Entrevista a Miguel Cabral: “Afinal ainda não sabemos nadar”
Miguel Cabral nasceu no Porto em 1974. Concluiu o curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espectáculo, o curso Acting no Rose Bruford College, em Londres, e o curso de Interpretação da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Integrou apresentações das companhias As Boas Raparigas…, TNSJ, Visões Úteis, Royal Deluxe, Teatro Plástico, Teatro Só e Teatro Bruto, entre outras, e trabalhou com os encenadores Rogério de Carvalho, Andrzej Sadowski, António Feio, António Pires, Ronan Abas, António Lago, António Capelo, entre outros. Encenou e escreveu as peças Heartbeat, Podes fugir mas não podes esconder-te, As Flores que Abanam no Jardim dos Outros e Onde Deixar o Mundo Dormir, recentemente apresentada. Acedeu a responder a algumas perguntas nossas, o que agradecemos.
Podes falar-nos um pouco do conceito por trás do projecto Estufa – Associação Cultural e o que é tem de diferente em relação a outras companhias do Porto?
Miguel Cabral – A nossa luta primordial consiste em encararmos a Estufa como um espaço aberto onde tiramos a máscara, o chapéu ou o testo. Não nos serve uma hierarquia em pirâmide, por isso não procuramos um director artístico. Estamos a dar os primeiros passos como uma estrutura de criadores das artes performativas do Porto. Esta Estufa tem vindo a apostar em mim enquanto autor e encenador, o que não quer dizer que isso revele uma identidade. Queremos apostar em projectos colectivos construídos a partir de vários percursos individuais. Projectamo-nos em fogo lento, não temos pressa e desenvolvemos um trabalho de pesquisa, estufando em laboratório a nossa cultura urbana que nos apaixona ou repele. Este prazer de vestir e despir a camisola-estufa reside na liberdade de criar objectos artísticos que reflectem as ansiedades e as preocupações dos criadores envolvidos, sem que estes se prendam a condicionalismos de uma estrutura fixa que obedece a práticas rígidas de programação. Talvez seja isso e o confronto geracional a marca da nossa diferença.
Tanto quanto me foi dado a perceber, o vosso trabalho assenta em duas relações, que pretendem interactivas: texto/intérpretes, intérpretes/público. Que novos métodos propõem para as explorar?
MC – De facto, na prática teatral que desenvolvemos as propostas dos intérpretes são fulcrais para a apropriação e reinvenção do texto original. (mais…)
“Diz que diz”, do Teatro do Frio
O Teatro do Frio traz à Biblioteca Municipal Almeida Garrett a sua segunda produção «Diz que Diz», cuja primeira versão estreou nas 40 Horas Non-Stop de «Serralves em FESTA!».
Partindo da obra «Como quem diz», de António Torrado, a peça estará em cena de 22 de Janeiro a 3 de Fevereiro, com sessões escolares de segunda a sexta-feira, às 10h30 e às 15h00, e aos sábados às 16h00. Dirigido a crianças a partir dos 6 anos, este espectáculo de poesia fala do universo fantástico dos poemas através da linguagem corporal e visual e da manipulação de objectos por três actores, num espaço algures entre a casa e o quintal.
O Teatro do Frio é um colectivo de criação e pesquisa teatral, que promove a criação e pretende potenciar vontades e percursos dos jovens que o compõe, assim como os demais intervenientes. Surgiu da necessidade, artística e humana, de criação de um espaço que privilegie, na actividade teatral, o lugar da pesquisa. Por outro lado, este projecto quer ser um espaço de discussão, reflexão e confronto de si consigo mesmo, e de si com a comunidade que o envolve.
O Estrangeiro, pelas Boas Raparigas
Podia ser só uma peça com actores amadores, mas não é: é uma peça com actores amadores e invisuais, e, por isso, muito menos e muito mais do que um espectáculo de teatro. O Estrangeiro, a produção da companhia As Boas Raparigas que hoje se estreia no Estúdio Zero, no Porto, foi uma experiência de autodeterminação a partir de Edward Bond, o mais inóspito dos dramaturgos do século XX – para os seis actores, mas também para o encenador. “A forma como eles fazem este espectáculo, completamente sem bengalas, mostra que são pessoas independentes”, diz Luís Mestre. (mais…)
Festas
O Quarta Parede interrompe os seus serviços por alturas das festas.
A todos os leitores e colaboradores: feliz natividade e um bom ano novo.
P.S. – Por uma enorme falta de tempo, não haverá lista de espectáculos para Dezembro. Espero que, em compensação, a de Janeiro fique pronta em tempo apropriado.
Fernando Almeida deverá abandonar pelouro da Cultura da Câmara do Porto
O vereador da Cultura da Câmara do Porto, Fernando Almeida, deverá abandonar o cargo, logo após a concessão do Rivoli ao produtor Filipe La Féria. Para o seu lugar poderá avançar Maria Amélia Cupertino de Miranda, presidente da fundação com o mesmo nome, no Porto, e redactora do capítulo da Cultura do programa eleitoral da coligação PSD/CDS-PP que, em Outubro de 2005, deu a maioria absoluta a Rui Rio.
