Quarta Parede


Entrevista a Miguel Cabral: “Afinal ainda não sabemos nadar”

Publicado em Entrevista por Jorge em Dezembro 27, 2006

Onde deixar o mundo

Miguel Cabral nasceu no Porto em 1974. Concluiu o curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espectáculo, o curso Acting no Rose Bruford College, em Londres, e o curso de Interpretação da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Integrou apresentações das companhias As Boas Raparigas…, TNSJ, Visões Úteis, Royal Deluxe, Teatro Plástico, Teatro Só e Teatro Bruto, entre outras, e trabalhou com os encenadores Rogério de Carvalho, Andrzej Sadowski, António Feio, António Pires, Ronan Abas, António Lago, António Capelo, entre outros. Encenou e escreveu as peças Heartbeat, Podes fugir mas não podes esconder-te, As Flores que Abanam no Jardim dos Outros e Onde Deixar o Mundo Dormir, recentemente apresentada. Acedeu a responder a algumas perguntas nossas, o que agradecemos.

 

Podes falar-nos um pouco do conceito por trás do projecto Estufa – Associação Cultural e o que é tem de diferente em relação a outras companhias do Porto?

Miguel Cabral – A nossa luta primordial consiste em encararmos a Estufa como um espaço aberto onde tiramos a máscara, o chapéu ou o testo. Não nos serve uma hierarquia em pirâmide, por isso não procuramos um director artístico. Estamos a dar os primeiros passos como uma estrutura de criadores das artes performativas do Porto. Esta Estufa tem vindo a apostar em mim enquanto autor e encenador, o que não quer dizer que isso revele uma identidade. Queremos apostar em projectos colectivos construídos a partir de vários percursos individuais. Projectamo-nos em fogo lento, não temos pressa e desenvolvemos um trabalho de pesquisa, estufando em laboratório a nossa cultura urbana que nos apaixona ou repele. Este prazer de vestir e despir a camisola-estufa reside na liberdade de criar objectos artísticos que reflectem as ansiedades e as preocupações dos criadores envolvidos, sem que estes se prendam a condicionalismos de uma estrutura fixa que obedece a práticas rígidas de programação. Talvez seja isso e o confronto geracional a marca da nossa diferença.

 

Tanto quanto me foi dado a perceber, o vosso trabalho assenta em duas relações, que pretendem interactivas: texto/intérpretes, intérpretes/público. Que novos métodos propõem para as explorar?

MC – De facto, na prática teatral que desenvolvemos as propostas dos intérpretes são fulcrais para a apropriação e reinvenção do texto original. (mais…)

“Diz que diz”, do Teatro do Frio

Publicado em Companhia, Recortes por Jorge em Dezembro 27, 2006


O Teatro do Frio traz à Biblioteca Municipal Almeida Garrett a sua segunda produção «Diz que Diz», cuja primeira versão estreou nas 40 Horas Non-Stop de «Serralves em FESTA!».
Partindo da obra «Como quem diz», de António Torrado, a peça estará em cena de 22 de Janeiro a 3 de Fevereiro, com sessões escolares de segunda a sexta-feira, às 10h30 e às 15h00, e aos sábados às 16h00. Dirigido a crianças a partir dos 6 anos, este espectáculo de poesia fala do universo fantástico dos poemas através da linguagem corporal e visual e da manipulação de objectos por três actores, num espaço algures entre a casa e o quintal.
O Teatro do Frio é um colectivo de criação e pesquisa teatral, que promove a criação e pretende potenciar vontades e percursos dos jovens que o compõe, assim como os demais intervenientes. Surgiu da necessidade, artística e humana, de criação de um espaço que privilegie, na actividade teatral, o lugar da pesquisa. Por outro lado, este projecto quer ser um espaço de discussão, reflexão e confronto de si consigo mesmo, e de si com a comunidade que o envolve.

O primeiro de Janeiro

O Estrangeiro, pelas Boas Raparigas

Publicado em Companhia, Recortes por Jorge em Dezembro 27, 2006

Podia ser só uma peça com actores amadores, mas não é: é uma peça com actores amadores e invisuais, e, por isso, muito menos e muito mais do que um espectáculo de teatro. O Estrangeiro, a produção da companhia As Boas Raparigas que hoje se estreia no Estúdio Zero, no Porto, foi uma experiência de autodeterminação a partir de Edward Bond, o mais inóspito dos dramaturgos do século XX – para os seis actores, mas também para o encenador. “A forma como eles fazem este espectáculo, completamente sem bengalas, mostra que são pessoas independentes”, diz Luís Mestre. (mais…)

Festas

Publicado em Uncategorized por Jorge em Dezembro 22, 2006

O Quarta Parede interrompe os seus serviços por alturas das festas.

A todos os leitores e colaboradores: feliz natividade e um bom ano novo.

P.S. – Por uma enorme falta de tempo, não haverá lista de espectáculos para Dezembro. Espero que, em compensação, a de Janeiro fique pronta em tempo apropriado.

