Quarta Parede


Juntos pelo Rivoli

Publicado em Anúncio por Jorge em Setembro 29, 2006

No Porto está a ser constituído um movimento de cidadãos preocupados com o actual momento da vida da cidade, em especial com a anuncia privatização do Rivoli-Teatro Municipal, rejeitando completamente os pressupostos do concurso anunciado, recusamos qualquer solução que passe por uma desresponsabilização da Câmara Municipal dos seus deveres para com os seus munícipes e que ao abrigo de argumentos puramente contabilísticos entregue a privados, para uma lógica de funcionamento privado, o que foi comprado e recuperado com fundos públicos.

Porque mais do que gritar ou sussurrar indignações, é fundamental reflectir em conjunto sobre as necessidades da cidade e sobre o que pode ser feito para inverter a actual perda de importância e qualidade de vida na cidade é necessário um convergir de vontades para a presentação de uma proposta de solução alternativa à privatização do Teatro Municipal.

A primeira iniciativa pública deste movimento constituirá numa acção de rua para continuação da recolha de assinaturas da petição criada na página www.juntosnorivoli.com de forma a ultrapassar as 10.000 adesões e para preparar a entrega formal desta à Assembleia Municipal do Porto.
Esta  decorrerá no próximo sábado dia 30 de Setembro entre as 11h00 e as 13h00 na Rua de Santa Catarina junto ao Café Majestic.

Todos os que queiram apoiar e contribuir para este movimento podem faze-lo através do email juntosnorivoli@gmail.com

Festival de Marionetas – Balanço e Promessas

Publicado em Recortes por Jorge em Setembro 25, 2006

Festival de Marionetas volta em 2007

O Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP) voltará em 2007 com o mesmo modelo de abertura ao público testado este ano com êxito, disse à Lusa a directora artística do evento, Isabel Alves Costa.
O evento mudou este ano de figurino, assumindo-se como um espaço de encontro “entre artes e entre línguas e da cidade consigo própria”, o que resultou em “salas cheias e uma grande animação em todos os espaços em que o festival se realizou, seja no interior ou no exterior”, disse aquela responsável.
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Uma peça para brancos

Publicado em Uncategorized por Jorge em Setembro 21, 2006

“Volto a repetir: esta peça, escrita por um branco, destina-se a um público de brancos. Mas se por um acaso muito estranho for representada para um público de negros, será necessário em cada sessão convidar um branco – homem ou mulher. O produtor do espectáculo deve recebê-lo com a maior solenidade, fazer com que se vista de cerimónia e conduzi-lo ao seu lugar, de preferência na primeira fila da plateia. Os actores irão representar só para ele. E durante todo o espectáculo um projector incidirá sobre este branco simbólico.

E se nenhum branco estiver disposto a isso? Então distribuam à entrada máscaras de brancos ao público negro. E se os negros recusarem as máscaras dos brancos, usem um manequim.”

Jean Genet a propósito de Os Negros

 

Jean Genet

Publicado em Uncategorized por Jorge em Setembro 21, 2006

Jean Genet (1910-1986) foi um dos mais peculiares e irreverentes dramaturgos franceses deste século. Filho de uma prostituta, foi ainda criança entregue para adopção e, apesar de bom aluno, passou a sua infância em tentativas de fuga, pequenos roubos e passagens por institutos de correcção juvenil. Foi expulso do serviço militar por indecência e passou parte da sua juventude a errar pela Europa como vagabundo, ladrão e prostituto. Regressou a Paris onde sobreviveu entre vários roubos e encarceramentos. Foi na prisão que começou a escrever poemas e um romance. Em 1943 é apresentado a Jean Cocteau, a quem mostra os seus escritos. Este promove a sua publicação. Nesse mesmo ano é novamente detido e ameaçado de degredo perpétuo por reincidência. Cocteau consegue a sua libertação definitiva.
A partir de então, Genet tornou-se uma figura literária famosa, merecendo uma análise à sua vida por Sartre, publicando romances, poesia e teatro e tendo forte intervenção cívica e política.
As suas peças dramáticas são associadas ao teatro da crueldade, abordando frequentemente o conflito ritual entre oprimidos e opressores. Faleceu de cancro da garganta a 15 de Abril de 1986.