A notícia da demissão chegou a ser veiculada, ao final da tarde de anteontem, em vários órgãos de comunicação social, tendo sido prontamente desmentida pelo próprio Fernando Almeida. “Não é verdade”, declarou ao PÚBLICO o ainda titular da Cultura, deixando claro que não se lhe arrancaria nem mais uma palavra. Aparentemente, Rui Rio terá preferido aguardar pela reunião extraordinária do executivo de hoje, onde é votada a proposta de concessão do Teatro Rivoli a La Féria, para fazer o anúncio oficial. (mais…)
Passatempo natalício: Vamos comparar o título com a notícia
Título:
Portuenses aplaudem entrega da gestão do Rivoli a La Féria
Notícia:
A
maioria das pessoas hoje contactadas num mini-inquérito de rua
efectuado, no Porto, pela agência Lusa, mostrou-se satisfeita com a
entrega da gestão do Teatro Municipal Rivoli, a Filipe La Féria.
No entanto, do inquérito resultou também um sentimento de receio de que
os interesses financeiros se sobreponham aos culturais da cidade.
O inquérito de rua, realizado durante a manhã em diversas zonas da
cidade do Porto, mostrou que a maioria das pessoas gosta do tipo de
espectáculo produzidos por La Féria.
«De um lado está o dinheiro e do outro a cultura que poucas pessoas vão
ver. É um pau de dois bicos», considerou Ana leite, auxiliar de acção
educativa.
Reconhecendo não estar a par de todo o processo, nomeadamente em
relação às propostas concorrentes, Ana Leite, 29 anos, disse ter «a
sensação de que o acordo foi cozinhado entre os dois [Rui Rio e La
Féria]. (mais…)
Título pouco isento: A originalidade… o vanguardismo… a indemnização…
Filipe La Féria cria Porto D”Ouro para gerir Rivoli
Porto
D”Ouro – Produções Artísticas, Lda. é o nome da empresa que Filipe La
Féria vai criar para gerir o Rivoli, no Porto. Esta sociedade por
quotas, que deverá ser dotada de um capital social de 125 mil euros,
assumirá a gestão daquele teatro municipal a partir de Maio de 2007 e
durante quatro anos, conforme consta da proposta que vai ser amanhã
votada pelo executivo da Câmara do Porto, onde a coligação PSD/CDS-PP
dispõe de maioria absoluta.
A proposta de La Féria contempla já
várias produções para o biénio 2007-08, arrancando com o espectáculo
Miss Daisy, com Eunice Muñoz, seguindo-se, entre outras, Jesus Christ
Superstar e A Canção de Lisboa, numa lista que inclui ainda o
espectáculo musical Cabeças no Ar, com Rui Veloso, Jorge Palma, Tim e
João Gil. No final daquele período, La Féria promete apresentar um
espectáculo chamado Um Homem do Porto, um musical sobre a vida de
Francisco Sá Carneiro. (mais…)
Rivoli: Entrega a La Féria é votada na sexta-feira
O futuro do Teatro Rivoli vai ser votado esta
sexta-feira. O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, agendou para esse dia a
reunião extraordinária do executivo municipal destinada
a votar a extinção da Culturporto e a proposta de concessão daquele teatro
municipal a Filipe La Féria.
Os vereadores do PS e da CDU deverão votar contra, mas a
maioria absoluta da coligação PSD/CDS-PP garante a viabilização da entrega do Rivoli a La Féria, já a partir de Maio de 2007 e durante quatro anos. (mais…)
Rivoli: Candidaturas vencidas à espera de resposta
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Da
candidatura de Filipe La Féria, que este sábado ganhou, por decisão da
comissão de avaliação nomeada pela Câmara Municipal do Porto, a corrida
à gestão financeira e cultural do Teatro Rivoli, sabe-se apenas que a
peça de estreia do seu projecto será um musical dedicado a Carmen
Miranda. O produtor e encenador de Lisboa irá gerir, a partir do
primeiro dia de Maio, e durante quatro anos, o equipamento municipal. (mais…)
Palmilha Dentada apresenta “Conta corrente”

«Conta Corrente é um demonstrativo das transacções financeira realizadas entre dois correspondentes e que serve para confrontar as diversas operações monetárias e/ou comerciais efectuadas dentro de um determinado período. Uma conta corrente pode ser de dois tipos: com ou sem juros. A conta corrente sem juros é um simples demonstrativo de débito e como um extracto bancário simples onde aparecem as entradas e as saídas financeiras. A conta corrente com juros recíprocos é aquela na qual se contam os juros sobre as diversas parcelas de débito e crédito, calculando-os desde seu vencimento até a data do seu encerramento.»
In Wikipédia
«Eu sou devedor à terra
E a terra me está devendo
A terra paga-me em vida
Eu pago à terra morrendo»
da tradição popular
Texto Ricardo Alves e Salgueirinho Maia
Encenação Ricardo Alves
Com Ivo Bastos e Rodrigo Santos
Entrada 5,00 euros (inclui uma bebida)
Início previsto 23h00
Dias 22 e 23 de Dezembro
Na Tertúlia Castelense