Fernando Almeida deverá abandonar pelouro da Cultura da Câmara do Porto

Publicado em Instituição, Recortes por Jorge em Dezembro 22, 2006

O vereador da Cultura da Câmara do Porto, Fernando Almeida, deverá abandonar o cargo, logo após a concessão do Rivoli ao produtor Filipe La Féria. Para o seu lugar poderá avançar Maria Amélia Cupertino de Miranda, presidente da fundação com o mesmo nome, no Porto, e redactora do capítulo da Cultura do programa eleitoral da coligação PSD/CDS-PP que, em Outubro de 2005, deu a maioria absoluta a Rui Rio.
A notícia da demissão chegou a ser veiculada, ao final da tarde de anteontem, em vários órgãos de comunicação social, tendo sido prontamente desmentida pelo próprio Fernando Almeida. “Não é verdade”, declarou ao PÚBLICO o ainda titular da Cultura, deixando claro que não se lhe arrancaria nem mais uma palavra. Aparentemente, Rui Rio terá preferido aguardar pela reunião extraordinária do executivo de hoje, onde é votada a proposta de concessão do Teatro Rivoli a La Féria, para fazer o anúncio oficial. (mais…)

Passatempo natalício: Vamos comparar o título com a notícia

Publicado em Comentário, Recortes, Rivoli por Jorge em Dezembro 21, 2006

Título:
Portuenses aplaudem entrega da gestão do Rivoli a La Féria


Notícia:
A
maioria das pessoas hoje contactadas num mini-inquérito de rua
efectuado, no Porto, pela agência Lusa, mostrou-se satisfeita com a
entrega da gestão do Teatro Municipal Rivoli, a Filipe La Féria.

No entanto, do inquérito resultou também um sentimento de receio de que
os interesses financeiros se sobreponham aos culturais da cidade.

O inquérito de rua, realizado durante a manhã em diversas zonas da
cidade do Porto, mostrou que a maioria das pessoas gosta do tipo de
espectáculo produzidos por La Féria
.

«De um lado está o dinheiro e do outro a cultura que poucas pessoas vão
ver. É um pau de dois bicos», considerou Ana leite, auxiliar de acção
educativa.

Reconhecendo não estar a par de todo o processo, nomeadamente em
relação às propostas concorrentes, Ana Leite, 29 anos, disse ter «a
sensação de que o acordo foi cozinhado entre os dois [Rui Rio e La
Féria]
. (mais…)

Título pouco isento: A originalidade… o vanguardismo… a indemnização…

Publicado em Comentário, Recortes, Rivoli por Jorge em Dezembro 21, 2006

Filipe La Féria cria Porto D”Ouro para gerir Rivoli

Porto
D”Ouro – Produções Artísticas, Lda. é o nome da empresa que Filipe La
Féria vai criar para gerir o Rivoli, no Porto. Esta sociedade por
quotas, que deverá ser dotada de um capital social de 125 mil euros,
assumirá a gestão daquele teatro municipal a partir de Maio de 2007 e
durante quatro anos, conforme consta da proposta que vai ser amanhã
votada pelo executivo da Câmara do Porto, onde a coligação PSD/CDS-PP
dispõe de maioria absoluta.
A proposta de La Féria contempla já
várias produções para o biénio 2007-08, arrancando com o espectáculo
Miss Daisy, com Eunice Muñoz, seguindo-se, entre outras, Jesus Christ
Superstar e A Canção de Lisboa
, numa lista que inclui ainda o
espectáculo musical Cabeças no Ar, com Rui Veloso, Jorge Palma, Tim e
João Gil. No final daquele período, La Féria promete apresentar um
espectáculo chamado Um Homem do Porto, um musical sobre a vida de
Francisco Sá Carneiro
. (mais…)

Rivoli: Entrega a La Féria é votada na sexta-feira

Publicado em Recortes, Rivoli por Jorge em Dezembro 20, 2006

O futuro do Teatro Rivoli vai ser votado esta
sexta-feira. O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, agendou para esse dia a
reunião extraordinária do executivo municipal destinada
a votar a extinção da Culturporto e a proposta de concessão daquele teatro
municipal a Filipe
La Féria.
Os vereadores do PS e da CDU deverão votar contra, mas a
maioria absoluta da coligação PSD/CDS-PP garante a viabilização
da entrega do Rivoli a La Féria, já a partir de Maio de 2007 e durante quatro anos.
(mais…)

Rivoli: Candidaturas vencidas à espera de resposta

Publicado em Recortes, Rivoli por Jorge em Dezembro 19, 2006


Da
candidatura de Filipe La Féria, que este sábado ganhou, por decisão da
comissão de avaliação nomeada pela Câmara Municipal do Porto, a corrida
à gestão financeira e cultural do Teatro Rivoli, sabe-se apenas que a
peça de estreia do seu projecto será um musical dedicado a Carmen
Miranda
. O produtor e encenador de Lisboa irá gerir, a partir do
primeiro dia de Maio, e durante quatro anos, o equipamento municipal.
(mais…)

Palmilha Dentada apresenta “Conta corrente”

Publicado em Companhia por Jorge em Dezembro 19, 2006

Palmilha dentada

 

«Conta Corrente é um demonstrativo das transacções financeira realizadas entre dois correspondentes e que serve para confrontar as diversas operações monetárias e/ou comerciais efectuadas dentro de um determinado período. Uma conta corrente pode ser de dois tipos: com ou sem juros. A conta corrente sem juros é um simples demonstrativo de débito e como um extracto bancário simples onde aparecem as entradas e as saídas financeiras. A conta corrente com juros recíprocos é aquela na qual se contam os juros sobre as diversas parcelas de débito e crédito, calculando-os desde seu vencimento até a data do seu encerramento.»

In Wikipédia

«Eu sou devedor à terra

E a terra me está devendo

A terra paga-me em vida

Eu pago à terra morrendo»

da tradição popular

Texto Ricardo Alves e Salgueirinho Maia
Encenação Ricardo Alves
Com Ivo Bastos e Rodrigo Santos
Entrada 5,00 euros (inclui uma bebida)
Início previsto 23h00
Dias 22 e 23 de Dezembro
Na Tertúlia Castelense

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