Principais peças:

- Haute surveillance (1947)
- Les Bonnes (1947)
- Le Balcon (1956)
- Les Nègres (1959)
- Les Paravents (1961)
- Le Bagne (1994)

Fontes e referências: Cronologia, Artigo Wikipedia, Entrevistas, Textos, Biografia, Artigo DN,

Estreia de “A ilha” – TEP

Publicado em Uncategorized por Jorge em Setembro 21, 2006

O Teatro Experimental do Porto (TEP) estreia hoje, no auditório municipal de Gaia, o seu 205.º espectáculo, a peça “A Ilha”, com dramaturgia e encenação de Fernando Moreira. O espectáculo foi montado por Fernando Moreira a partir das obras “A ilha dos escravos”, de Pierre de Marivaux , e do romance “A ilha do tesouro”, clássico juvenil do britânico Robert Louis Stevenson. (mais…)

França nomeia Isabel Alves Costa cavaleira das Artes e Letras

Publicado em Recortes por Jorge em Setembro 21, 2006

O Governo francês entrega sexta-feira a medalha de «Chevalier des Arts et des Lettres» à directora artística do Rivoli Teatro Mu nicipal, Isabel Alves Costa, pela sua carreira e o contributo à divulgação da cultura francesa.O título, conferido a personalidades que se destacam no panorama cultural internacional, será entregue pelo cônsul geral de França no Porto, Philippe Barbry, durante uma cerimónia no Rivoli Teatro Municipal, às 19:00. (mais…)

Uma iniciativa a repetir

Publicado em Uncategorized por Jorge em Setembro 20, 2006

Entradas gratuitas no Teatro São João

O Teatro Nacional São João, no Porto, associou-se às Jornadas Europeias do Património e, de sexta-feira a domingo, promove um conjunto de actividades diversas, que incluem visitas guiadas, livre circulação do público pelo seu interior e ainda entrada gratuita para o espectáculo “Os negros”.
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Criado novo prémio anual de teatro

Publicado em Recortes, Uncategorized por Jorge em Setembro 12, 2006

Para incentivar a produção de textos de teatro em Língua Portuguesa, Portugal e Brasil criaram um novo prémio de dramaturgia, designado António José da Silva, que será transposto para o palco em 2007. O prémio, de carácter anual e no valor de 15 mil euros, pretende distinguir novos dramaturgos em Língua Portuguesa e a escrita teatral em vários géneros. A criação do galardão envolve três instituições portuguesas e uma brasileira Instituto Camões, Instituto das Artes, Teatro Nacional D. Maria II (TNDM) e Fundação Nacional de Arte, do Brasil. (mais…)

Festival de Marionetas obrigado a mudar figurino todos os anos

Publicado em Recortes por Jorge em Setembro 12, 2006

Depois de um ano de interregno – devido à falta de apoio financeiro -, o Festival Internacional de Marionetas (FIMP), criado há 17 anos, arranca depois de amanhã, no Porto, com “um figurino diferente daquele com que nasceu em 1989″. Segundo palavras de Isabel Alves Costa, directora do certame, “o chapéu administrativo é o FIMP, porque há uma tónica preponderante nesta área”. Todavia, surge “num contexto muito mais amplo e deve ser assumido como um festival pluridisciplinar”.

Na prática, isto quer dizer que, durante dez dias, ao teatro Rivoli e à Praça D. João I, vão confluir “todas as expressões artísticas, de todas as gerações, de todos os estratos sociais, de várias culturas e de várias línguas, de todos os públicos”, com espectáculos de marionetas, música, teatro, dança, novo circo e artes plásticas, predominando o interesse no público infantil (ver outro texto). (mais…)

Marionetas

Publicado em Festival por Jorge em Setembro 12, 2006

O Festival de Marionetas voltou em 2006 e começa já no dia 14.

O programa está disponível no sítio oficial (e nesta página do Quarta Parede).

Este ano o festival contará com as companhias portuguesas O’QueStrada (Almada), Era Uma Vez Teatro de Marionetas (Évora), Ar Evento (Porto), Patrícia Portela (Lisboa), Mariana Rocha (Porto), Real Pelágio (Lisboa), Circolando (Porto), Teresa Prima (Lisboa), Delphim Miranda (Lisboa), Teatro ao Largo (V. N. Mil Fontes) e Teatro do Bolhão (Porto).

As companhias estrangeiras são a Taller Axioma (Espanha), Rosas (Bélgica), Balladeu’x (Bélgica), Turak (França) e Bread & Puppet (EUA).

Provavelmente não poderei acompanhar todas as exibições, mas aceitam-se comentários informados sobre as peças que forem decorrendo.

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