relação ao qual La Féria “demonstra algum enfado”, à semelhança, refere, do comum dos cidadãos. “[O encenador] constitui uma boa amostragem daquilo que o povo português pensa”, entende Rui Rio, que concretiza: “Uma enorme falta de paciência para a ineficácia que a justiça portuguesa apresenta aos mais diversos níveis”. A contrabalançar esse sentimento, ressalva, pesa “o êxito de Jesus Cristo Superstar, com mais de 60 mil espectadores [em três meses]“. E concluiu: “Seriam precisos muitos anos do antigo Rivoli para chegar às 60 mil pessoas.”
O DN tentou, até à hora do fecho desta edição, contactar António Reis, director da Seiva Trupe, mas o também actor permanecia em ensaios da nova produção da companhia.
Comentário: É notável a completa falta de respeito e rigor do presidente da edilidade – já notório, aliás, no bovino site municipal. Não só o Teatro do Campo Alegre foi construído em moldes completamente diferentes da concessão do Teatro ex-Municipal Rivoli a Filipe La Féria, como está ocupado por companhias do Porto (cidade que, por uma espantosa coincidência que Rui Rio parece ainda não ter notado, é justamente aquela a cuja câmara municipal ele preside). Adicionalmente, a concessão da exploração de um teatro municipal a privados foi justamente uma novidade no panorama teatral português e por isso deve ser rigorosamente escrutinada e ponderada e, pela lógica, seguir os procedimentos normais da concessão de espaços públicos a privados.
A isto se acresceria o respeito devido às instituições, ao povo e à cultura do Porto. Mas por estas alturas já se sabe que a um burro não se pode ensinar a dizer “Não tem de quê”.
Ler também: Da Literatura, Dactilógrafo